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Thursday, July 5, 2012
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Computação em Nuvem e sua utilização na educação

Karina Nogueira [1], Ricardo Campos Cristhianini Ferreira [2], Eunice Corrêa Sanches Belotti [3], Sérgio Duque Castilho [4]

A Computação em Nuvem (CN) é mais complexa do que apenas um sistema de backup de arquivos. O que chama atenção é a possibilidade de possuir em um ambiente virtual diversos recursos de TI, tais como: um Sistema Operacional; acesso a diferentes softwares; e o armazenamento e compartilhamento de arquivos através do acesso à internet – veloz e estável.

O usuário ainda pode acessar recursos como planilhas de dados, editores de texto e fotos, armazenamento de músicas e vídeos, entre outros. Para ter acesso a esses recursos, basta ter um dispositivo fixo ou móvel conectado a uma rede de internet, independente da plataforma utilizada.

Quando referimos aos serviços da CN, para Velte; Velte e Elsenpeter (2011, p. 12) “é o conceito de poder utilizar componentes reutilizáveis, através da rede de vendas. Isto é conhecido como “as a service” (como um serviço)”. Estes serviços permitem que as ferramentas sejam compartilhadas e acessadas entre vários usuários e também tornam o acesso aos dispositivos de forma independente, pois o usuário tem a oportunidade de acessar os sistemas em hardwares distintos.

Um exemplo desses serviços é o SaaS, sigla utilizada para Software as a Service (Software como Serviço), que é um serviço que disponibiliza ao usuário o acesso a vários aplicativos através do acesso a internet, elimina os custos com licenças de softwares e o tempo que normalmente se leva para implementar software em cada estação de trabalho e setores de uma empresa, pois o mesmo está pronto para ser utilizado no servidor do provedor, ou seja, o provedor do serviço que é responsável por atualizações e manter as aplicações em funcionamento (VELTE; VELTE & ELSENPETER, 2011).

Outro modelo é a Plataforma como Serviço (PaaS). Assim como o SaaS, também é um método de aplicação, que fornece diversas ferramentas para a criação de aplicativos e outros serviços sem a necessidade de baixar e instalar o software no computador.

Por fim, mais um modelo: o Hardware como Serviço (HaaS) que tem como finalidade fornecer uma infraestrutura de armazenamento e processamento aos clientes.

Quando se trata de CN na educação, logo surge uma pergunta sobre quais maneiras possíveis ela pode ser utilizada no ensino e como é capaz de revolucionar a educação, uma vez que essa tecnologia proporciona diversos serviços que podem ser de grande importância para a aprendizagem.

Para Bennertz (2012) “a Computação em Nuvem pode auxiliar os professores não apenas no planejamento, mas também na organização, elaboração, aplicação e avaliação de diversas atividades com os alunos”.

Sob a visão de Laborde (2011), uma forma de contribuição da CN ao ensino, pode estar ligada a ideia dos professores ganharem agilidade ao lançar diretamente na rede a planilha de frequência e notas de seus alunos; compartilhamento de planos de aula entre os professores; aplicar aos estudantes testes online de revisão para as provas; deixar os pais informados sobre desempenho e frequência de seus filhos, que resulta em um melhor acompanhamento dos pais.

Outro modelo que pode auxiliar no ensino/aprendizagem é o projeto denominado Nuvem de Livros, onde são hospedados diversos arquivos relacionados à educação numa biblioteca virtual.

A Computação em Nuvem é uma tecnologia ainda pouco explorada por educadores, porém, sua utilização terá uma tendência crescente de uso de suas ferramentas por parte desses profissionais devido às facilidades que ela traz. Apesar das barreiras, a CN trará benefícios à educação, promovendo uma interação entre professores e alunos e facilidades para o aprendizado, principalmente pela sua facilidade em disponibilizar um amplo acervo de aplicativos e dados, como é o caso do projeto de nuvem de livros.

