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Tuesday, July 3, 2012
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Disco danificado… dá pra recuperar os dados? Testes que você pode fazer antes de tomar uma decisão

Um belo dia aquele HD que continha seus dados deu “piripac” e você lembrou que não tinha cópia dos dados… e agora, quem poderá me defender?

“Palma, palma, não priemos cânico…”, diria o Chapolim Colorado.

Antes de chorar, faça alguns testes para saber se o mesmo tem recuperação. Existem alguns testes básicos que você mesmo pode fazer e assim ter informações suficientes para a tomada de decisão.

Antes, porém, uma dica universal: NÃO FORMATE!

E outra: Nunca, jamais, sob hipótese alguma desmonte o disco, pois ele é fechado hermeticamente para evitar danos nos discos (que são magnéticos e atraem tudo quanto é tipo de sujeira).

Todo HD, para ser reconhecido pela BIOS, deve:

a) ser alimentado (energia elétrica);

b) estar jumpeado ou pelo menos ser reconhecido automaticamente em nível de conexão (primário, secundário, sata, ide, sas (novo scsi), etc);

Se ele não aparecer na tela inicial da BIOS existem boas chances de a placa eletrônica (alguns chamam de placa lógica) – (externa – de circuitos eletrônicos, geralmente da cor verde) estar danificada ou a CMOS não conseguiu identificá-lo adequadamente (HD Sata são automaticamente reconhecidos).

Vamos aos testes.

Primeira Fase de teste

1º teste

Entre na BIOS e verifique se ele está sendo detectado (o local depende muito do fabricante da BIOS), mas geralmente no primeiro item da tela da BIOS ou em STANDARD CMOS FEATURES (PHOENIX – AWARD BIOS) ou MAIN (American Megatrends Inc.)

Verifique:

1º Teste

Ele aparece na BIOS?
Sim: O problema não está na placa lógica/eletrônica externa.

2° Teste: Ligue o cabo de energia nele e observe:

- Não vibra (como se os discos estivessem rodando)?

Então o problema pode ser apenas na placa  lógica/eletrônica externa.

- Vibra, mas não faz barulho: Coloque-o no ouvido (ou use um estetoscópio) e verifique se está fazendo algum ruído.

Se o houver ruídos do tipo estalos, provavelmente a cabeça de leitura está se movendo e causando estragos.

Em alguns casos uma leve pancada pode fazer a cabeça se afastar do disco. Geralmente este tipo de problema não tem solução, mas vale a pena fazer um orçamento numa empresa especializada na área de recuperação de dados.

Não é detectado na BIOS…

Ótimo, talvez o problema pode ser solucionado na troca da placa lógica externa.

A placa pode ser trocada como em todo equipamento eletrônico, porém, deve-se levar em conta:

Marca/Modelo/Série (ex: WD Caviar Blue WD3200AAJS-00L7A0 HD da Western Digital de 320 GB) têm que ser idênticos;Fique de olho no formato da placa, além dos dados de identificação previamente citados;

Alguns componentes da placa também podem ser trocados, basta que exista um técnico em eletrônica disposto à fazer isto.

Alguns casos de barulho na cabeça de leitura podem ser solucionados congelando o HD.

Se o HD tiver cabeças de leitura arranhando as trilhas, impossibilitando o acesso a seus dados, deixá-lo no freezer fará com que os cilindros se contraiam e assim as cabeças desencostem das trilhas. Por um intervalo curto de tempo (enquanto houver contração nos metais), o HD poderá voltar a girar, até que o HD aqueça. O tempo é suficiente para a gravação dos dados em outra mídia. Recomenda-se, por razões óbvias, embalar o HD de forma hermética antes de inseri-lo no freezer. [Fonte: http://www.tecmundo.com.br/tira-duvidas/58891]

Obs: Já obtive sucesso com essa técnica.

A segunda fase de testes é via sistema

Coloque o HD com problema como secundário num outro computador e verifique se o sistema o reconhece.

O Windows reconhece o disco?

