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Monday, May 21, 2012
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A EA Games pode ajudar no crescimento do Desktop Linux nas empresas?

Todos nós sabemos que no mundo Desktop o Windows impera absoluto e uma das grandes vantagens do Windows sobre o Linux é a grande variedade de softwares existentes, mas principalmente os softwares feitos para o mundo corporativo, destes, muitos são feitos pelas softwares houses menores, que desenvolvem seus produtos para o mundo Windows pelo simples motivo que muitas das grandes empresas de desenvolvimento também só desenvolvem para essa plataforma.

Como podemos ver existem vários fatores para os Desktops Windows imperarem, mas para esse fator mudar no mundo corporativo e o Linux começar a ter um número maior na participação nesse ambiente, depende de uma boa parte das grandes desenvolvedoras, porque se elas começarem a desenvolver para a plataforma Linux, ela estimulará as pequenas a fazerem o mesmo, pois elas pensarão: “Se as grandes desenvolvem, nós também podemos, pois assim teremos um maior campo de ação”.

Pensando nessa “fórmula”, um incentivador para essa mudança de postura pode vir de fora. Como muitos devem ter visto a EA Games, uma das gigantes do mundo dos jogos, anunciou dois jogos para a plataforma Linux, mais precisamente para o Sistema Operacional Ubuntu. Mesmo que seja via browser, já é um inicio, pois a EA Games declarou também que a intenção é continuar lançando jogos nesse estilo, pois vê a plataforma open-source uma folha em branco a ser descoberta.

Mas como essa ação pode alterar algo no mundo corporativo? Vamos a alguns fatos: se isso acontecer ela pode levar consigo outras gigantes a adotar essa mesma politica, pois um grande caso de sucesso sempre leva a alguns outros tentarem os mesmos. Outro fato que também tem que se levar em conta é que a maioria dos softwares tendem a migrar para o mundo Web, então essa cartada da EA pode ser muito bem pensada. Outras empresas podem podem começar a migrar para o desenvolvimento Web e enxergarem que o mundo Linux não é uma coisa assim tão obscura. Outro fator que também pode ajudar o Desktop Linux é que as empresas não terão que criar uma nova equipe de programação ou até mesmo aumentar a atual, se elas já possuírem uma equipe de desenvolvimento web. O que talvez elas terão que fazer é capacitar os atuais desenvolvedores, pois querendo ou não há uma diferença como os browsers funcionam em diferentes plataformas.

E um outro fator que também pode vir de fora para dentro das empresas é que se caso realmente a EA Games comece a lançar mais jogos para o Linux, muitas pessoas que hoje usam o Windows por causa dos jogos podem começar migrar para o Linux, e assim tornando um ambiente mais amigável para mais pessoas, facilitando a implantação do mesmo nas empresas.

Então como vimos a EA Games pode ser o inicio de um divisor de águas e mostrar que o mundo Linux é um ambiente em potencial. Temos que levar em conta também que nada nesse mundo é eterno. Citando um exemplo recente no mundo da informática, o browser IE foi por vários anos o líder de mercado do seu segmento no Windows e recentemente vem perdendo o posto para outros navegadores, tal como o Google Chrome, mostrando que se der escolha as coisas tendem a ficar mais iguais.

Agora só resta aguardar e esperar o resultado dessa investida.

Saturday, March 3, 2012
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Mobilidade como chave para o crescimento

O uso da mobilidade no ambiente corporativo nunca esteve tão em alta. De acordo com uma recente pesquisa conduzida pela Check Point, a quantidade de dispositivos móveis conectados às redes corporativas dobrou entre 2009 e 2011. Tanto a maior variedade de smartphones e tablets quanto os esforços dos fabricantes para conquistarem o consumidor têm levado a uma redução nos preços desses dispositivos.

Apenas no último trimestre de 2011, foram 157,8 milhões de smartphones vendidos no mundo, número 54,7% maior que o registrado no mesmo período de 2010, segundo a consultoria IDC. A massificação da mobilidade nas empresas se traduz em inúmeros benefícios para o negócio. Um bom exemplo é o nível de integração e sofisticação já alcançado entre as ferramentas de gestão e o ambiente móvel, fazendo com que as informações estejam disponíveis aos clientes cada vez mais em tempo real.

