Tuesday, February 24, 2015

E a responsabilidade do bom funcionamento? É só da TI? - Profissionais TI





Olá pessoal, como vão todos?



Hoje escrevo um pouco a respeito desta linha muito tênue de

separação das responsabilidades entre as áreas de negócio (seus

usuários chave) versus os profissionais de TI, e o pensamento

individual que paira no ar quando envolvemos ambos os lados em

se tratando do bom funcionamento dos Sistemas.



Será que costumamos refletir e pensar sobre até onde vai a

responsabilidade de cada um no que diz respeito ao bom

funcionamento dos Sistemas? Existe mesmo esta divisão de

responsabilidades? Se sim, ela é necessária e benéfica? Nas

empresas em que atuamos enxergarmos de forma clara esta

situação? A interface entre as áreas de negócio ocorre de

maneira clara e transparente, ou melhor, de maneira

colaborativa para que o resultado do empenho e aplicação das

responsabilidades sejam benéficos para a empresa e seus

objetivos? Ou estamos pensando apenas de forma individual para

resolver a pendência de nossa área?




"http://s.profissionaisti.com.br/wp-content/uploads/2015/01/profissional-duvida-questionamento-carreira.png"

alt="profissional-duvida-questionamento-carreira" width="720"

height="380">



Pelo mercado, passando pelas empresas e conversando com colegas

de profissão, percebemos muitas das vezes um olhar muito

individual quando consideramos respostas a estas e várias

outras perguntas neste sentido.

Frequentemente encontramos profissionais de TI se preocupando

com a solução e resposta técnica para o fechamento do chamado

dentro do SLA estabelecido, com o objetivo de “tirar” da sua

lista de demandas e pendências a responsabilidade de

participação em caso de problemas e ou interrupções no Sistema,

em função da cobrança por manter os “
"6 Indicadores para TI que fazem a diferença na sua Gestão"

href=

"http://www.profissionaisti.com.br/2015/02/6-indicadores-para-ti-que-fazem-a-diferenca-na-sua-gestao/">bons

indicadores” – deixando de lado a Solução

propriamente dita. Não que os indicadores e medições sejam

ruins, pelo contrário, sou grande defensor da gestão por

indicadores, das medições e acompanhamentos, da gestão das

equipes, da busca para cumprimento dos prazos, mas obviamente,

sem perder a qualidade do resultado final.



Por outro lado, encontramos usuários chave e áreas de negócio

fazendo questão de formalizar e enfatizar as “falhas no

Sistema”, enviar e-mails, prints de tela para anexar aos

chamados, com grande empenho para que no próprio texto de

abertura dos chamados/solicitações sejam empregadas tentativas

de “provar/evidenciar” o fato de que o não cumprimento da

tarefa se dá ou se dará por uma “falha no sistema” ou

pelo “não atendimento ao chamado”.



O fato é que em muitas situações, o objetivo, a agilidade na

resposta ou na formalização de ambos os lados se concentra

principalmente no “repasse da bola”, no “encaminhado para outra

área”, no “aguardando retorno do usuário”, no “aguardando

atendimento” e em diversos outros status que nos dão o

“conforto” de não estar mais conosco (mesmo que

temporariamente) a responsabilidade pelo mau funcionamento ou

interrupção de alguns serviços.



Se pararmos para refletir um pouco e consideramos que o não

"Projetos - O que é mais importante: atingir o escopo ou cumprir prazo?"

href=

"http://www.profissionaisti.com.br/2014/01/projetos-o-que-e-mais-importante-atingir-o-escopo-ou-cumprir-prazo/">

cumprimento de um prazo, a não execução de alguma tarefa, a

não conclusão de algum projeto – independente de qual

status esteja a pendência relacionada – afetará o resultado da

empresa e não apenas a “minha área de negócio”, certamente

concluiremos que temos muito a mudar.



Existem sim as responsabilidades muito bem definidas e

separadas, onde cada um está inserido em alguma etapa do

processo e contribui conforme sua especialidade ou sua função

dentro da organização. Porém, esta responsabilidade não nos

limita a trabalhar em conjunto, de forma colaborativa, sempre

em busca da solução.



Percebemos no mercado, em empresas de qualquer segmento, áreas

de negócio demandando a área de TI sempre com um tom de culpa,

de atribuição de responsabilidade, de ameaças de formalizações

e penalidades, sendo que se a forma de demandar fosse

diferente, convidando para discussões conjuntas do cenário em

questão, entregando na abertura do chamado o seu ponto de vista

de

href=

"http://www.profissionaisti.com.br/2012/12/regra-de-negocio-um-desafio-para-o-desenvolvedor/">

entendimento da regra de negócio e como este entendimento

pode contribuir para a solução do problema, certamente a

conclusão, além de mais rápida, seria eficiente.



Muitas das vezes o usuário da área de negócio se isenta da

responsabilidade de análise do problema quando se depara com as

famosas mensagens com um “x vermelho” ao lado, apenas

capturando a tela e encaminhado para atendimento, sem antes

mesmo considerar o que tal mensagem estaria “dizendo” e qual

contribuição poderia dar para a solução de sua solicitação, ou

que as vezes a solução estaria lá mesmo em sua área sem a

necessidade de interrupção e ou encaminhamento para análise.



Da mesma forma, em outras situações, nos deparamos com

profissionais de TI que não se interessam em entender a

necessidade da área solicitante e o impacto que o mau

funcionamento de determinada rotina pode gerar para a empresa,

tratando apenas o atendimento de mais um chamado.



Precisamos, de fato, entender sim de forma clara qual é a nossa

responsabilidade no processo, mas também entender qual a

responsabilidade do outro, e principalmente entender qual é a

responsabilidade conjunta para o bom funcionamento dos

Sistemas. Precisamos pensar no que devemos mudar em nossa

postura para trabalharmos de forma colaborativa, esquecendo a

“busca pelo culpado” e focar na solução do problema.



Trabalhando desta maneira, temos grandes chances de crescer e

evoluir enquanto profissionais, fazendo uso positivo da

"http://www.profissionaisti.com.br/2013/10/backup-uma-responsabilidade-somente-da-ti/">

divisão das responsabilidades, tornando-a compartilhada,

não só na busca para as soluções dos problemas enfrentados no

dia a dia, mas também nas conquistas alcançadas com esta

postura.



Abraço a todos.




0 comments:

Post a Comment