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Saturday, May 5, 2012
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Análise sobre o Concurso da CGU 2012 (45 vagas de TI)

Saudações,

Como este é meu primeiro post, a netiqueta demanda que eu primeiramente deveria me apresentar e explicitar os meus objetivos aqui, perante à comunidade do Portal.

Porém, por conta da publicação do Edital da CGU, um dos mais esperados do ano e órgão no qual sou servidor, vou deixar um pouco a netiqueta de lado e ir direto ao ponto, mas, de todo modo, vocês vão acabar mesmo inferindo a minha missão.

No próximo post, prometo que retomo o “Happy Day”, ok?

Fatos sobre o último Concurso da CGU em 2008:

A CGU chamou praticamente TODO mundo que constava nas listas de aprovados de seus diversos cargos. Foi, inclusive, o primeiro caso de realimento do corte de classificação, só para poder chamar mais gente. Especificamente para o cargo de Infra de TI, faltou gente! E isso, para ganhar quase o mesmo salário de um Auditor da Receita Federal (AFRFB);A CGU, bebê da Administração Pública Federal (APF), vinha sendo considerado um órgão de segunda divisão e, por isso, sempre sofreu com a evasão de pessoal. Porém, com a quase equiparação com os outros Auditores – a qual deve se igualar nos próximos anos – e a sua projeção nacional/internacional no combate à corrupção, ela vem sendo “empurrada” a passos acelerados para a primeira divisão, onde lá estão PF, RFB, AGU…;Ainda, das 250 vagas pedidas nesse novo concurso,  a CGU resolveu dedicar 45 para área de TI, sendo 13 para infraestrutura e 32 para desenvolvimento. E esse número deve crescer, com a tradicional aprovação de 50% a mais de vagas. Necessidade existe, o que pode limitar são questões orçamentárias; Concurso sem surpresas: sempre ESAF, sempre as mesmas disciplinas, mesma distribuição das questões, farta quantidade de provas anteriores (jurisprudência do concurso), etc.  De quebra, você ainda pode estudar pelas provas da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a primã-irmã da CGU, as quais compartilham o mesmo cargo, Analista de Finanças e Controle.Por falar em STN, no último concurso da CGU, aquela secretaria também aproveitou a lista de aprovados da CGU, especificamente da área de TI,  fazendo a fila andar mais ainda;Particularmente… Eu adoro trabalhar na TI da CGU (tem gente que discorda frontalmente). Adoro meus colegas e considero o ambiente intelectual de alto nível. Falta mais governança? Sim, como em todo órgão, mas, definitivamente, estamos correndo atrás, inclusive buscando apoio em especialistas do mercado.

E aí, com essas informações, vocês já conseguem vislumbrar o cenário que vão enfrentar para o Concurso da CGU 2012? Animaram?

Mais informações sobre o concurso estão aqui!

Bons Estudos!

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Tuesday, September 20, 2011
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Até que enfim! Twitter lança ferramenta de análise de audiência

Depois de muita especulação, o Twitter anunciou o lançamento da sua ferramenta de análise de audiência.

Os principais recursos oferecidos pela nova ferramenta são:

Verificar o quanto do seu site está sendo compartilhado no TwitterAvaliar o número de visitantes que o seu site recebe através do TwitterAvaliar a eficiência do botão do Twitter presente no seu site.

A ferramenta será liberada para testes para alguns usuários nos próximos dias e em algumas semanas estará disponível para todos os usuários. Em breve os desenvolvedores terão acesso a API do Twitter Analytics também, expandindo assim, as possibilidades de uso da ferramenta.

Com informações de IDGNow

Saturday, August 27, 2011
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Introdução e exemplo de Análise & Design (A&D) Orientado a Objetos

Nos ciclos de desenvolvimento de sistemas, costumamos ter as fases de análise e design. Vamos ver neste artigo, um exemplo de AD orientada a objetos com UML.

Na fase de análise os envolvidos devem obter uma idéia clara do que o sistema deverá fazer, sem se preocupar com detalhes relacionados à maneira como ele irá implementar as funcionalidades levantadas nos requisitos do projeto.

Para buscar este entendimento, podemos utilizar interessantes propostas de mercado, baseado no levantamento e análise dos requisitos do projeto através de Casos de Uso da UML (Unified Modeling Language).

Após entrevistar os envolvidos no projeto da área de negócios do cliente, podemos analisar os Cenários de Caso de Uso identificados, elaborando e refinando diagramas de Caso de uso e de Atividades. Todas as informações levantadas devem ser registradas em algum documento formal baseado em propostas de mercado, veja propostas de Especificação de Caso de Uso e Relatório Sintético de Caso de Uso na referência bibliográfica deste artigo. Estes documentos devem ser validados pelos envolvidos no projeto e divulgados para toda a equipe do mesmo.

