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Wednesday, May 16, 2012
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Será que devo usar o Facebook como parte da estratégia digital?

Essa é uma das perguntas com bastante presença em salas de reuniões na hora de conversar sobre o que o cliente espera de uma estratégia digital e de como ele considera viável para seu mercado essa mesma estratégia. Afinal, ninguém melhor do que o próprio cliente para compreender o seu mercado.

Isso não quer dizer que o cliente irá guiar o projeto por completo, mas quer dizer que ele tem um valor extremo no processo de guia da compreensão maior do mercado para um profissional de marketing digital. Vale lembrar que se ele soubesse o que fazer nesse ambiente, ele não contrataria um profissional, portanto, é bom ressaltar que o profissional contratado passa a ter papel também decisivo no processo de desenvolvimento da marca no ambiente digital.

Voltando ao ponto principal, o Facebook. A resposta para a pergunta que deu título a esse post é: SIM!

O Facebook, apesar de ter atingido recentemente o número de 900 milhões de usuários, é uma rede em expansão. Crescendo aceleradamente e, por mais que alguns profissionais reclamem ou discordem, existem regras rígidas que estão mantendo o Facebook mais Clean - organizado ao máximo possível – e isso é ótimo para os negócios.

Mas não se engane, 900 milhões não quer dizer que realmente grande parte do seu público-alvo está por lá. Mas quer dizer que as possibilidades são imensas.

Nem só de Fãs vive uma FanPage…

Uma boa estratégia de Social Media aplicada em Facebook não está relacionada somente ao número de fãs que a página possui. Esqueça por alguns minutos aqueles cases de milhões de fãs que você tem visto aos montes, principalmente se você é uma micro ou média empresa. Normalmente investimentos necessários não são aprovados pelos diretores dessas empresas de menor porte. Algumas se quer tem rendimento para tanto…

Uma boa estratégia no início prepara possibilidades e faz testes de conteúdo na rede, posteriormente começa a publicar de acordo com o que foi possível relacionar de informações no primeiro período de testes, logo aplica algumas novas ou velhas estratégias e continua a mensuração de resultados – Sim, aqui também se faz presente a lógica de Web Analytics.

O que preciso para um estratégia ser eficiente?

Antes de tudo, disposição para permitir que o Analista de Social Media possa trabalhar com todo o conhecimento que tem adquirido durante seu tempo de trabalho, o que chamamos de expertise.

Esteja aberto a negociação de uso do FacebookAds que, em resumo, é a maneira de anunciar conteúdo dentro do Facebook trazendo maior atenção para sua Fanpage ou links externos.

Esteja ciente que uma dobradinha muito eficiente é ter um Analista de Social Media e também um Gestor de Conteúdo. Um Analista de Social Media não necessariamente criará conteúdo, pois ele é responsável pela estratégia, por encontrar maneiras de criar interatividade, gerenciar a Fanpage e a publicidade no Facebook. Já um Gestor de Conteúdo pode muito bem usar os caminhos apontados pelo seu Analista de Social Media para o desenvolvimento de materiais de campanhas envolventes.

Outra dica importante é: Contrate ferramentas de apoio para facilitação do trabalho desses profissionais (pergunte a eles ou aceite as indicações que irão te fazer), além de maximizar o uso do tempo através dessas ferramentas, existe a redução de erros através de automatização de processos de muita interação humana.

Espero poder ter ajudado em algo. Um forte abraço e sucesso a todos.

Diretor da Alpis Consultoria.
Consultor Certificado 8 Ps - Marketing Digital, Planejamento Estratégico digital, Gestor de Projetos.

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Saturday, August 27, 2011
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Inovação – Um discurso ou uma estratégia?

Nosso país tem se deixado levar pelo entusiasmo mercantilista imediato da comercialização e exportação de matéria prima nacional, as chamadas “commodities”, quando o mundo inteligente caminha para a produção, não de insumos básicos, mas de produtos de valor agregado pela inovação tecnológica, substituindo a exportação de bens tangíveis pela geração de receitas intangíveis como, por exemplo, a cessão e direitos de uso.

Hoje, exporta-se mais volume, mas o preço destas importações permanece senão menor, pelo menos estável, ou seja, exporta-se mais para ganhar-se menos. No mercado interno, houve redução percentual  das operações de TI genuinamente brasileiras, enquanto se ampliaram enormemente as remessas de direitos para as matrizes estrangeiras.

Como se resolver isto, parece ser um discurso de Governo: INOVAR, INOVAR e INOVAR!  Mas é isto que, de fato, estamos fazendo?

