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Tuesday, May 15, 2012
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Conteúdo é Chave do Sucesso em SEO

Se existe um único consenso entre consultores, agências e o próprio Google, é que a receita de sucesso com SEO é “produza conteúdo de qualidade”. Claro que não podemos esquecer da parte de Tecnologia e Reputação, SEO simplesmente não funciona sem um destes três pilares, mas Conteúdo é o centro, o coração, da estratégia. Já existe até uma frase que ilustra bem a importância de conteúdo para SEO: “Conteúdo é Rei”. Se eu tivesse recebido um real para cada vez que isso foi dito em artigos e palestras sobre SEO nos últimos anos, estaria, tranquilamente, aposentado aos meus 34 anos de idade.

Não que eu discorde, muito pelo contrário. Sou um dos evangelistas que pregam que sem uma estratégia e planejamento focados na produção de conteúdo de qualidade, o seu site e, consequentemente, o seu SEO estão fadados ao insucesso.

Meu problema com essa certeira resposta é outro: a completa e absoluta falta de contexto do que exatamente é “conteúdo de qualidade”. O conselho, se é que assim podemos chamá-lo, raramente vem acompanhado das instruções de como eu identifico essa tal “qualidade” para meus usuários. Somos deixados no mais imenso vácuo. Ora, websites têm objetivos diferentes, atendem públicos diferentes, em mercados e nichos diferentes. Podemos assumir com tranquilidade que o que representa conteúdo de qualidade para um site não é necessariamente qualidade para outro, concordam? Para produzirmos algo que realmente possa agregar aos nossos leitores e consumidores, precisamos conhecê-los, identificar o que procuram e mensurar o sucesso, ou não, do nosso conteúdo.

Identificando o Alvo

Uma das questões mais desafiadoras é conhecermos nosso público, o que gostam e o que não gostam. Isso porque, nessa era de internet e redes sociais, nossos produtos ficam expostos, queiramos ou não, a todos os tipos de demografias, a qualquer hora do dia ou noite, todos os dias do ano. Minhas sugestões então seriam as seguintes: use e abuse de redes sociais como Facebook e Twitter. Construir fortes comunidades nestas plataformas lhe dará a oportunidade de realizar pesquisas e questionários, um ótimo início para descobrir o que dá certo ou não no seu mercado. Existem inúmeros cases de sucesso sobre consumidores orientando empresas quanto a melhorias em seus produtos e até sugestão de novas linhas. Imagine o que isso pode fazer pelo seu conteúdo. Para complementar, use seu CRM e/ou Web Analytics (se propriamente configurado) para coletar dados de conversão por país, estado, região e cidade. É o começo para entender que linguagem o seu texto precisa ter, quais gírias pode ou não usar, e poder econômico (se for um e-commerce, observe o ticket médio das transações).

Demanda de Busca orienta Otimização

Palavras-chave e demanda de busca não devem, em minha opinião, orientar a produção de conteúdo. Esta deve ser orientada pela estratégia de marketing e produtos de sua empresa, mas devem sim, auxiliar e orientar na otimizacão do conteúdo a ser produzido. Por exemplo, do que adianta produzir conteúdo sobre TVs de LCD se nos próximos seis meses teremos somente estoque suficiente de TVs de LED para vender? Devemos produzir conteúdo sobre TVs de LED e otimizar o conteúdo pesquisando e identificando como as pessoas buscam quando desejam comprar este produto. Para identificar os termos mais procurados e a demanda por eles, a melhor ferramenta disponível hoje no mercado, e gratuita, é a Ferramenta de Palavras-Chave do Google Adwords (https://adwords.google.com.br/keywordtool).

Mensurando Sucesso

Temos duas áreas a ser mensuradas: popularidade e consumo do seu conteúdo. Popularidade, nessa geração de redes sociais, pode-se medir através dos chamados “sinais sociais”, ou seja, se você possui uma página no Facebook, quantas vezes seu conteúdo foi compartilhado e quantas vezes foi curtido, são duas métricas relevantes. Se você possui Twitter, quantas vezes foi retuitado, é uma métrica importante.

Existe uma segunda “categoria de sinal” que também nos ajuda a entender popularidade: quantos links externos (provenientes de outros sites) apontam para nosso conteúdo. Existem algumas ferramentas que nos ajudam com esta tarefa: Open Site Explorer (www.opensiteexplorer.org), Majestic SEO (www.majesticseo.com) e Ahrefs (http://ahrefs.com/). Mas se você não ainda cadastrou seu site na Ferramenta para Webmasters do Google (http://www.google.com.br/webmasters/), eu começaria por aqui. Nela, além de outros relatórios importantes, você vai encontrar o de links externos.