Se o Windows reconhecer, quando você clicar na letra de unidade dele (EX: E:) aparecerá uma mensagem pedindo pra formatá-lo, clique em NÃO e tente o comando CHKDSK /R UNIDADE: (EX: CHKDSK /R E:) no modo comando – (Clique em INICIAR/EXECUTAR (1-2), digite CMD (3), clique em OK (4) e na tela de comando (5) digite: CHKDSK /R UNIDADE: e dê enter). Aguarde até que o processo esteja concluído. Se tudo der certo você pode acessar os dados.

Se o Windows não reconhece o HD, tente verificar se ele aparece como uma partição oculta.

Acesse o Painel de Controle (1), clique em Ferramentas Administrativas (2), escolha a opção Gerenciamento do Computador (3) e verifique Gerenciamento de Discos (4 e 5).

Se ele aparecer lá, verifique a letra de unidade definida para ele e tente usar o comando CHKDSK /R UNIDADE: (EX: CHKDSK /R E:);

Se nesta fase nenhuma das alternativas acima funcionarem ou não se enquadrarem no seu caso…

Inicie o computador com um CD/DVD do Ubuntu, escolha a opção EXPERIMENTAR LINUX UBUNTU e quando ele carregar a área de trabalho, clique em LOCAIS/COMPUTADOR

Se não aparecer é provável que a partição esteja oculta.

Verifique isto em SISTEMA/ADMINISTRAÇÃO/EDITOR DE PARTIÇÕES GPARTED

Se aparecer como uma partição oculta, clique nela com o botão direito e escolha a opção MONTAR.

Se não aparecer como oculta e nem visível, é bem provável que a placa do HD esteja avariada.

Lembra que eu disse no início para NÃO FORMATAR?

As chances de se recuperar dados após uma formatação diminuem consideravelmente…

Instalar o sistema operacional ou mesmo copiar arquivos para o HD após formatado diminuem ainda mais.

Os testes acima são casos experimentais, que durante meus anos de experiência eu coloquei em prática e – acreditem – na maioria das vezes eu consegui recuperar dados.

Se você enviar o disco para uma empresa especializada provavelmente eles farão os mesmos testes, e só então depois eles desmontarão os discos.

Antes de enviar para uma empresa certifique-se que eles tenham um laboratório, pois os discos só podem ser abertos num ambiente sem umidade, poeira, magnetismo, etc.

Na maioria das vezes o primeiro teste que eu faço é o da energia, depois uso um Live CD/DVD do Linux para acessar a partição.

Só depois desses testes, se nenhum der certo…

Se o sistema solicitar que o mesmo deve ser formatado, verifique:

Tentei recuperar via comando (CHKDSK) e não deu certo;Tentei acessar os dados via Linux e não deu certo;

Pronto, agora você pode formatar o disco e tentar recuperar os dados via software.

Existem bons softwares que recuperam dados, como o Recuva, que recupera dados na camada mais alta ou numa pesquisa mais profunda – recomendado para recuperação de fotos e documentos de discos removíveis.

Para recuperação de dados em partições perdidas (ocultas ou ilegíveis) recomendo o Active File Recovery, que é pago, mas é excelente e já consegui recuperar muitos dados com ele.

Mas se o HD não é reconhecido pela BIOS ou continua fazendo barulho, mesmo após a troca da placa eletrônica então é porque o erro pode ser na outra placa que controla a cabeça de leitura, nesse caso só abrindo o HD mesmo (que deve ser feito por empresas que têm laboratório para isto).

Deixe seu comentário, caso de sucesso, conte sua história ou deixe sua pergunta que a gente responde.

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Bacharel em Sistemas de Informação pela ULBRA - CEULJI - CAMPUS DE JI-PARANÁ/RO, Usuário desde o MS-DOS 6.10 - Fã de Tecnologia e de Sistemas Windows e Linux - Gosto de compartilhar conhecimento, idéias - Atua como Administrador Técnico de Depto. Informática para Serviço Público.

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Thursday, May 24, 2012
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Boa sacada! Amazon Appstore permite testar aplicativos em nuvem antes de pagar por eles

Amazon app

Aquela velha história de baixar um aplicativo de “trocentos” megas tendo até mesmo que pagá-lo antes de testá-lo, está finalmente caindo por terra. A Amazon lançou em sua Appstore uma versão beta de aplicativos em nuvem, isto é, você testa os aplicativos na própria loja sem precisar fazer o download e o melhor de tudo: não precisa efetuar qualquer pagamento antes!