[1] Aluna do curso de Análise de Sistemas e TI – Faculdade de Tecnologia de Ourinhos (FATEC) E-mail: karinanogueira@live.it
[2] Aluno do curso de Análise de Sistemas e TI – Faculdade de Tecnologia de Ourinhos (FATEC) E-mail: ricardocampos@live.it
[3] Professora da Faculdade de Tecnologia de Ourinhos (FATEC), Av. Vitalina Marcusso, 1400 – Campus Universitário – Cep 19910-206 – Ourinhos/SP, E-mail: eunicebelloti@gmail.com
[4] Professor da Faculdade de Tecnologia de Ourinhos (FATEC), Av. Vitalina Marcusso, 1400 – Campus Universitário – Cep 19910-206 – Ourinhos/SP, E-mail: sergiocastilho@uol.com.br

Thursday, May 24, 2012
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Boa sacada! Amazon Appstore permite testar aplicativos em nuvem antes de pagar por eles

Amazon app

Aquela velha história de baixar um aplicativo de “trocentos” megas tendo até mesmo que pagá-lo antes de testá-lo, está finalmente caindo por terra. A Amazon lançou em sua Appstore uma versão beta de aplicativos em nuvem, isto é, você testa os aplicativos na própria loja sem precisar fazer o download e o melhor de tudo: não precisa efetuar qualquer pagamento antes!

É  muito simples: o usuário entra na Appstore, escolhe um aplicativo e clica no botão verde para testá-lo. Tudo isso em nuvem, sem download, sem versão trial limitada. Você tem o acesso ao aplicativo completo no mesmo instante. Não é uma maravilha?

Os aplicativos podem ser manipulados por controles touchscreen do seu móvel ou de um acelerômetro. O usuário apenas tem que esperar poucos segundos para ver os aplicativos e depois decidir qual deles gostou mais.

O único problema de toda esta novidade da Amazon é que a loja de aplicativos dela esta disponível apenas nos Estados Unidos. Os sortudos americanos podem escolher entre 5 mil aplicativos e testar cada um por 10 minutos, sem ter que baixar ou fazer qualquer pagamento.

Não é a primeira vez que a Amazon lança uma idéia inovadora pensando nos clientes. Em 2011, a loja lançou o Test Drive para computadores na sua Appstore e atualmente mais de 16.000 apps rodam no test drive. O usuário tem cerca de 30 minutos para fazer o teste, seja do aplicativo pago ou gratuito.

Quem sabe o Google Play tome o exemplo da Amazon e lance os aplicativos em nuvem para os usuários testarem antes de desembolsar a grana. Atualmente, se alguém quer testar um app no Play, a pessoa tem que pagar primeiro e depois tem míseros 15 minutos para fazer o teste e avaliar o produto. Caso ele não goste, pode cancelar o pedido e pegar seu dinheiro de volta – mas isso tudo só depois do pagar e fazer o download.

Com informações de Engaget e Amazon

Monday, November 28, 2011
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Cloud Computing (Computação em nuvem) entre os temas mais discutidos em TI

Há algum tempo o termo computação em nuvem ou Cloud Computing tem tomado espaço entre os assuntos mais discutidos de TI, desde então muitas empresas e pessoas buscam informações sobre este assunto. Tudo isso não é à toa, pois para se ter uma idéia, segundo estimativas do instituto de pesquisas Forrest Research, o mercado global de cloud pública movimentará até 2020 perto de 160 bilhões de dólares por ano e a cloud privada, cerca de 70 bilhões de dólares.

Tendo em vista esse crescente interesse sobre o tema, podemos trazer neste artigo diversas definições sobre computação em nuvem, todas elas têm relações estreitas entre si, o que se pode observar a seguir:

[1] Computação em nuvem é uma tendência recente em TI na qual tem o objetivo de proporcionar serviços de TI sob demanda com o pagamento baseado no uso de tais serviços. Outras tendências anteriores à computação em nuvem eram focadas para um grupo específico de usuários, mas a computação em nuvem pretende englobar tudo, desde prover serviços para o usuário final até empresas.

A computação em nuvem é computação utilitária (utility Computing), ou seja, é uma evolução dos serviços e produtos de tecnologia da informação sob demanda. O objetivo de computação utilitária é oferecer recursos computacionais de uma rede como uma mercadoria através de provedores de baixo custo. Com ela o usuário não precisa se preocupar com escalabilidade, capacidade de processamento e armazenamento, por exemplo.