Já para medir o consumo do conteúdo eu sugiro usar o seu programa de Web Analytics. As métricas mais interessantes são tempo de página e taxa de rejeição. Para estas duas métricas, antes de concluirmos que um alto tempo de página é um sinal positivo ou uma alta taxa de rejeição é algo negativo, é preciso definir o objetivo da página e seu conteúdo. Por exemplo, uma alta taxa de rejeição em uma página onde o conteúdo é apenas um número de telefone para contato, é esperada. De novo, temos que colocar o conteúdo, e suas métricas de sucesso, no contexto certo para entendermos o que representa qualidade.

Com estes três passos, acredito estarmos mais preparados para produzir algo que realmente atenda às necessidades dos nossos usuários e que realmente converta, seja lá a meta de sucesso que seu site possua. Porque conteúdo de qualidade é sim a chave do sucesso para o seu SEO.

por Gustavo Bacchin: Diretor de Operações da empresa Cadastra

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Saturday, March 3, 2012
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Mobilidade como chave para o crescimento

O uso da mobilidade no ambiente corporativo nunca esteve tão em alta. De acordo com uma recente pesquisa conduzida pela Check Point, a quantidade de dispositivos móveis conectados às redes corporativas dobrou entre 2009 e 2011. Tanto a maior variedade de smartphones e tablets quanto os esforços dos fabricantes para conquistarem o consumidor têm levado a uma redução nos preços desses dispositivos.

Apenas no último trimestre de 2011, foram 157,8 milhões de smartphones vendidos no mundo, número 54,7% maior que o registrado no mesmo período de 2010, segundo a consultoria IDC. A massificação da mobilidade nas empresas se traduz em inúmeros benefícios para o negócio. Um bom exemplo é o nível de integração e sofisticação já alcançado entre as ferramentas de gestão e o ambiente móvel, fazendo com que as informações estejam disponíveis aos clientes cada vez mais em tempo real.

Todo o sistema de inteligência de negócios (Business Intelligence) já pode ser gerenciado por meio de tablets e smartphones. Isso significa poder acessar uma informação complexa, como relatórios e painéis com indicadores, tudo em tempo real, exatamente no momento da tomada de decisão, algo que antes só era possível nos PCs ou notebooks.

No atual estágio acirrado de competição entre as empresas para elevarem sua participação no mercado, esse pode ser o fator determinante entre o fechamento ou a perda de um contrato, o sucesso ou fracasso de um projeto, a aceleração do time-to-market ou a aplicação inadequada dos investimentos.

É inevitável que os gestores de TI apliquem cada vez mais tempo e recursos na integração de suas aplicações de negócios aos dispositivos móveis. A inovação nessa área será um divisor de águas entre os que querem realmente competir ou apenas ser “mais um” player, pois chega um determinado momento em que não é mais possível crescer sem inovar.

Essa afirmação é corroborada por uma recente pesquisa com mais de 3 mil CIOs feita pela IBM. Para ampliarem a competitividade ao longo dos próximos anos, 83% dos CIOs brasileiros afirmaram ser vital o investimento em sistemas visuais para o gerenciamento das informações corporativas. E as soluções de mobilidade fazem parte dos planos de 74% dos gestores de TI no mundo.

Outro estudo global conduzido pela SAP em 2011 constatou que o grau de utilização dos dispositivos móveis para aplicações e processos funcionais está diretamente relacionado ao maior crescimento de receita por funcionário. Um universo inferior a 25% das empresas contam com alto nível de maturidade em relação à adoção de práticas de mobilidade, o que é totalmente compreensível pelo fato de ser uma área nova, na qual os desenvolvimentos são constantes e as possibilidades ilimitadas.

Outro dado interessante apurado na pesquisa é que 11% dos usuários já acessam remotamente aplicativos para gestão de processos corporativos, seja nas áreas de BI, CRM, finanças, RH, gestão de estoque, gerenciamento de projetos, entre outras.

Em 2012, além da expansão do número de empresas que adotarão essas ferramentas no ambiente móvel como diferencial competitivo, assistiremos também a uma integração de novas tecnologias que chegam para acompanhar de perto a evolução alcançada pelos terminais, como é o caso da plataforma in-memory HANA, da SAP.