Todo o sistema de inteligência de negócios (Business Intelligence) já pode ser gerenciado por meio de tablets e smartphones. Isso significa poder acessar uma informação complexa, como relatórios e painéis com indicadores, tudo em tempo real, exatamente no momento da tomada de decisão, algo que antes só era possível nos PCs ou notebooks.

No atual estágio acirrado de competição entre as empresas para elevarem sua participação no mercado, esse pode ser o fator determinante entre o fechamento ou a perda de um contrato, o sucesso ou fracasso de um projeto, a aceleração do time-to-market ou a aplicação inadequada dos investimentos.

É inevitável que os gestores de TI apliquem cada vez mais tempo e recursos na integração de suas aplicações de negócios aos dispositivos móveis. A inovação nessa área será um divisor de águas entre os que querem realmente competir ou apenas ser “mais um” player, pois chega um determinado momento em que não é mais possível crescer sem inovar.

Essa afirmação é corroborada por uma recente pesquisa com mais de 3 mil CIOs feita pela IBM. Para ampliarem a competitividade ao longo dos próximos anos, 83% dos CIOs brasileiros afirmaram ser vital o investimento em sistemas visuais para o gerenciamento das informações corporativas. E as soluções de mobilidade fazem parte dos planos de 74% dos gestores de TI no mundo.

Outro estudo global conduzido pela SAP em 2011 constatou que o grau de utilização dos dispositivos móveis para aplicações e processos funcionais está diretamente relacionado ao maior crescimento de receita por funcionário. Um universo inferior a 25% das empresas contam com alto nível de maturidade em relação à adoção de práticas de mobilidade, o que é totalmente compreensível pelo fato de ser uma área nova, na qual os desenvolvimentos são constantes e as possibilidades ilimitadas.

Outro dado interessante apurado na pesquisa é que 11% dos usuários já acessam remotamente aplicativos para gestão de processos corporativos, seja nas áreas de BI, CRM, finanças, RH, gestão de estoque, gerenciamento de projetos, entre outras.

Em 2012, além da expansão do número de empresas que adotarão essas ferramentas no ambiente móvel como diferencial competitivo, assistiremos também a uma integração de novas tecnologias que chegam para acompanhar de perto a evolução alcançada pelos terminais, como é o caso da plataforma in-memory HANA, da SAP.

Apesar de grande parte das empresas no Brasil ainda se encontrarem em um estágio de experimentação das ferramentas de mobilidade, algumas organizações com histórico de investimentos em inovação já trabalham com projetos mais complexos e começam a colher os frutos: aumento de produtividade, eficiência operacional e obtenção de ROI em um curto espaço de tempo. Mais que realidade, para essas companhias a mobilidade é considerada como a principal chave para o crescimento.

por Frederico Vilar: presidente da Neoris Brasil

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Thursday, December 8, 2011
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A importância do BI para o crescimento das empresas

Muitas empresas ainda não se deram conta de que crescimento e prosperidade estão cada dia mais interligados a duas letras: BI (Business Intelligence). Imprescindíveis para quem quer fazer a diferença, esse sistema, sendo bem utilizado, é capaz de otimizar ações, como o alinhamento de estratégias, o gerenciamento de crises, os planos de expansão, entre outras.

O conceito surgiu há 12 anos, mas tem ganhado importância nos últimos cinco, pela sua capacidade de planejamento e de gerar conhecimento. No contexto atual, em que as companhias competem globalmente, esta habilidade de aprender com os próprios erros e corrigi-los a tempo, se torna um instrumento de importante valor. Com sofisticados relatórios em mãos é possível, por exemplo, descobrir o comportamento dos clientes que ligam para os call centers. Tendo a capacidade de unir situações tão abrangentes é possível visualizar melhor o cenário e traçar uma estratégia mais consistente.

A ferramenta também pode reduzir os custos dos processos, tornando-os mais rentáveis. Isso sem contar que, com ela, a empresa provavelmente se tornará mais ágil na tomada de decisões. Esse mundo de possibilidades que se abre é consequência das informações obtidas pelas corporações, especialmente se forem novidades no mercado.