[2] Podemos definir de uma forma abrangente computação em nuvem: Nas nuvens ficam recursos facilmente utilizáveis, onde podem ser virtualizados hardware, plataforma de desenvolvimento e serviços. Tudo isso com a possibilidade de ser reconfigurado a fim de que não haja subutilização ou sobre utilização e com o modo de pagamento pay-as-you-go (Forma de pagamento onde se paga somente àquilo que é consumido).

[3] Computação em nuvem pode ser descrito como um imenso ambiente de servidores virtuais ou físicos, chegando a um conceito de recursos computacionais que contemplam capacidade de processamento, armazenamento, conectividade, plataformas, aplicações e serviços disponibilizados na internet.

Existem diversas definições de diversos especialistas, mas a princípio podemos considerar estas definições listadas como as mais enxutas e as que mais se aproximam da realidade. Para consulta de mais definições recomendo o artigo [2], que pode ser facilmente encontrado em sites de busca.

Visto algumas definições de computação em nuvem, no dia 13/11/2011 foi provado mais uma vez que um dos assuntos que ganham mais foco em TI é computação em nuvem. Neste corrente dia a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), localizada em São Paulo, realizou a prova da primeira fase do seu vestibular de 2012. Esta prova foi composta por duas partes sendo a segunda parte a redação composta de três temas que tiveram de ser desenvolvidos pelos vestibulandos, um dos três temas propostos na redação foi Computação em nuvem.

Como computação em nuvem está crescente na área de TI, nada mais interessante do que propor este tema em uma redação de uma conceituada universidade.

Confira aqui o artigo acadêmico completo no formato PDF.

Aluno do curso de Segurança da Informação da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC). Atualmente trabalhando como Analista de Suporte Técnico. Blog: http://pelasnuvens.wordpress.com

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Sunday, November 20, 2011
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Distinções de Computação em Nuvem (Cloud Computing) e Computação em Grade (Grid Computing)

Introdução

O processo de evolução dos meios de comunicação e de diversas tecnologias reflete nitidamente na vida das pessoas e das empresas em geral. Com a evolução da internet as empresas estão utilizando de diversas possibilidades para deixar cada vez mais seus produtos ou serviços competitivos no mercado. Dentre as diversas e conhecidas vantagens que as empresas podem utilizar na internet, estão o conceito de computação em nuvem e computação em grade. A seguir é abordado o conceito de computação em grade e computação em nuvem, bem como suas diferenças.

O que é computação em grade?

Nos dias de hoje a capacidade de processamento é limitada, tanto em nossos computadores pessoais ou mesmo em servidores de diversas empresas. Agora imaginemos ter a disposição mais taxa de processamento assim que a demanda de processamento do servidor estiver no pico, isto sem a necessidade de conhecer todo o aparato computacional que existe através deste processamento. Este conceito de processamento é chamado de Computação em grade (Grid Computing).

Computação em grade tem o objetivo de combinar poder de processamento de milhares ou até milhões de pequenos computadores ligados em redes locais ou redes de longa distancia para que seja possível processar grandes tarefas em um determinado servidor. As aplicações de computação em grade são executadas em um servidor virtual, no qual tem integração com outros recursos capazes de compartilhar recursos de forma rápida e de fácil gerenciamento.

O que é computação em nuvem?

Computação em nuvem (Cloud Computing) tem o objetivo de fornecer todos os recursos computacionais como um serviço através da internet. Um exemplo é que no inicio do século XIX, durante a revolução industrial, as indústrias tinham que produzir sua própria energia elétrica ou mecânica. Hoje em dia as indústrias consomem energia como um serviço, pagando somente o que se utilizar [1]. A computação em nuvem tem uma proposta similar, onde os recursos computacionais passarão a ser responsabilidade de empresas especializadas, onde irão gerenciar os recursos e comercializá-los como serviço através da internet.

Computação em nuvem pode ser descrito como um imenso ambiente de servidores virtuais ou físicos, chegando a um conceito de recursos computacionais que contemplam capacidade de processamento, armazenamento, conectividade, plataformas, aplicações e serviços disponibilizados na internet [2].

Diferenças de conceito entre Computação em Grade e Computação em Nuvem

Existe sempre uma confusão entre o conceito de computação em nuvem e computação em grade, pois ambos compartilham os mesmos objetivos de redução de custos, aumento de flexibilidade e acessibilidade de recursos [3].