Apesar de grande parte das empresas no Brasil ainda se encontrarem em um estágio de experimentação das ferramentas de mobilidade, algumas organizações com histórico de investimentos em inovação já trabalham com projetos mais complexos e começam a colher os frutos: aumento de produtividade, eficiência operacional e obtenção de ROI em um curto espaço de tempo. Mais que realidade, para essas companhias a mobilidade é considerada como a principal chave para o crescimento.

por Frederico Vilar: presidente da Neoris Brasil

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Tuesday, July 5, 2011
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Inovação: a chave do crescimento

Nos últimos meses, uma das grandes discussões que tem ganhado força refere-se aos crescentes indícios de um novo processo de desindustrialização no Brasil. Dois fatores são apontados por economistas e especialistas dos mais diferentes segmentos como os principais impulsionadores deste movimento: o dólar desvalorizado e o alto custo de produção.

Com a taxa de câmbio oscilando na casa de R$ 1,60, concorrer com produtos importados acaba tornando-se algo questionável.  O cenário atual do empresário brasileiro conta ainda com a forte carga tributária, juros altos e elevadíssimos custos internos, como logística, energia etc. Diante de tantos pontos negativos, torna-se muito mais vantajoso para as indústrias arcar com os impostos sobre importação e trazer produtos e equipamentos produzidos em outros países.

Os chamados segmentos de média-alta e alta tecnologia são os que mais sofrem com todo este cenário, uma vez que precisam e dependem de inovações.  Como representantes do setor de Tecnologia da Informação, estamos atentos a este processo e trabalhando principalmente em alternativas para desoneração o setor.

Investir em pesquisa e desenvolvimento é a chave para que possamos ter uma indústria forte e competitiva.  Mesmo em momentos difíceis como o atual, buscar manter os projetos voltados para a inovação é a única alternativa para que, no futuro, a nossa indústria não fique novamente ultrapassada e em uma corrida interminável para tentar manter certa competitividade.  Somente com P&D conseguiremos criar, desenvolver e produzir produtos e serviços realmente inovadores e competitivos. No mundo globalizado, as empresas de TI que não inovam acabam condenadas a prestar serviços, cuja demanda foi gerada pelas inovações produzidas por outras empresas. Enquanto analisamos e assistimos um novo processo de desindustrialização interna, acompanhando o forte avanço tecnológico em outros países, com incentivos à pesquisa e à produção local. Precisamos reverter este processo. E há medidas possíveis!

Há alguns anos existem inclusive programas de subsídio à inovação, seja em nível nacional, ou mesmo em cooperação internacional. Esta última tem a vantagem de gerar produtos que já nascem prontos para mais de um mercado.

Em 2005, por exemplo, para incentivar a produção e o desenvolvimento da indústria de hardware no Brasil, o governo promoveu um verdadeiro processo de desoneração.  A chamada MP do Bem, que foi prorrogada até 2014, isenta muitos produtos de informática de impostos como PIS e Cofins. Com isso, computadores, impressoras, roteadores e outros produtos de informática tiveram o seu processo produtivo barateado e incentivaram a inclusão digital.

Em um momento delicado como este, no qual a desindustrialização começa a assumir um caráter iminente, outros segmentos precisam de medidas semelhantes. Não necessariamente com a redução de impostos como PIS e Cofins, mas ações que contribuam para desonerar a produção e incentivar o investimento em pesquisa e desenvolvimento.

Para as empresas de TI, uma boa alternativa é buscar os programas de subsídio à inovação, sejam nacionais ou internacionais. Internamente, há os recursos disponíveis em instituições como o Finep. Já no mercado externo, é possível aproveitar as iniciativas de cooperação para pesquisa e desenvolvimento, como as chamadas “Plataformas Tecnológicas”. Esta metodologia determina a formação de um grupo de líderes para cada plataforma, grupos de trabalho temáticos, encontros regulares entre todos os participantes, entre várias outras atividades. Neste contexto, podemos ressaltar a Plataforma Tecnológica Ibero-Brasileira (que visa projetos de inovação entre empresas brasileiras e espanholas) e a BraFIP (Brazilian Future Internet Platform) (focada em projetos entre empresas, institutos de pesquisa e universidades brasileiras, em conjunto com instituições equivalentes de qualquer país da União Européia).

Os projetos de Inovação das nossas empresas são a garantia de um futuro mais competitivo e promissor.  É preciso mantê-los e buscar apoio para conseguirmos superar estes períodos mais delicados para a nossa indústria.

*Marcos Sakamoto é presidente da Assespro-SP