De posse desses dados, os empresários têm a possibilidade de projetar rapidamente centenas de estimativas para subsidiarem seus projetos e programas de novos negócios. As chances de acerto crescem substancialmente, pois os cenários tornam-se muito mais completos e transparentes para descobrir quais são as próximas tendências.

Ou seja, a inteligência de mercado funcionando como matéria-prima principal para o crescimento empresarial. Mas é preciso fazer algumas considerações, que são fundamentais para o BI funcionar. A principal é a qualificação do quadro profissional, a expertisehumana. Sem ela, o sistema é um verdadeiro “elefante branco”. Se não houver pessoas que compreendam e analisem os dados para transformá-los em conhecimento, perde-se uma oportunidade de levar inovação para a empresa.

Outro fator é a necessidade de haver um planejamento eficaz, que dê sustentação durante todo o processo. É preciso uma coleta de dados sistemática durante um período de, em média, cinco anos.

Muitas companhias ainda têm resistência ao BI, pelo fato de os resultados não serem imediatos. O retorno apresentado é de médio a longo prazo e o investimento pode ser considerado alto. No entanto, aquelas que quiserem alcançar o diferencial competitivo, devem buscar a inovação. Sem BI, e sem inteligência humana, poucas serão bem-sucedidas nesse aspecto.

Por Francisco Casella é Manager da Informatica Corporation e Professor do MBA Executivo da Fundação Álvares Penteado (FAAP).

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Tuesday, July 12, 2011
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Negócios x Infraestrutura de TI: o crescimento é inevitável

Ninguém cria um negócio sem pensar em crescimento, não é mesmo? Eu pelo menos não conheci alguém até hoje que decidiu abrir uma empresa sem pensar em dominar e ser referência dentro do nicho em que vai atuar.

Quando um produto ou serviço tem sua qualidade comprovada por seus consumidores, geralmente as empresas crescem e expandem seus horizontes, dando lugar a novas idéias, novas estratégias, novas unidades e novas equipes – tudo isso, na grande maioria das vezes, em um curto período de tempo para conseguir conquistar mercado antes dos concorrentes.

Neste momento, é que começa a surgir um “grande problema” para as equipes de TI: a expansão. Se os negócios mudam constantemente, a exigência por respostas rápidas começam a aparecer e a infraestrutura deve estar preparada para suportar dinamicamente estas mudanças, a fim de tornar o processo o mais transparente possível para usuários, clientes e fornecedores.

Os ambientes de TI devem ser planejados de tal forma a permitir que gestores possam facilmente aumentar ou adaptar sua capacidade diante das demandas exigidas. Não é aceitável nem viável, por exemplo, estar mudando radicalmente um ambiente de TI a cada etapa do crescimento de uma empresa, por isso, mesmo recebendo a menor fatia dos investimentos anuais das empresas, as equipes de TI devem estar atentas a diversos pontos importantes na hora de criar/expandir seus ambientes. Dentre eles, destaco:

Troca de equipamentos: se o ambiente possui equipamentos antigos, considere, sempre que possível, buscar alternativas de última geração com marcas renomadas. Vale a pena, por exemplo, conhecer a linha de servidores Proliant da HP, que permitem acelerar sua capacidade de expansão com segurança e baixo custo.Virtualização: complementando o item anterior, se o ambiente de TI contar com servidores e aplicativos de última geração, torna-se fácil a criação e gestão de ambientes virtualizados. Estes ajudam a reduzir custos e número de máquinas, aumentando o aproveitamento de recursos que anteriormente poderiam estar sendo subutilizados em várias máquinas.Escalabilidade: deve-se optar sempre por hardwares/softwares que permitam a expansão de recursos facilitada. Um exemplo claro para isso seria a adição de mais memória em um servidor sem a necessidade de paradas (máquinas antigas não dispõem de tal funcionalidade).Suporte: Se o negócio perde o rumo na falta de sistemas informatizados, então a empresa precisa de um bom contrato de SLA. O departamento de TI nunca pode deixar um contrato de SLA passar batido. Deve-
se ler, discutir e exigir condições que atendam as necessidades do negócio. De nada adianta ter uma baita estrutura se quando houver algum problema tiverem que esperar horas e horas para solução.

Bom, estes são apenas alguns pontos. Vamos deixar outros, não menos importantes, para outra oportunidade.

