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Thursday, May 10, 2012
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Como vender mais com as lições de usabilidade do Google?

Recentemente, a gigante de Mountain View divulgou uma série de boas práticas e princípios de design para desenvolvedores de aplicativos para o Android que são válidos para qualquer site, inclusive para sua loja virtual, uma vez que esses princípios são resultado de muita pesquisa e investimento em usabilidade e design de interação.

Se partirmos da premissa de que uma loja gera mais vendas se proporcionar uma boa experiência de compra, tiver uma curva de aprendizado pequena e, principalmente, se permitir que o cliente encontre o produto e finalize o processo de compra o mais rápido possível, posso afirmar que, seguindo à risca as dicas do Google, sua loja venderá muito mais. (É claro que outros fatores também contribuem para o sucesso das vendas, como preço, produto, plataforma e a divulgação da loja, mas como isso varia muito de loja para loja, vamos nos focar apenas na usabilidade.)

As dicas a seguir foram divididas em 2 conceitos fundamentais: Forma e Função.

A beleza não está apenas no design da sua loja. Para que ela seja encantadora, é preciso pensar em efeitos de transição, no tamanho correto das fontes e em uma boa diagramação. Pense na combinação perfeita entre beleza, simplicidade e propósito para oferecer uma primorosa experiência de compra ao seu cliente.

1- Pense nas fontes

Escolha fontes de fácil leitura e use o tamanho apropriado para cada tipo de público que você deseja alcançar. Lembre-se de que quanto mais contrastante for a relação entre as cores da fonte e do fundo, mais cansativa será a leitura de textos longos. Utilize contrastes fortes apenas para chamar a atenção para links e botões.

2- Destaque os botões

Coloque efeitos para quando o mouse estiver sobre os botões, para que a ação seja perceptível. Não deixe de pensar em como serão as versões de botões inativos e tenha em mente que os botões call-to-action devem ter algum destaque sobre outros elementos em relação a cor e tamanho. Lembre-se de que daltônicos confundem verde e vermelho, por isso escolha bem as cores e os tons utilizados nos seus botões.

3- Saiba quem é o seu público

Conheça o seu público e saiba quais as suas preferências. Ferramentas como o Google Analytics ajudam a entender qual o maior interesse do seu cliente, como ele navega e em qual etapa do processo ele sente mais dificuldade. Reúna essas informações e altere o que for necessário para tornar sua loja um ambiente agradável e familiar.

4- O cliente é quem manda

Permita que o usuário tenha controle sobre a visualização na sua loja, pois isso faz com que ele se sinta no comando. Ofereça várias opções de filtros para refinar a busca apenas com os itens desejados e, se possível, ofereça recursos de customização, como, por exemplo, cadastro de imagem de perfil. Isso ajuda a criar mais proximidade entre o consumidor e a loja.

As lojas virtuais fazem sucesso por simplificarem a vida das pessoas, por isso elas devem ser fáceis de entender. Facilite a procura de produtos e os passos de compra, e não complique o processo com cadastros extensos e desnecessários.

1- Frases curtas

Use frases curtas! As pessoas não vão ler os textos se eles forem compridos.

Em vez de usar “Parabéns, o seu cadastro foi realizado com sucesso! Você receberá uma confirmação em seu e-mail.”, prefira usar “Cadastro realizado com sucesso.” Transmite apenas a informação essencial de forma muito mais rápida e fácil de entender. Essa dica também é bastante válida para os botões: em vez de “continuar pagamento”, use apenas “pagar”.

2- Imagens são mais rápidas

Sempre que possível, associe os pontos importantes da sua página com ícones, pois o cérebro irá identificar a área muito mais rapidamente do que se tivesse que “escanear” apenas os textos na tela. Exemplo: telefone, redes sociais, e-mail, carrinho etc. Mas atenção para não substituir os textos por ícones, pois vários estudos de usabilidade comprovam que a associação de texto e ícone é muito mais eficaz do que apenas o uso de ícones.

3- Ajude o cliente a tomar decisões

Ofereça a forma de pagamento mais atraente para o seu cliente e não para você.

Sugira produtos relevantes na página de detalhes do produto e no carrinho de compras, utilize a própria inteligência da sua plataforma para que esse trabalho de sugestão de produtos seja feito automaticamente e com coerência. Exemplo: quem está comprando um tablet provavelmente pode querer também uma capa para protegê-lo.

4- Só exiba o que for necessário

Não deixe as telas cheias de informações se elas não forem necessárias. Se você já está nas páginas de check-out, não há necessidade de exibir links para o carrinho, lista de desejos, cadastro ou frase de boas-vindas. Em vez disso, dê lugar para o atendimento on-line, perguntas frequentes, prazo de entrega e sugestões de parcelamento com desconto.

5- Sua loja não é um labirinto virtual

Deixe claro como a navegação foi feita para que seja fácil voltar a páginas já visitadas sempre que necessário. Em uma loja física seria o mesmo que identificar as seções com placas para que o cliente encontre o que procura e volte para pegar um produto que já tenha visto.

