Wednesday, April 8, 2015

O profissional de TI na horizontal





Já lemos
"Consequência da vida moderna: Tudo é culpa do TI" href=

"http://www.profissionaisti.com.br/2013/07/consequencia-da-vida-moderna-tudo-e-culpa-do-ti/">

um artigo no PTI falando sobre a responsabilidade

imputada à Tecnologia da Informação nos diversos

acontecimentos de hoje. Roney Médice começa seu artigo

ilustrando como a produção “das coisas” que usamos perde

qualidade a cada dia: nos remete ao tempo dos nossos avós,

quando televisores duravam gerações; e nos traz de volta ao

tempo em que o pessoal de TI é acionado a cada percalço,

incluindo a falta de energia geral ou a TV que não liga.



Passamos por esses problemas aqui na empresa (e não só aqui) e

aposto que você já se identificou com o cenário. As pessoas

“comuns” conhecem pouco de energia, telefonia, redes, mas são

mestres em atribuir culpa à internet, mesmo [que não saibam]

que o celular esteja lento por causa dos vinte aplicativos

mantidos abertos simultaneamente.




Naturalmente, pela afinidade com tecnologias em geral, o

profissional de TI acaba sendo uma boa fonte de diagnósticos e

opiniões, mesmo que para assuntos diversos aos do cargo. A

curiosidade inerente à profissão facilita atentar para o

barulho no volante do automóvel e desconfiar de falta de

fluído na direção hidráulica (e ainda saber como resolver). Na

maioria das vezes, a curiosidade vira benefício. E então

entramos em outra questão: a valorização.



TI deixou de ser “um negócio à parte”



Não se discute mais que TI deixou de ser “um negócio à parte”

para assumir sua “parte no negócio”. Desde o ponto do

funcionário até à publicação de textos em mídias sociais,

passando pelo faturamento e controle de estoque, os
nerds tem seus dedos em toda a engrenagem de uma

operação atualizada. Não seria correto remunerar estes

profissionais horizontalmente? Não seria certo

todos os centros de custo da empresa justificarem cada salário

e investimento em TI? Não deveriam estes profissionais ser

retribuídos por sua contribuição ao negócio, ao faturamento e

aos lucros, nas devidas proporções?



TI é setor de confiança



Entendamos de uma vez: TI é setor de

confiança.
Um simples técnico que troque um pente de

memória pode atrapalhar toda uma cadeia de produção. O analista

de bancos de dados da empresa onde trabalho pode facilmente

corromper dados, parar o faturamento e até vender informações

vitais para a concorrência.

"O Técnico em Informática e a Ética Profissional " href=

"http://www.profissionaisti.com.br/2013/03/o-tecnico-em-informatica-e-a-etica-profissional/">

Ética à parte, este profissional precisa ter a mente fresca

para produzir lucro para a empresa. Precisa poder pagar sem

sofrer por suas viagens de fins de semana e suas happy

hours
para descontrair a mente (e até promover interação

social). Este funcionário será punido caso corrompa os arquivos

do computador da gerência; e poderá precisar pagar advogados

caso seja processado por espionagem comercial ou lucros

cessantes. TI é função de confiança. Ponto.



Num

href=

"https://mdmente.wordpress.com/2015/01/28/por-que-resolvi-que-deixarei-o-mercado-de-ti/"

target="_blank">outro artigo, do blogueiro Miniero, o autor

relata uma comum frustração pela má valorização da TI. Um dos

pontos interessantes é a percepção de que o profissional

precisa praticar algo não necessariamente alinhado à sua

personalidade: a arte de se vender. O mercado [brasileiro]

frequentemente exige que o profissional saia do seu foco

técnico e acadêmico para avançar comercialmente e valorizar seu

“passe”. Poucos percebem que a cada vez que um profissional é

cobrado a se vender, menos tempo ele investe em evolução

tecnológica. Conhecemos excelentes técnicos que se tornaram

sorridentes vendedores com o passar dos anos, deixando de

produzir diretamente pela TI. E não nos referimos ao

Bernardinho que, depois de tanto contribuir diretamente com o

esporte, continua difundindo conhecimento e experiência. Nos

referimos à hipotética [e triste] visão do Dalai Lama em

negociatas políticas, em lugar de estar propagando o bem, o

exemplo e a boa política de paz e evolução espiritual.



É a chamada “economia porca”



É leviano oferecerem vagas a baixos salários a alguém que

provavelmente irá influenciar e patrocinar a operação da sua

multinacional (ou mercearia). É a chamada “economia porca”. No

outro lado do pêndulo, também é inconsequente um profissional

que não se valoriza e admite empregos ou negócios que paguem

pouco por muito tempo. O verdadeiro profissional sabe o seu

valor e deve cobrar por reconhecimento e progressos na

carreira. É claro que ninguém está livre de aceitar um trabalho

com baixa remuneração para se recolocar no mercado. Mas se você

está há mais de um ano em um emprego que não valoriza o seu

trabalho e potencial, que tal diagnosticar

"Você não ganha o salário que merece, ou não faz por merecer? "

href=

"http://www.profissionaisti.com.br/2012/05/voce-nao-ganha-o-salario-que-merece-ou-nao-faz-por-merecer/">

se o problema é com a empresa ou com você? Certamente algo

precisa ser ajustado.




Parafraseando Médice: “você não é de TI? Então conserta.”





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