Lembre-se que a TI deve estar sempre alinhada às estratégias de negócio, crescendo dinamicamente e acompanhando as mudanças impostas.

Caso discorde ou queira complementar o assunto, deixe seu comentário!

Tuesday, July 5, 2011
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Inovação: a chave do crescimento

Nos últimos meses, uma das grandes discussões que tem ganhado força refere-se aos crescentes indícios de um novo processo de desindustrialização no Brasil. Dois fatores são apontados por economistas e especialistas dos mais diferentes segmentos como os principais impulsionadores deste movimento: o dólar desvalorizado e o alto custo de produção.

Com a taxa de câmbio oscilando na casa de R$ 1,60, concorrer com produtos importados acaba tornando-se algo questionável.  O cenário atual do empresário brasileiro conta ainda com a forte carga tributária, juros altos e elevadíssimos custos internos, como logística, energia etc. Diante de tantos pontos negativos, torna-se muito mais vantajoso para as indústrias arcar com os impostos sobre importação e trazer produtos e equipamentos produzidos em outros países.

Os chamados segmentos de média-alta e alta tecnologia são os que mais sofrem com todo este cenário, uma vez que precisam e dependem de inovações.  Como representantes do setor de Tecnologia da Informação, estamos atentos a este processo e trabalhando principalmente em alternativas para desoneração o setor.

Investir em pesquisa e desenvolvimento é a chave para que possamos ter uma indústria forte e competitiva.  Mesmo em momentos difíceis como o atual, buscar manter os projetos voltados para a inovação é a única alternativa para que, no futuro, a nossa indústria não fique novamente ultrapassada e em uma corrida interminável para tentar manter certa competitividade.  Somente com P&D conseguiremos criar, desenvolver e produzir produtos e serviços realmente inovadores e competitivos. No mundo globalizado, as empresas de TI que não inovam acabam condenadas a prestar serviços, cuja demanda foi gerada pelas inovações produzidas por outras empresas. Enquanto analisamos e assistimos um novo processo de desindustrialização interna, acompanhando o forte avanço tecnológico em outros países, com incentivos à pesquisa e à produção local. Precisamos reverter este processo. E há medidas possíveis!

Há alguns anos existem inclusive programas de subsídio à inovação, seja em nível nacional, ou mesmo em cooperação internacional. Esta última tem a vantagem de gerar produtos que já nascem prontos para mais de um mercado.

Em 2005, por exemplo, para incentivar a produção e o desenvolvimento da indústria de hardware no Brasil, o governo promoveu um verdadeiro processo de desoneração.  A chamada MP do Bem, que foi prorrogada até 2014, isenta muitos produtos de informática de impostos como PIS e Cofins. Com isso, computadores, impressoras, roteadores e outros produtos de informática tiveram o seu processo produtivo barateado e incentivaram a inclusão digital.

Em um momento delicado como este, no qual a desindustrialização começa a assumir um caráter iminente, outros segmentos precisam de medidas semelhantes. Não necessariamente com a redução de impostos como PIS e Cofins, mas ações que contribuam para desonerar a produção e incentivar o investimento em pesquisa e desenvolvimento.

Para as empresas de TI, uma boa alternativa é buscar os programas de subsídio à inovação, sejam nacionais ou internacionais. Internamente, há os recursos disponíveis em instituições como o Finep. Já no mercado externo, é possível aproveitar as iniciativas de cooperação para pesquisa e desenvolvimento, como as chamadas “Plataformas Tecnológicas”. Esta metodologia determina a formação de um grupo de líderes para cada plataforma, grupos de trabalho temáticos, encontros regulares entre todos os participantes, entre várias outras atividades. Neste contexto, podemos ressaltar a Plataforma Tecnológica Ibero-Brasileira (que visa projetos de inovação entre empresas brasileiras e espanholas) e a BraFIP (Brazilian Future Internet Platform) (focada em projetos entre empresas, institutos de pesquisa e universidades brasileiras, em conjunto com instituições equivalentes de qualquer país da União Européia).

Os projetos de Inovação das nossas empresas são a garantia de um futuro mais competitivo e promissor.  É preciso mantê-los e buscar apoio para conseguirmos superar estes períodos mais delicados para a nossa indústria.

*Marcos Sakamoto é presidente da Assespro-SP