Você conhece a diferença entre Software e Sistema? - Profissionais TI
Olá, pessoal, tudo certo?
Desde quando iniciei a minha carreira no ramo de programação,
sempre observei que alguns desenvolvedores
dizem “software” enquanto outros dizem “sistema”. A
princípio, eu pensava que os dois termos eram idênticos, mas,
na verdade, existe uma diferença! Acompanhe o artigo e
saiba quando estes termos devem ser empregados de forma
adequada.
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alt="Imagem via Shutterstock" width="580" height="300">
Imagem via
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“Eu tenho um sistema de controle de estoque desenvolvido em
Delphi…”
Quem já não ouviu uma frase parecida? Ela parece não ser
ambígua. Ao ouvirmos, sabemos claramente que o desenvolvedor
possui uma aplicação que controla estoques. Neste contexto,
simplesmente interpretamos a palavra “sistema” como “software”,
sem sabermos que são significados relativamente
diferentes. Sem mais delongas, já vou apresentar as definições
a seguir.
Escrevemos linhas de código na nossa ferramenta de
desenvolvimento e compilamos os arquivos para gerar um
executável, certo? Esse executável (também conhecido como
"http://www.profissionaisti.com.br/2013/12/artefatos-e-ferramentas-scrum/">
artefato) é o que chamamos de software. Em
outras palavras, é o programa que será instalado no computador
do usuário e disponibilizado para uso. Mas não é só isso! O
termo “software” ainda engloba os arquivos que serão
distribuídos com o executável, como bibliotecas, banco de
dados, demais arquivos de configuração e, claro, a documentação
do programa.
Um sistema, por sua vez, é um conjunto de
softwares que se interagem para atingir um objetivo em comum.
Portanto, quando mencionamos “sistema”, estamos nos referindo a
uma solução abrangente que envolve várias partes interligadas,
oferecendo um composto de funcionalidades para
"Levantamento de Requisitos: Você sabe o que é?" href=
"http://www.profissionaisti.com.br/2011/06/levantamento-de-requisitos-voce-sabe-o-que-e/">
atender as necessidades do usuário.
Ainda não ficou claro? Sem problemas. Vamos partir para os
exemplos e analogias! 
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Considere um leitor de DVD de um computador. Esse hardware, por
si só, não faz nada. Para que ele funcione apropriadamente, é
necessário conectá-lo à placa-mãe para a transferência de
dados. Da mesma forma, a placa-mãe deve estar conectada à placa
de vídeo para exibir as imagens. Logo, as partes envolvidas
nessa funcionalidade formam um sistema, no qual poderíamos
definir, por exemplo, como “sistema de reprodução de DVDs”. Já
o programa que você utiliza para abrir o DVD, este sim é o
software.
Observe que um sistema não compreende somente a parte lógica
(software), mas também as partes físicas (hardware). Se uma
empresa de desenvolvimento fornece um leitor de certificados
digitais junto com um software para gerenciá-los, então é
correto afirmar que a empresa provê um sistema de gerenciamento
de certificados digitais. Por outro lado, supondo que o cliente
já tenha um leitor de certificados digitais, a empresa, então,
forneceria apenas o software de gerenciamento, e não o sistema.
Além disso, é bom ressaltar que um sistema também pode
abranger recursos humanos, ou seja, pessoas que estão
diretamente relacionadas à aplicação, como uma equipe de
suporte residente.
Bom, agora fica fácil entender o motivo pelo qual o Windows ou
o Linux são conhecidos como Sistemas
Operacionais, não é? O Windows fornece uma gama de
softwares (navegador de pastas, bloco de notas, calculadora,
gravador de som…) e controladores de hardware (gerenciador de
dispositivos de áudio, vídeo, mouse, teclado…), formando um
sistema útil para várias finalidades operacionais.
Quando você acessa o Windows Explorer, por exemplo, o
software se encarrega de exibir as unidades de disco
disponíveis, bem como as unidades removíveis e as pastas da
rede. Para obter essas informações, o Windows Explorer interage
com os controladores de hardware do sistema.
Pense no software como um guitarrista. Sozinho, o músico
apenas toca um instrumento, mas, em uma banda, que
seria o sistema, ele interage com outros instrumentistas,
produzindo músicas.
Mais um exemplo prático? Vamos nessa!
Imagine que o representante de uma empresa de desenvolvimento
esteja vendendo um produto:
“Nós temos um software para gestão de atendimento ao
consumidor que permite registrar reclamações, dúvidas e
sugestões, além de disponibilizar uma tela para
visualizar o histórico…”
Perfeito! Eis que ele complementa:
“… e também fornecemos um hardware que se comunica com os
terminais telefônicos para registrar automaticamente as
ligações recebidas.”
Opa… parou! Agora ele está apresentando uma solução mais ampla,
ou seja, um sistema!
A partir do momento que algo é incorporado no software, seja um
WebService, um módulo Mobile, um gerador
de relatórios ou um token, a solução se transforma
em um sistema.
Então é errado dizer que estou distribuindo um sistema quando,
na realidade, só tenho um software?
Não. Se a sua solução consiste em apenas um software, não há
objeções em representá-lo como um sistema. Porém, se você
oferecesse vários aplicativos que trabalham em conjunto, então
é errado defini-los meramente como um software.
Bom, leitores, espero ter esclarecido essa diferença!
Caso queiram complementar algo, deixem um comentário! Abraços!
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