6- Nunca perca as informações

Em qualquer formulário de cadastro, certifique-se de que as informações digitadas não serão perdidas caso haja algum erro na página. Não há nada mais chato do que ficar digitando as mesmas informações várias vezes. Caso a sua loja trabalhe com cartão de presente, também é importante que a mensagem do cartão não se perca em caso de erro.

7- Se a aparência é igual, faz a mesma coisa

Use a mesma linguagem para as mesmas ações. Exemplo: use o mesmo botão fechar para todas as janelas, o mesmo ícone para o carrinho etc. Nunca use o mesmo ícone para ações diferentes, como uma lupa para realizar uma busca e a mesma lupa para dar zoom em uma imagem. Isso acaba confundindo o cliente.

Aplicando essas dicas práticas, sua loja virtual estará muito mais preparada para o sucesso de vendas.

por Diego Jušinskas: Gerente Comercial da VTEX

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Wednesday, November 30, 2011
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Conteúdo explorando usabilidade, design, qualidade de conteúdo e gestão

Você não consegue apresentar conteúdo de qualidade em qualquer design, na verdade você até pode fazer isso, a questão é que a apresentação do conteúdo também é muito importante e pode realmente converter mais resultados do que o atual em um design qualquer.

Que o conteúdo é Rei, isso não posso negar. Portanto, sendo o Rei é necessário que ele tenha um bom castelo.

Analogias a parte, o que quero neste texto é compartilhar um pouco de conhecimento, afim de auxiliar o processo criativo e de planejamento. Vejo ainda muitos erros básicos sendo cometidos. Então, vamos ao que interessa.

Por muito tempo, quando foi entendido que o Conteúdo é Rei, passou-se a considerar que um conteúdo extremamente complexo ou maciço, digamos assim, era a coisa mais coerente a fazer. Através dele acreditava-se que era possível obter resultado pelo apresentar de um conhecimento muito aprofundado no tema, então, textos imensos eram publicados (até hoje o são) simplesmente para apresentar um serviços ou produto qualquer. Sem ao menos pensar em facilitar a vida do leitor, entendia-se então que as pessoas lêem por completo todo aquele conteúdo.

Mas, ao estudar com o passar do tempo percebeu-se que seu público não lê e sim passa um scanner com os olhos afim de encontrar a informação desejada. Então, podemos compreender claramente que a necessidade de textos técnicos ou com conteúdo extenso serve apenas para aqueles que estão compartilhando algo mais complexo ou que definitivamente pode mudar a vida ou sanar dúvidas de pessoas, textos esses que são na verdade instruções, palestras ou cursos.

São esses os tipos de texto que realmente a maioria que se propõem a visualizar está se disponibilizando a ler na integra e não buscar somente partes de informações. Portanto, escrever para Web é mais complexo do que qualquer outra forma de conteúdo, pois trata-se de inúmeras possibilidades a serem estudas, como já comentei – uma delas é o motivo real da publicação – que seria ensinar, divulgar… E também o seu publico alvo, que são profissionais com interesse em cursos, clientes em potencial, seja lá o que for, o conteúdo é importante somente quando feito com qualidade, tanto para posicionamento em buscadores como influência para se alcançar a meta de conversão desejada. Fora isso, mesmo que muito esforço seja empregado afim de posicionar esse conteúdo na primeira página da busca orgânica ele será visitado e abandonado rapidamente, pois não foi analisado como deveria o público alvo, fazendo então com que todo esse esforço não resulte conforme desejado. Lembrando que com a nova atualização (Google Panda) o tempo de permanência na página e quantidade páginas visitadas estão fortemente ligadas com relevância e resultados.

O bom conteúdo

Um bom conteúdo, mesmo aqueles que são obrigatoriamente extensos, deve ser repartido em pequenos trechos, fazendo com que aquele que busca a informação na integra possa ler de uma forma organizada e assim assimilar melhor tudo que está sendo compartilhado no texto, como também aquele que busca partes dessa informação possa identificar o que deseja de forma prática e consumir o conteúdo desejado. Pronto, conseguimos assim de uma forma simples e sem custo compreender ambos os perfis e dar-lhes um conteúdo prático, completo e intuitivo.

Divida em partes o seu texto, caso queira aumentar as visitas pode criar artigos que se completem em 3 ou 5 posts em intervalos de no máximo 3 dias (isso para quem informa atualizações por Newsletter e RSS), também, pode separar por páginas internas no conteúdo ou como mencionado por partes, ou seja, subtítulos, afim de facilitar a localização de um conteúdo específico dentro daquele tema que está sendo tratado. Mas, voltando a questão público alvo, vou usar como exemplo este artigo. Meus leitores são em grande parte profissionais da área, são, tanto aqueles que estão estudando como quem já atua e busca informações adicionais, esses tem por prática a leitura completa de todo o conteúdo, não me obrigo assim ter que criar subtítulos para separar o conteúdo, portanto ao fazê-lo crio a expectativa futura aos meus leitores em saber que apesar de que por eles a leitura completa é obrigatória, mesmo assim eles podem voltar e localizar o artigo e/ou o conteúdo específico dentro do artigo de forma prática como também já estarão cientes que os futuros artigos serão formatados organizadamente, afim de facilitar a compreensão desse conteúdo.