O conceito de computação em grade é basicamente oferecer poder de processamento através de algum mecanismo, já de computação em nuvem é fornecer toda pilha de recursos computacionais sob demanda, através da internet e consumindo como um serviço. Apesar das similaridades, os paradigmas trabalham com conceitos diferentes que podem trabalhar em conjunto ou podem trabalhar de forma isolada.

Podemos tomar como exemplo duas situações:

Situação A

Uma empresa de engenharia necessita de um servidor com alta performance para realizar cálculos para uma determinada solução. Esta empresa não dispõe de capital para realizar a compra de um servidor que atenda a sua necessidade neste momento.

Neste caso esta empresa de engenharia pode contratar um fornecedor especializado de Grid Computing, onde o fornecedor vai fornecer um ambiente de processamento que atenderá a necessidade da empresa de engenharia. Através deste ambiente de processamento existem diversas máquinas com os processadores ociosos, partindo disso existe um servidor central que irá gerenciar o processamento de todos os cálculos, onde receberá através da internet de cada maquina com o processador ocioso um fragmento da informação processada. Logo temos um servidor com alto poder de processamento.

Situação B

Uma pequena empresa de manufatura necessita de aplicativos de escritório como, por exemplo, o pacote da Microsoft, o Microsoft Office, que tem integrado em sua solução diversas ferramentas como editor de textos, planilha para realização de cálculos, editor para apresentação de slides entre outros aplicativos.

Esta pequena empresa não dispõe de capital para comprar toda uma solução de aplicativos de escritório. Com isso ela tem a oportunidade de utilizar-se do conceito de computação em nuvem.

Um modelo de computação em nuvem é o SaaS (Software as a Service) ou software como serviço. Neste modelo são oferecidas soluções de softwares através da internet, ou seja, a empresa não necessita de compras de licenças para ter uma solução, mas apenas necessita contratar um serviço de um provedor que oferece aplicativos para escritório. Podemos citar como exemplo uma solução de aplicativos de escritório que é gratuita, o Google Docs.

Nas situações A e B vimos similaridades de necessidades. As duas empresas não tinham capital para aquisição da solução, e como uma forma de solucionar o problema, foi proposta a utilização do conceito de computação em grade e computação em nuvem. Como se podem observar ambos os conceitos compartilham os mesmos objetivos de redução de custos, aumento de flexibilidade e acessibilidade de recursos.

Portanto os dois conceitos abordados neste artigo têm objetivos semelhantes, porém trabalham de formas diferentes e para fins diferentes.

Referências

[1] BREITMAN, Karin.; VITERBO, José.  Computação na nuvem: uma visão geral. In: CONGRESSO INTERNACIONAL SOFTWARE LIVRE E GOVERNO ELETRÔNICO, 3, 2010, Brasília.  Amãpytuna: Computação em nuvem: serviços livres para a sociedade do conhecimento.  Brasilia: Funag, 2010. p. 17-45.

[2] TAURION, Cezar. Cloud Computing: Computação em Nuvem: Transformando o Mundo da Tecnologia da Informação. Rio de Janeiro: Editora Brasport, 2009.

[3] VAQUERO, L. M., et al. A break in the clouds: towards a cloud de?nition. p. 50-55, 2009.

Aluno do curso de Segurança da Informação da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC). Atualmente trabalhando como Analista de Suporte Técnico. Blog: http://pelasnuvens.wordpress.com

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Wednesday, August 24, 2011
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Os Distribuidores e a Nuvem

Ao ler o título dessa matéria alguém pode achar que estará lendo uma fábula infantil tipo “A formiga e a cigarra” ou tantas outras que povoaram nossa imaginação durante a nossa infância.

De fato resolvi fazer essa brincadeira propositalmente para falar desse tema que está tão em evidência hoje em dia – “A computação na nuvem”. Todos nós que atuamos no mercado de Tecnologia da Informação nos acostumamos a essa tradução literal do inglês Cloud Computing.

Muito superficialmente, computação em nuvem tem a ver com a disponibilização de recursos computacionais sob demanda através de uma rede de computadores. Tal rede de computadores poderá ser pública ou privada e pressupõe a habilidade de permitir a um usuário submeter determinada tarefa, por exemplo, a utilização de uma planilha eletrônica ou o acesso a banco de dados, a um provedor de serviços, sem a necessidade de possuir o programa de planilha ou de banco de dados.