É  muito simples: o usuário entra na Appstore, escolhe um aplicativo e clica no botão verde para testá-lo. Tudo isso em nuvem, sem download, sem versão trial limitada. Você tem o acesso ao aplicativo completo no mesmo instante. Não é uma maravilha?

Os aplicativos podem ser manipulados por controles touchscreen do seu móvel ou de um acelerômetro. O usuário apenas tem que esperar poucos segundos para ver os aplicativos e depois decidir qual deles gostou mais.

O único problema de toda esta novidade da Amazon é que a loja de aplicativos dela esta disponível apenas nos Estados Unidos. Os sortudos americanos podem escolher entre 5 mil aplicativos e testar cada um por 10 minutos, sem ter que baixar ou fazer qualquer pagamento.

Não é a primeira vez que a Amazon lança uma idéia inovadora pensando nos clientes. Em 2011, a loja lançou o Test Drive para computadores na sua Appstore e atualmente mais de 16.000 apps rodam no test drive. O usuário tem cerca de 30 minutos para fazer o teste, seja do aplicativo pago ou gratuito.

Quem sabe o Google Play tome o exemplo da Amazon e lance os aplicativos em nuvem para os usuários testarem antes de desembolsar a grana. Atualmente, se alguém quer testar um app no Play, a pessoa tem que pagar primeiro e depois tem míseros 15 minutos para fazer o teste e avaliar o produto. Caso ele não goste, pode cancelar o pedido e pegar seu dinheiro de volta – mas isso tudo só depois do pagar e fazer o download.

Com informações de Engaget e Amazon

Saturday, November 19, 2011
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Internet – Uma visão do “Antes” e “Depois”

A Internet revolucionou a comunicação e com isso, a organização da vida em sociedade. Com a popularização dos microcomputadores e acesso a rede, a forma do homem se relacionar e comunicar sofreu notáveis mudanças ao longo dos anos – e porque não dizer, avanços.

Se hoje vivemos num período que pode ser chamado de “Sociedade da Informação”, isso só é possível pela oportunidade de acesso a rede, proporcionando comunicação em tempo real e em escala global. Originalmente projetada para fins militares, a internet representa hoje um dos exemplos de investimento mais bem sucedido e com maior potencial de crescimento.

O trabalho inicial, que era feito pela troca de pacotes entre duas máquinas, a então ARPANET, foi evoluindo aos poucos a partir das necessidades bélicas. O projeto foi primeiramente financiado pelo governo norte-americano com a intenção de otimizar o seu desempenho tático militar, de forma que os seus dados não ficassem concentrados em uma só máquina e que os seus computadores fossem capazes de trocar informações entre si de uma maneira mais eficaz e segura. Contudo a ideia inicial cresceu e o projeto passou a ser também estudado pelo setor de pesquisa, principalmente pela organização RAND Corporation.

time de desenvolvimento da arpanetTime de desenvolvimento da ARPANET

O e-mail, ou correio eletrônico, foi a primeira aplicação de rede que realmente mostrou algum potencial -  e hoje é um contato obrigatório para qualquer profissional. Pode-se dizer que foi o primeiro passo para o formato de páginas WWW que temos hoje.

Contudo, por mais que o e-mail tenha sido uma invenção inovadora para época, a popularização de seu uso não foi tão trivial. Os computadores ainda eram máquinas muito caras para a maior parte da população. Muitos que podiam comprá-la, ainda não estavam convencidos de que deveriam fazê-lo, devido a falta de bons softwares para usuário final – o conceito de computação pessoal só foi trabalhado e realmente incorporado, algum tempo depois, com o lançamento do Windows.

A evolução da Internet acompanha a evolução do hardware e dos softwares. Por mais que existisse uma boa ideia do projeto, e que o governo americano iniciasse o seu trabalho com máquinas em seus escritórios, o avanço do desenvolvimento de softwares visando o usuário, com um ambiente mais amigável, aumentaram o interesse das pessoas em adquirir um computador e a realmente fazer dele uma ferramenta útil em suas atividades.

