O profissional de TI na horizontal
Já lemos
"Consequência da vida moderna: Tudo é culpa do TI" href=
"http://www.profissionaisti.com.br/2013/07/consequencia-da-vida-moderna-tudo-e-culpa-do-ti/">
um artigo no PTI falando sobre a responsabilidade
imputada à Tecnologia da Informação nos diversos
acontecimentos de hoje. Roney Médice começa seu artigo
ilustrando como a produção “das coisas” que usamos perde
qualidade a cada dia: nos remete ao tempo dos nossos avós,
quando televisores duravam gerações; e nos traz de volta ao
tempo em que o pessoal de TI é acionado a cada percalço,
incluindo a falta de energia geral ou a TV que não liga.
Passamos por esses problemas aqui na empresa (e não só aqui) e
aposto que você já se identificou com o cenário. As pessoas
“comuns” conhecem pouco de energia, telefonia, redes, mas são
mestres em atribuir culpa à internet, mesmo [que não saibam]
que o celular esteja lento por causa dos vinte aplicativos
mantidos abertos simultaneamente.
"http://s.profissionaisti.com.br/wp-content/uploads/2015/04/profissional-tecnologia-exausto-carreira.png"
alt="Imagem via Shutterstock" width="720" height="380">
Imagem via
"http://www.shutterstock.com/pt/pic-84146302/stock-photo-portrait-of-an-exhausted-businessman-covering-his-head-with-his-laptop.html"
target="_blank">Shutterstock
Naturalmente, pela afinidade com tecnologias em geral, o
profissional de TI acaba sendo uma boa fonte de diagnósticos e
opiniões, mesmo que para assuntos diversos aos do cargo. A
curiosidade inerente à profissão facilita atentar para o
barulho no volante do automóvel e desconfiar de falta de
fluído na direção hidráulica (e ainda saber como resolver). Na
maioria das vezes, a curiosidade vira benefício. E então
entramos em outra questão: a valorização.
TI deixou de ser “um negócio à parte”
Não se discute mais que TI deixou de ser “um negócio à parte”
para assumir sua “parte no negócio”. Desde o ponto do
funcionário até à publicação de textos em mídias sociais,
passando pelo faturamento e controle de estoque, os
nerds tem seus dedos em toda a engrenagem de uma
operação atualizada. Não seria correto remunerar estes
profissionais horizontalmente? Não seria certo
todos os centros de custo da empresa justificarem cada salário
e investimento em TI? Não deveriam estes profissionais ser
retribuídos por sua contribuição ao negócio, ao faturamento e
aos lucros, nas devidas proporções?
TI é setor de confiança
Entendamos de uma vez: TI é setor de
confiança. Um simples técnico que troque um pente de
memória pode atrapalhar toda uma cadeia de produção. O analista
de bancos de dados da empresa onde trabalho pode facilmente
corromper dados, parar o faturamento e até vender informações
vitais para a concorrência.
"O Técnico em Informática e a Ética Profissional " href=
"http://www.profissionaisti.com.br/2013/03/o-tecnico-em-informatica-e-a-etica-profissional/">
Ética à parte, este profissional precisa ter a mente fresca
para produzir lucro para a empresa. Precisa poder pagar sem
sofrer por suas viagens de fins de semana e suas happy
hours para descontrair a mente (e até promover interação
social). Este funcionário será punido caso corrompa os arquivos
do computador da gerência; e poderá precisar pagar advogados
caso seja processado por espionagem comercial ou lucros
cessantes. TI é função de confiança. Ponto.
Num
href=
"https://mdmente.wordpress.com/2015/01/28/por-que-resolvi-que-deixarei-o-mercado-de-ti/"
target="_blank">outro artigo, do blogueiro Miniero, o autor
relata uma comum frustração pela má valorização da TI. Um dos
pontos interessantes é a percepção de que o profissional
precisa praticar algo não necessariamente alinhado à sua
personalidade: a arte de se vender. O mercado [brasileiro]
frequentemente exige que o profissional saia do seu foco
técnico e acadêmico para avançar comercialmente e valorizar seu
“passe”. Poucos percebem que a cada vez que um profissional é
cobrado a se vender, menos tempo ele investe em evolução
tecnológica. Conhecemos excelentes técnicos que se tornaram
sorridentes vendedores com o passar dos anos, deixando de
produzir diretamente pela TI. E não nos referimos ao
Bernardinho que, depois de tanto contribuir diretamente com o
esporte, continua difundindo conhecimento e experiência. Nos
referimos à hipotética [e triste] visão do Dalai Lama em
negociatas políticas, em lugar de estar propagando o bem, o
exemplo e a boa política de paz e evolução espiritual.
É a chamada “economia porca”
É leviano oferecerem vagas a baixos salários a alguém que
provavelmente irá influenciar e patrocinar a operação da sua
multinacional (ou mercearia). É a chamada “economia porca”. No
outro lado do pêndulo, também é inconsequente um profissional
que não se valoriza e admite empregos ou negócios que paguem
pouco por muito tempo. O verdadeiro profissional sabe o seu
valor e deve cobrar por reconhecimento e progressos na
carreira. É claro que ninguém está livre de aceitar um trabalho
com baixa remuneração para se recolocar no mercado. Mas se você
está há mais de um ano em um emprego que não valoriza o seu
trabalho e potencial, que tal diagnosticar
"Você não ganha o salário que merece, ou não faz por merecer? "
href=
"http://www.profissionaisti.com.br/2012/05/voce-nao-ganha-o-salario-que-merece-ou-nao-faz-por-merecer/">
se o problema é com a empresa ou com você? Certamente algo
precisa ser ajustado.
Parafraseando Médice: “você não é de TI? Então conserta.”
0 comments:
Post a Comment