Veja abaixo, representação UML do Caso de Uso de um sistema no cenário responsável pela emissão de conta de restaurante.

Este digrama UML mostra claramente um usuário (Ator) e uma funcionalidade do sistema (Caso de Uso) que estaremos implementado em nosso sistema e deve ser elaborado na fase de análise de nosso projeto, vindo a incorporar a documentação técnica a ser aprovada e enviada para os desenvolvedores da aplicação.

A Especificação de Caso de Uso deve conter uma série de informações adicionais. Neste exemplo, poderíamos citar as informações e processamento abaixo para ser possível encerrar a conta:

Em qual mesa se deseja encerrar a conta.Quais itens foram consumidos na mesa e qual o valor de cada um.Realizar processamento e emitir a conta.Registrar que o consumo da respectiva mesa está encerrado.

Como parte da análise, torna-se extremamente interessante termos o Diagrama de Atividades relacionado ao Caso de Uso. Este diagrama deve ser validado com os donos do requisito, para aprovação e corroboração de nosso entendimento do que deve ser efetivamente desenvolvido, mostrando inclusive regras de negócio envolvidas, quando possível.

Observe no diagrama abaixo como este diagrama torna muito claro o funcionamento, sequencia de eventos e regras de negócio envolvidos no mesmo.

Na fase de análise, podemos definir sem detalhamento as classes envolvidas no Caso de Uso, sendo que na fase de design teremos que detalhar as mesmas. Neste momento, algumas classes sugeridas na fase de análise podem deixar de ser consideradas enquanto muitas outras provavelmente irão aparecer, conforme evoluímos em nosso trabalho.

Veja abaixo, diagrama de classes inicial de nosso processo de modelagem.

Já na fase de design, temos que ter as classes muito bem definidas para termos um desenvolvimento correto, documentado, com facilidades de manutenção corretiva e evolutiva como a modelagem sugerida abaixo.

Na verdade, considero todo este processo muito empolgante e ainda existe muitos detalhes bem interessantes a se considerar na modelagem, tais como patterns, arquitetura, persistência de dados, …

Luck favors the prepared mind!

Veja exemplo completo juntamente com templates em Engenharia de Software na Prática: Editora Novatec, 2010. ISBN 978-85-7522-217-1

Thursday, January 20, 2011
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Desenvolvimento de Sistemas: o essencial da análise

Vemos hoje na internet, principalmente em fóruns da área, pessoas procurando ou discutindo qual a melhor linguagem de programação para se desenvolver sistemas. Discussões tipo: uma é mais voltada para Web, outra não, uma é mais flexível e mais rápida.

Temos que ter em mente o seguinte: que o início de tudo não é qual linguagem usar, mas sim a análise do sistema que deve vir antes da programação em si, é um passo fundamental, devemos seguir uma linha de raciocínio que definirá a metodologia do desenvolvimento que engloba as técnicas que serão utilizadas ao longo do processo.

A seguir vamos descrever o ciclo de vida de um sistema que deve ter no mínimo três fases: análise, projeto e implementação.

Segundo S. Pompilho no seu livro Análise Essencial:

Análise – é a fase de desenvolvimento em que se determinam quais os e quesitos do sistema, isto é, dizer “o que” o sistema deve fazer, ou que o usuário espera que ele faça, essa fase é a que o analista deve ter mais contato com o usuário ou cliente, pois é nela que ele dirá o que espera do sistema, suas características e funções.

Projeto – no mesmo livro, Análise Essencial, S. Pompilho descreve como projeto de sistemas “A fase em que se determinará “como” o sistema funcionará para atender aos requisitos especificados na fase de análise”. Podemos entender que nesta etapa do desenvolvimento do sistema utilizaremos os dados obtidos no estágio de analise para descrever o funcionamento do sistema tendo a preocupação com o desempenho e com os recursos tecnológicos disponíveis pelo cliente/empresa/usuário.

Implementação “é a fase de construção do sistema”. Essa construção levará como base o modelo gerado na fase de projeto, neste estágio e que será então implementado todo o trabalho feito nas fases anteriores, sendo feito também a simulação e os teste do sistema.

Devemos lembrar também que além dessas fases existem outras que podemos chamar subfases e outras fases posteriores à implementação, tais como a implantação, mas que para uma análise essencial não viria a ser mencionada. Então podemos concluir que devemos não só nos preocupar com que linguagem utilizar, mas um bom analista se preocupa com cada fase de desenvolvimento do sistema.