A informatização e busca por recursos desse tipo no Brasil, por exemplo, só se deu com a intervenção estatal em busca de compensar o atraso tecnológico da telecomunicação nos anos 70, época em que o correio eletrônico já tinha sido colocado em prática nos EUA. E mesmo com a busca para compensar esse atraso, a verdade é que as coisas aconteceram em passos estreitos, por falta de dinheiro, pessoal e principalmente, interesse.

A Embratel começou a trabalhar com o conceito de Internet no Brasil por volta dos anos 80 e não foi bem recebida pela maioria das pessoas. Enfrentou o desafio da falta de infraestrutura adequada – o país se encontrava a uma média de 20 anos atrás dos países desenvolvidos no setor tecnológico, falta de conhecimento e interesse. Com o intuito de levar a ideia para um número cada maior de pessoas, a empresa criou alguns centros pelo país, com máquinas com acesso a rede, já que eram poucos os que tinham um computador em casa. Mas o público desses centros envolvia basicamente engenheiros – talvez por um grau de instrução maior e interesse por inovação. Algum tempo depois, o conceito de comunicação em páginas foi um pouco mais difundido, e empresas médicas passaram a divulgar serviços na rede. Mas essas páginas eram raramente atualizadas, o que só aumentou o desinteresse por quem utilizava periodicamente o recurso.

Além disso a divulgação desses novos meios de comunicação praticamente não existia, o que deixava grande parte da população ignorante sobre o que acontecia no setor. Se nos EUA o estudo de organizações de pesquisa se intensificou nos anos 60 a 80, ele apenas começou a caminhar no Brasil em 80, com poucos trabalhos relevantes na área.

Em 1984 o número de assinantes da Embratel era de apenas 110 pessoas, contra 74 milhões (!) de internautas em 2010, segundo dados do IBOPE.

Assim, apesar da lentidão da implantação em alguns países, o efeito global da Internet hoje é algo que deve ser comemorado. Considerando que a ARPANET foi projetada nos anos 60, hoje, apenas 50 anos depois, temos em resposta um fenômeno da comunicação que impactou na sociedade, cultura e negócios.

É importante lembrar, mais uma vez, que essa resposta positiva dos usuários inicia-se quando o mesmo tem uma forma mais acessível de acesso às máquinas, mas também quando a computação partiu para um novo ramo, destinando recursos, estudos e focando o usuário final como grande público. A partir daí a Internet passa a ganhar um número cada vez maior de usuários, passando a conectar estados, países e continentes.

Hoje a internet atua como um “fator modificador” da vida em sociedade. As notícias correm em escala global e em tempo real. Os negócios tiveram que se adaptar a essa nova forma de “vida conectada”, as empresas trabalham com maior eficiência, ao mesmo tempo que enfrentam também novos riscos, como a informatização do cliente e disseminação de conteúdo nas redes sociais.

Se a internet já deixou de ser considerada fenômeno e hoje é incorporada naturalmente em nossas vidas, novos paradigmas virão. É importante estar atento, conectado e o mais importante: informado!

Gabriella Fonseca é desenvolvedora web com boa experiência em empresas como CPM Braxis Capgemini e VELP Tecnologia. É ainda universitária, cursando Sistemas de Informação na PUC-MG. Desenvolvimento é sua paixão e teve certeza disso depois do convívio com os colegas de estágio enquanto fazia o curso de Matemática Computacional na UFMG. Apesar de relativamente curta, sua carreira é marcada pelo reconhecimento do que tenta fazer de melhor. Em 2010 recebeu a premiação de Melhor Projeto Asp.Net pelo programa Microsoft Students to Bussiness. Como sempre foi apaixonada por Matemática, durante o ensino médio recebi Menções Honrosas na OBMEP 2005, OBM 2005, OBMEP 2006, OBMEP 2008 e medalha de bronze na OBMEP 2007. Tem um bom conhecimento de desenvolvimento Web - especialmente .Net, mas é capaz de desenvolver aplicações simples para Android ou fazer correções e adicionar funcionalidades em um sistema PHP. Foca em desenvolvimento web, pesquisa e otimização de sites, marketing digital, redes sociais e comunicação interativa. Bloga em www.eufacoprogramas.wordpress.com e dá pitacos em www.techlivre.com.br

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