Como costumo dizer, temos no conteúdo a troca de favores, ou seja, a audiência pelo conhecimento, se facilitarmos essa troca o elo com seu público alvo será muito forte e eficaz, seja sua meta uma conversão de vendas, seja o contato ou simplesmente a audiência.

Usabilidade

Outra questão na apresentação do conteúdo é o termo do momento – Usabilidade.

Apesar de muitos considerarem Usabilidade como a capacidade de fazer com que o cliente obtenha acesso ao conteúdo desejado em apenas 2 ou 3 cliques, na verdade não é somente disso que trata o estudo de Usabilidade. Podemos entender Usabilidade de uma forma mais coerente do que apenas dizer que a quantidade de cliques que seu consumidor faz para chegar ao resultado final é o que traduz usabilidade. Usabilidade é a competência que seu site tem em ser intuitivo, ou seja, minimizar o stress mental de seu consumidor, facilitando o acesso dele de forma que não tenha que descobrir como funciona o site. Resumo sempre dizendo que Usabilidade é fazer com que Site seja entendido à primeira vista, ou seja, o cliente entrou no Site e começa a navegar sem ter que se fazer perguntas em como chegar a tal resultado. Isso é usabilidade – não vamos entrar em questões honrosas de Usabilidade para pessoas portadoras de limitações físicas.

Outra questão da Usabilidade é a facilidade de localizar conteúdos e criar relação entre eles. Para uma loja virtual isso quer dizer que junto a página de um produto pode-se ter a famosa compra conjunta, ou a indicação de um produto similar – já para conteúdo é possível relacionar artigos que tratam do mesmo assunto ou complementam esse assunto que está sendo discutido. Em Usabilidade temos a visão de facilitar de forma simples e eficaz o acesso ao conteúdo do site. Acesso esse que se por vezes se repetir sendo que também mantém o número elevado de páginas acessadas por visita faz com que a relevância seja muito maior para o Google.

Visual

A arte de encantar os olhos é seu check antecedendo o checkmate, que será dado pelo conteúdo. A mesma regra que serve quando um consultor se apresenta de terno e grava, ou mesmo que sem gravata, mas bem vestido da forma social para apresentar seriedade e abrir a primeira porta da credibilidade possibilitando a esse profissionais apresentar seu trabalho é também a mesma regra para sua apresentação ou apresentação de seus serviços na Web. Imagine se eu, consultor, me apresento a diretoria de uma empresa vestido com Shorts, regata e chinelos, e digo “…como vai maninho?”, será que teria conquistado a credibilidade ideal para fazer a minha apresentação de forma que conseguisse prender a atenção desses clientes no conteúdo que tenho que apresentar ou estaria eu, perdendo a atenção desses clientes pela forma errada em me vestir para a ocasião, o que permite que a atenção que deveria ser dirigida ao profissional e seu conteúdo fosse ocupada pelo pensamente de preconceito visual, me dando então o rótulo de desleixado e não profissional – mesmo que não o seja.

A roupagem de seu site, por assim dizer, é totalmente ligada com a credibilidade. Se estudarmos afundo sobre essa questão teríamos que necessariamente estudar sobre influência de cores, estruturas, proporção áurea e outros. Pesquise um pouco no Google sobre Web Design que você conseguirá encontrar bastante informação interessante. Então, podemos entender que a primeira impressão é a que fica. Por exemplo, uma loja virtual não bem apresentada perde faturamento pelo fato de que simplesmente aquilo que não tem um design que nos transmita confiança automaticamente nos faz ter medo de usar cartões de crédito e até mesmo efetuar qualquer forma de pagamento.

Resumo

Não é somente sair buscando alguém para fazer seu site, outro para gerir conteúdo e esperar sentado o resultado. Nada funciona de uma forma tão simples assim. É necessário investimento sério.

Se você analisar friamente pode ver que não adianta apenas um conteúdo de qualidade, que certamente o fará estar bem posicionado se tiver um bom trabalho de SEO e quando conseguir estar no topo das buscas o seu site se quer lhe apresenta como deveria, fazendo com que a taxa de conversão seja menor do que poderia ser. Também, de nada adianta o site mais lindo e intuitivo se o conteúdo não presta, não vai aparecer nas buscas e se por outras vias seu consumidor tiver acesso ao site ele não retornará e não concluirá a meta do site. Muitos me perguntam o por que existem empresas que pagam, por sinal – pagam valores altos para gestores de conteúdo, gestores de projetos e consultoria. A resposta é bem simples, normalmente profissionais com habilidade de gestão e consultoria tendem a ver a situação de uma forma mais ampla, o que traz um resultado muito mais palpável.

É certo, que com bom senso tudo se pode fazer.

Sucesso a todos, um forte abraço.

Luiz Castro Jr.
Alpisconsultoria.com

Diretor da Alpis Consultoria. E-commerce, Marketing Digital, desenvolvimento de Sites, Planejamento e Estratégia Digital.

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