Thursday, January 6, 2011
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Os segredos das grandes realizações na Web – Análise de Ponto de Equilíbrio – Alavancagem Operacional

Como prometido no Artigo anterior desta série de Artigos que auxiliam no processo de empreendedorismo na Web e para aqueles que já empreenderam, estou fazendo a conclusão da Análise de Ponto de Equilíbrio.

Como empreendedor sua meta geral nunca será chegar ao ponto de equilíbrio e sim ultrapassá-los e quem sabe em alta margem de lucro. Por isso vou abordar aqui dois exemplos: o prestador de serviços e o fabricante para exemplificar a “Alavancagem Operacional”.

Alavancagem Operacional está ligada a custos fixos e variáveis, o que são na verdade valores que requerem cuidado especial para posicionamento e momentos decisivos de investimento de um projeto.

O que vamos abordar aqui é o lucro que cada unidade vendida gera após chegarmos ao ponto de equilíbrio.

Alta alavancagem operacional

Alta alavancagem operacional é quando um produto que após algumas centenas de unidade vendidas conseguiu seu ponto de equilíbrio e agora o que vende é subtraído o custo variável e tem-se uma margem de lucro relativamente alta.

Para usarmos de exemplo que tal citar empresas produtoras de Softwares? Legal, estamos usando de exemplo algo mais próximo da nossa área de atuação, então ficará mais fácil compreender.

Os custos fixos neste caso são os custos de amadurecimento da idéia, desenvolvimento, testes e homologação, resultando então em um custo variável de produção conforme demanda de mercado, ou seja, a gravação do Software em uma mídia (CD), ou no armazenamento do software em um servidor para download (hospedagem de dados). Em ambos os casos os custos variáveis de produção (CD ou hospedagem) são baixos comparados ao valor de venda por unidade.

CD = R$0,15 por unidade

Hospedagem = R$0,02 unidade

O custo de venda desse Software é de R$200,00, então:

R$200,00 – R$0,15 (CD) = R$199,85 de contribuição por unidade para o lucro

Assustador, portanto houve um custo de desenvolvimento alto que não podemos esquecer, empreendimento de Alta Alavancagem Operacional normalmente requerem investimentos de desenvolvimento muito altos e de produção mais baixos, o que resulta em margem de lucro muito elevada após atingir o ponto de equilíbrio, só que não podemos esquecer do tempo de permanência/necessidade do produto no mercado.

Baixa Alavancagem Operacional

Logicamente é o contrário da Alta Alavancagem operacional, mais para exemplificar vamos usar uma prestadora de serviços, para ser mais especifico e também falar da nossa área quero usar a minha empresa, a Alpis Consultoria. Empresa que trabalha com consultoria Web e Gerenciamento de projetos. Tive um custo baixo para desenvolver a idéia e o modelo de negócio, isso porque trabalhei e adquiri experiências em outros projetos da área atuando como funcionário e não como prestador de serviços, isso me deu a oportunidade de testar e mesclar idéias e verificar os resultados obtidos com os projetos sem custos e riscos elevados, porém tive que investir em móveis e equipamentos, mesmo que faço uso de um estilo pouco tradicional (no Brasil) de empresa, o Home Office, mas o custo é baixo comparado a outros setores.

Mas meus custos variáveis são elevados para prestação de serviços, por exemplo, a contratação de funcionários, acordo de parcerias, idas e vindas para conclusões de projetos, enfim, custos estes que não se pode mensurar, então podemos entender como setor de baixa alavancagem operacional empresas que seus custos fixos são relativamente baixos e seus custos variáveis são mais elevados, o que faz com que a contribuição para o lucro por unidade do produtos (serviço) vendido seja menor.

Talvez você não compreendeu até aqui a real função desses dois Artigos, ao produzi-los tive um feedback, tanto positivo como negativo, alguns diziam que isso é coisa para ficar em propriedade da consultoria e de administradores, que empreendedores não precisam saber disso, já outros agradeceram e disseram que gostariam de ler mais artigos sobre temas administrativos e de empreendedorismo. Não é fácil agradar gregos e troianos, portanto meu objetivo mais sincero aqui é criar artigos que englobem toda a dinâmica de Empreender na Web. Obrigado a todos, conto com a colaboração de todos os leitores, colaboração esse que seja em forma de crítica, elogios ou sugestões de temas.

Até a próxima.