Segundo o professor Marcos Cavalcanti, da COPPE-RJ, os dois grandes pontos de inovação são a TI – software e conhecimento – e a BIOTECNOLOGIA – genoma e medicamentos de origem na biodiversidade de nossa flora. Estes pontos de inovação realmente constituem a área prioritária e estão realmente como prioridade de ação governamental?  Por acaso são estas as áreas ouvidas no planejamento dos investimentos públicos?  Ou apenas falamos de obras públicas, estradas, usinas e portos?

Não me parece que nossos governantes estejam cuidando disto.  O governo ouve o que lhe parece ser adequado, principalmente os parceiros fiéis no momento do voto que imaginam deter, como federações patronais e centrais sindicais, mas a grande mão de obra deste país está em áreas diluídas pela sua alta complexidade e multiplicidade de atividades ligadas ao conhecimento e tecnologia que são sustentação da produção industrial e agrícola.

Quem os representa junto ao Governo na definição das políticas públicas? Como reverter este quadro e, realmente, colocar o Brasil, já e agora, nos trilhos desta era do conhecimento?

Por certo, no que se refere a TI – e neste campo acho que minha experiência vale – não há de ser regulamentando uma profissão que transpassa por todas as demais, nem impedir a “terceirização” genérica de atividades que envolvam especificidade complementar tipo subcontratação por projetos, pois logo vamos chegar lá.

* Newton Palhano é Consultor jurídico da ASSESPRO-RJ, Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação.

Tuesday, July 5, 2011
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Teletrabalho (home-office): estratégia ou faz de conta?

O teletrabalho não vem merecendo publicamente a importância que merece: as empresas simplesmente mudaram o local de trabalho de seus funcionários para suas residências, e ignoram o impacto público/coletivo/político da medida.

O uso do teletrabalho avança lentamente no Brasil, embora de forma irreversível: mesmo grandes empresas e, principalmente no nosso setor de TI, já se valem da redução de custos em instalações fixas, que resulta da possibilidade de não precisar ter mesas, cadeiras, telefones, pontos de rede, café etc. etc. para todos seus funcionários ao mesmo tempo (sendo que na prática nunca estamos todos na empresa ao mesmo tempo).

Não são apenas as empresas que se beneficiam com o teletrabalho: a redução do tempo perdido pelos funcionários com o deslocamento de suas residências para o trabalho e vice-versa (que nas grandes cidades do país facilmente chega ao absurdo de quatro horas por dia!) também é imediata. O teletrabalho também facilita a inclusão no mercado de trabalho, daqueles trabalhadores que possuem dificuldades de locomoção, sejam eles portadores de alguma deficiência, ou apenas moradores de localidades distantes de grandes centros.

Mais ainda, a análise coletiva do impacto do teletrabalho sobre a sociedade, propicia vários outros benefícios, como por exemplo, a redução pela demanda da ampliação do sistema viário e/ou dos sistemas de transporte público (que por sua vez implicam em frear o crescimento da emissão de poluentes).

A instalação de home-offices (onde antes não existiam) também torna a tecnologia disponível de forma mais completa para as famílias dos funcionários.

Em alguns países, como por exemplo, no Chile, diante desses benefícios, o teletrabalho já faz parte da política do Estado, incentivando empresas e funcionários a adotá-lo. No Brasil, diversos projetos de Lei sobre o tema tramitam no Congresso há anos (veja p.ex. o PL 4505/2008, de autoria do dep. Luiz Paulo Vellozo Lucas – ES). Entretanto, as últimas propostas apresentadas, com apoio do Poder Executivo, só podem ser classificadas de ‘estapafúrdias’: por exemplo, sob pretexto de garantir os direitos da CLT para os teletrabalhadores, pretende-se autorizar o Poder Executivo a construir Centros de Teletrabalho (ao estilo dos Telecentros)!

Esse formato de teletrabalho não somente anula quase todos os benefícios do teletrabalho para os cidadãos (que continuarão a se deslocar para o trabalho!) e para a sociedade, como ainda cria um novo espaço para a atuação da burocracia, a ser subordinada a algum Ministério, que deverá investir dinheiro público na construção e manutenção de centros de teletrabalho, para poder passar a controlar a frequência dos empregados ao seu teletrabalho.

Com muito menos dinheiro público, os trabalhadores que não dispõem de instalações de teletrabalho em casa (e/ou seus empregadores), poderiam ser agraciados com um subsídio (p.ex. nos juros) em financiamentos para a aquisição dos equipamentos necessários.

* Roberto Carlos Mayer é vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional e representante do Brasil junto à ALETI (Federação Ibero-Americana das Entidades de TI) e diretor da MBI.