Como conceito o dispositivo a partir do qual um usuário irá se utilizar de serviços via Computação na Nuvem, terá somente recursos mínimos de software e hardware para operar, como por exemplo, o Sistema Operacional e um Navegador Web. Muito mais parecido com um terminal de acesso conectado a rede através da internet, do que um computador completo, seja ele um Notebook ou um Desktop.

Por isso fala-se tanto hoje na convergência entre os Smartphones, os Tablets e a Computação na Nuvem. Fica razoavelmente fácil supor que por suas características, tais dispositivos se encaixam perfeitamente nesse novo modelo de utilização de recursos computacionais.

Talvez a melhor analogia para solidificar o conceito de Computação na Nuvem seja com a de serviços tradicionais como água, luz, telefone e televisão a cabo. Nenhum de nós imagina a hipótese de, nos dias atuais, ter de possuir uma usina hidroelétrica para iluminar sua casa, nem de ser uma operadora de telefonia para falar ao telefone.

Nos acostumamos a consumir todos esses serviços “sob demanda” e, mais ainda, a pagar por eles “sob demanda”.

E, esse é o novo grande paradigma do setor de tecnologia da informação: a migração dos modelos tradicionais de comprar/vender com os quais nos habituamos, para o modelo de pagar/receber por consumo.

A grande maioria dos atores tradicionais desse segmento econômico, Fabricantes, Distribuidores, Revendas e até mesmo os usuários finais, ainda não tem respostas para a enormidade de dúvidas que estão pairando no ar.

Dentro do universo de Computação na Nuvem nos acostumamos com diversos novos jargões – Saas (Software como serviço), IaaS (Infraestrutura como serviço), DaaS (Desktops como serviço), PaaS (Plataforma como serviço), todos eles criados/adotados para representar as múltiplas novas oportunidades advindas da Computação na Nuvem.

E cada uma dessas novas oportunidades abre-se um leque gigante e multifacetado de opções e riscos para os distribuidores de TI. Caberá aos Distribuidores serem os novos provedores de Infraestrutura de TI? Ainda difícil e prematuro responder afirmativamente. Nos mercados mais maduros, principalmente o norte americano, a grande maioria das ofertas de IaaS (Infraestrutura como Serviço) tem partido de fabricantes como Google e Microsoft.

Qual será o papel reservado para a Distribuição nesse futuro cada vez mais próximo? Agenciadores, Agregadores, Provedores? As respostas certamente ainda terão de ser escritas. O que se pode afirmar categoricamente é que os distribuidores exercerão um papel essencial dentro desse novo contexto, uma vez que já dominam um modelo de negócio que exige capacidade de administrar créditos a granel, vender e entregar pulverizadamente e com grande diversidade geográfica, gerenciar múltiplos fornecedores e clientes, cobrar e receber por conta de terceiros, intermediar a integração de diferentes tecnologias, tanto quanto agentes de integração, quanto como os próprios integradores e, acima de tudo, se habituarem ao papel de “meio de acesso” entre fabricantes, revendedores e consumidores de TI.

Indiscutivelmente a Computação na Nuvem vai mudar e influenciar a forma como os distribuidores de TI fazem negócios e terá um papel crítico nos resultados dessas empresas.

Segundo a IDC, ao longo dos próximos cinco anos os negócios mundiais com Computação na Nuvem deverão triplicar, alcançando US$ 42 Bilhões já em 2012, chegando aos US$ 150 Bilhões em 2013. Certamente uma porcentagem significativa desses números vai acontecer em nosso mercado e, os distribuidores deverão estar adequadamente preparados para participar de uma boa parcela desses novos negócios.

E a responsabilidade dos distribuidores de TI aumenta na medida em que são e continuarão a ser o elo nesse ecossistema conectando Fabricantes, Revendas e Consumidores.

A expectativa de milhares de revendedores será a de encontrar nesse futuro que está a caminho, as ofertas de Computação na Nuvem que estarão comercializando, nos Distribuidores de TI com os quais se acostumaram a trabalhar, com os quais estabeleceram relações de crédito e parcerias estratégicas de longo prazo.

*Mariano Gordinho, Presidente da ABRADISTI