Não se esqueça de enviar assuntos para meu e-mail de contato (contato@alpisconsultoria.com), terei prazer em fazer um Artigo sobre o assunto desejado.

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Os segredos das grandes realizações na Web – Administração – Análise de Ponto de Equilíbrio

Preparem-se porque é um tanto entediante essa leitura, porém, extremamente importante para quem pretende ter sucesso em empreendimentos na web.

Fugindo um pouco da parte mais dinâmica dos assuntos abordados aqui vamos absorver um pouco de conhecimento administrativo que vale ser posto em prática para empreendedorismo Web e até mesmo para quem já está On-line.

Seja para desenvolver um projeto empreendedor ou para ter um poder de decisão menos divergente do resultado desejado, a Análise do Ponto de Equilíbrio é fundamental.

Mas, o que seria a Análise do Ponto de Equilíbrio que estamos comentando? Neste artigo vamos nos manter somente no lado financeiro do projeto. Posso afirmar que esse tipo de análise pode oferecer grande visão de um todo, portanto, ficaremos apenas no financeiro mas surgirão algumas dicas no decorrer da leitura.

A análise de ponto de equilíbrio resulta em saber quando o seu empreendimento terá estrutura financeira para seguir sozinho, se é viável continuar, parar, investir e assim por diante, quando ou quanto deverá investir para tais resultados, enfim, fornece a estimativa de quando ou o que precisa para seu projeto chegar ao equilíbrio financeiro, a grosso modo, quando que ele se paga.

As informações oferecidas pela análise poderão ser usadas como base de decisões estratégicas, como por exemplo: Quanto seus concorrentes estão vendendo, qual a participação de mercado e o quanto você deve desejar vender (dentro de uma lógica). Saber e ser realista sobre sua posição de mercado te faz pisar de forma segura e evolutiva. Não espere sair correndo e vencer seus concorrentes, sair na frente requer tanto investimento quanto preparo para grandes demandas e uma parte dos projetos não tem uma ou outra e a maioria desses não possui ambas. Então, calma, melhor um pequeno lucro do que um grande desastre.

A questão para realizar essa análise é como gosto de falar – A forma mais simples de encontrar a sanidade empreendedora – Quero dizer que, não adianta esperar resultados surpreendentes, o que serve para o crescimento sustentável de um empreendimento é a real situação de mercado, trabalhar com a realidade e claro com expectativas, mas nunca, repito nunca em hipótese alguma trabalhar somente com expectativas. Crie um senso de responsabilidade.

Quando essa análise fornece dados financeiros e de mercado proporciona também a capacidade de deslumbrar o impacto de preço e demanda existentes no mercado de atuação.

Por esses e outros fatores é que defendo que, a documentação administrativa deve existir e ser usada dentro de um empreendimento, principalmente se tratando de Internet já que é um mercado novo, instável e que a qualquer momento pode abrir novas possibilidades como fechar as já existentes. Um mercado onde os terrenos oscilam requer cuidados e profissionalismo. É muito fácil querer dizer que o mercado é superaquecido usando como exemplo internacionais Amazon.com, ou nacionais como NetShoes.com.br, Americanas.com.br ou Submarino.com.br, e te pergunto, quantos você já ouviu como exemplo de falência? Não quer dizer que não existam, quer dizer que o mercado Web está vivendo uma grande exploração, e quando isso ocorre as empresas prestadoras de serviços tendem a querer vender seu peixe vendendo ilusões. Sempre procure saber as garantias prestadas antes de contratar serviços de terceiros.

Uma Análise mostra o equilíbrio quando os totais de investimento e despesas do projeto são igualados pelo retorno, ou o que falta para chegar a esse equilíbrio. Neste momento encontra-se o equilíbrio para questões de posicionamento estratégico, como por exemplo, reduzir o preço do produto/serviço ou não, investimento de marketing para determinada classe social ou se migramos para outra massa de possíveis clientes, qual seu perfil de mercado e qual abordagem usar – Neste caso imagine a Apple tentando vender seus produtos para classes D e E, sendo que sua fatia de mercado está nas classes A e B, existe toda uma realidade analisada de mercado por trás disso, onde os tipos de abordagem para classes sociais são diferenciados, já que suas necessidades e desejos também o são. Esse ponto de equilíbrio permite uma visualização ampla de mercado, diria que permite até mais que isso, permite a tentativa de novos horizontes, já que por vez você já conseguiu o equilíbrio, que é na verdade o desejo de todo empreendedor – Equilibrar um projeto a ponto de poder decidir qual o passo a ser dado para o sucesso, que resumindo podemos dizer – Lucro.

Conceitos de Contabilidade

Agora vem a complexibilidade da questão.

Para entender o ponto de equilíbrio precisamos compreender os conceitos de contabilidade – Custos Fixos, Custos Variáveis e Margem de Contribuição.

Custo Fixo – São custos que todos os meses ou períodos de produção estão na folha de pagamento, despesas e contas a pagar quase que inalteráveis – Custos de salários, alugueis, internet e outros… Portanto esses custos são independentes de quantos serviços ou produtos se produzem ao mês, ou seja, não alteram com tanta relevância mesmo que você tenha produzido ou prestado serviços em escalas diferenciadas, por exemplo, em Janeiro vendeu 10 mil unidades, já em Fevereiro vendeu 30 mil unidades, mesmo assim seu custo de aluguel permanece imutável.Custos variáveis – São custos que dependem de outros fatores, como por exemplo – Comissões, mão de obra externa, investimento em novos locais de produção – Estes são gastos que de acordo com o período ou demanda são variáveis.Margem de Contribuição – É a contribuição dada por cada produto ou serviço prestado para a quitação dos gastos fixo.

Concluímos então que o ponto de equilíbrio nada mais é do que – Custos Fixos em comparação com Margem de Contribuição.

Na prática

Para facilitar o processo desgastante que é a produção de determinadas documentações como esta proposta aqui para melhorar a capacidade de decisão podemos fazer da seguinte forma.

Primeiro, descubra a margem de contribuição, ou seja, o quanto se gasta para fornecer determinado serviço ou demanda de produção. Subtraia os custos variáveis por unidade, em seguida divida os custos totais fixos, ou investimento para o caso de inicio do empreendimento, pela margem de contribuição unitária.

Na prática podemos exemplificar assim – a empresa Alpis está lançando um serviço no mercado Web, esse serviço tem o custo no mercado de R$10.000,00 cada, o custo variável para a Alpis prestar esse serviço para um cliente é de R$5.000,00, para manter a empresa e seus custos fixos mensais terá que ter em investimentos R$50.000,00/mês. Então:

R$10.000,00 – R$5.000,00 = R$5.000,00 (margem de contribuição unitária)

Agora temos o valor de contribuição unitária, assim podemos prosseguir calculando a próxima etapa.

R$50.000,00 (investimento fixo) / R$5.000,00 (margem de contribuição unitária) = 10 unidades/mês.

Simples assim, portanto por ser tão simples e pouco percebido por muito empreendedores temo que não tenham interesse no restante do artigo, então vamos mostrar o valor desse tema que abordo hoje – No que esses dados poderão me ajudar?

Simples, no caso da Alpis percebemos que para manter a empresa e o novo serviço oferecido no mercado deverá vender 10 unidades do serviço por mês para que assim possa estar em equilíbrio, já que neste calculo foi precisamente definido gastos gerais, taxas financeiras e tudo o que antecede a venda de um produto ou serviço para a expectativa x necessidade de mercado.

Tendo em mãos essa Análise pode-se concluir se é ou não viável tal serviço, quanto e quando produzir, como produzir, e quanto que se tem que vender para começar a ter retorno, isso facilita na hora de visualizar brevemente se há ou não lucro em seu empreendimento.

Digamos que, a Alpis vendeu neste mês 11 serviços, então olhando isso temos noção de que houve um lucro de R$5.000,00.

Até aqui usamos um exemplo simples com valores básicos para que os cálculos não fossem de difícil assimilação, mas claro que todo empreendimento necessita saber qual é seu ponto de equilíbrio, mas não só saber como também chegar e mais diretamente – lucra após alcançar o equilíbrio. Lembrando que, conforme demanda de mercado existem necessidades de adaptação e renovação do cálculo, ou seja, imagine que a Alpis conquiste o mercado e logo tenha que alugar um outro escritório, esse custo tem que ser absorvido no calculo e gerado um novo valor de quantos serviços mensais será necessário para o ponto de equilíbrio ser atingido.

Viram como é eficiente essa Análise, pontos críticos de um projeto que aparentemente é perfeito podem aparecer em uma análise como essa, que demanda apenas conhecer os custos operacionais, para chegar à conclusão final – Viável ou Não-Viável.

Para o próximo artigo vou tratar de uma abordagem para o tema – Alavancagem Operacional, e assim concluirmos esse tema administrativo.

Até a próxima.

Não se esqueça de enviar assuntos para meu e-mail de contato (contato@alpisconsultoria.com), terei prazer em fazer um Artigo sobre o assunto desejado.