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Sunday, April 15, 2012
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Investimentos em TI: comprando mais, mas errado!

Em um passado não muito distante, um dos grandes problemas de qualquer projeto de tecnologia era a infraestrutura encontrada na maioria das micro e pequenas empresas: ausência de servidores, máquinas ultrapassadas, softwares piratas, redes mal configuradas, inexistência de segurança nas estações, etc.

São diversas as variáveis responsáveis pela existência desse cenário. Alto preço dos equipamentos, cultura avessa ao investimento em TI e mão de obra desqualificada, podem ser apontadas como as principais causas.

Com o tempo e, principalmente, graças aos incentivos fiscais, esta realidade foi mudando e as empresas passaram a investir em tecnologia. A área que mais se beneficiou foi a de equipamentos. Hoje em dia, não é raro encontrar empresas onde a totalidade de seus monitores sejam LCDs, com equipamentos novos e modernos.

Mas será que o problema foi resolvido? Em partes! Comprar equipamentos não é a única solução e pode nem sequer solucionar a deficiência na infraestrutura das empresas. Comprar não é uma tarefa simples. Comprar o mais caro ou o mais moderno não significa fazer a melhor compra.

Para fazer a compra correta, é necessário analisar as necessidades da empresa ou do projeto, ter conhecimento do budget, levantar as opções e aí sim decidir. Para ilustrar, vamos utilizar carros como exemplo: Ferrari é uma das marcas de carros mais prestigiada, mais moderna e mais cara do planeta. Escolher uma Ferrari sempre parece uma boa escolha. Porém, será que seria a melhor opção quando o trajeto para a qual será utilizada é uma trilha de terra, onde precisaremos atravessar córregos e pisos pedregosos? Acredito que não. Nesse caso, um veículo off-road talvez seja mais apropriado.

E esse passou a ser o cenário. Onde antes habitava a carência total de investimento em TI, hoje – em muitos casos – escolhas mal feitas ou inapropriadas de equipamentos são a realidade. São casos que vão desde super-servidores biprocessados, com peças redundantes para gerenciar redes com poucas estações e sem grandes aplicativos rodando, até desktops ou notebooks destinados ao uso doméstico sendo utilizados em escritórios.

Claro que o atual ambiente é melhor, pois já é o início, mas às vezes o que foi investido em um servidor superdimensionado e que será subutilizado, poderia ser mais bem aproveitado investindo em outros equipamentos. Da mesma forma, com um pouco mais do que é investido em um notebook doméstico é possível comprar um notebook de uso corporativo.

Então, qual é a fórmula? Como identificar qual é o equipamento correto para minha empresa?

Infelizmente, não é simples e estar assessorado por uma boa consultoria ou técnico (não aquele da lojinha de cartuchos de tinta da esquina ou o vizinho do condomínio) é necessário, pois além de indicar o equipamento adequado, ele poderá esclarecer sobre o licenciamento dos softwares obrigatórios oferecendo as melhores opções, além de orientar sobre outros aspectos, como escolha de aplicativos e softwares de segurança.

Investir em tecnologia é como investir em seguro. É o tipo de investimento que fazemos para ter tranquilidade e evitar surpresas e por mais que o tempo possa dar a impressão de ser um investimento desnecessário, é melhor fazer do que arcar com os custos de situações inesperadas.

Hoje, grande parte dos pequenos empreendedores não coloca em seu check-list, na hora de pensar em um novo negócio, os investimentos com tecnologia e isso deve ser mudado.

As empresas se conscientizarão com o tempo, que há outras áreas da TI para investir além dos equipamentos. Proteger e configurar adequadamente a rede é fundamental. Estar com os aplicativos de negócio adequados também é importante.

Por isso, acredito que o processo de mudanças deve ser contínuo e nós, profissionais da área de TI, temos um papel fundamental nisso, orientando e direcionando nossos clientes a fazerem as opções corretas para o seu negócio.

por Marcelo A. Rezende: diretor Comercial da Promisys

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Friday, July 29, 2011
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E quando algo sai errado no suporte, de quem é a culpa?

Quem trabalha como suporte técnico convive com a incerteza, pois, por mais que tudo pareça estar sob controle não há como prever o improvável nem garantir que tudo realmente saia conforme o previsto.

Mas e se durante um processo um evento externo, como queda de energia, falha do equipamento que não estava prevista, um acidente, ocasiona um problema maior, como agir?

Em primeiro lugar: Não tome decisões preciptadas

A primeira coisa que normalmente se faz é ligar para o cliente e informar o ocorrido, certo?

Errado!

Se for um problema temporário tudo que acontecer de estranho a partir da ciência do cliente vai estar associado ao problema, isso causa, além do desconforto, a desconfiança. O cliente vai achar que você foi negligente  e quaisquer justificativas vão parecer inseguras e apenas defensivas.

O correto é realizar outros testes, ex: se o objeto for um computador/notebook, faça teste de memória, placa-mãe, disco rígido, entre outras peças, de forma independente, ou seja, um à um;

Em segundo lugar: Não tome medidas desesperadas!

Tentar reparar o equipamento cujo problema não tem conhecimento é assinar atestado de burrice! Uma solda mal feita, uma peça trocada sem saber ao certo qual o defeito pode piorar ainda  mais as coisas. É muito melhor levar para outro profissional avaliar o problema, que não esteja dentro de sua alçada, do que tentar resolver sem saber o que realmente aconteceu.

Em terceiro lugar: Investigue se algo similar já ocorreu antes.

A culpa nem sempre é do técnico e nem sempre o cliente tem razão, uma boa conversa investigativa, como: “Há alguma outra coisa que tenha ocorrido com o equipamento durante o uso que possa causar um problema do tipo…?” pode resultar num diagnóstico de algo que já tinha acontecido e que até o próprio cliente não tenha se dado conta.

Em quarto lugar: Não assuma riscos que não possa correr!

Tente entender o que pode ter acontecido, refaça o caminho de volta e só então é possível avaliar o risco que deve correr. Exemplo: Faça as seguintes perguntas.

O que eu estava fazendo quando o problema ocorreu?O problema é físico ou lógico?O problema pode ser reolvido por mim ou preciso de uma avaliação técnica específica?O que sai mais barato: trocar o equipamento ou manda-lo pro suporte técnico especializado?

Nem sempre é correto assumir responsabilidade por problemas causados por eventos externos, isso pode induzir o cliente a certeza de sua culpabilidade.

Se o problema foi causado, por exemplo, devido a uma queda de energia, avalie a possibilidade de negociar com a gestora de energia uma mediação nos custos, embora a maioria delas se defendem usando artifícios da culpabilidade do usuário, tais como: rede sem aterramento, equipamento ligado sem no-breaks ou estabilizadores de energia, etc.

De posse da solução, ligue para o cliente e relate o ocorrido e as medidas que estão sendo tomadas para a solução, além do tempo estimado param a mesma.

Se o custo for maior que o serviço que deveria ser executado, converse com o cliente, seja sincero, fale a verdade, e negocie com ele para que o mesmo ajude-o no prejuízo, isto exclui qualquer desconfiança.

Em quinto lugar: Foi imperícia? Seja honesto, pague pelo prejuízo, assuma os riscos mas não perca o cliente.

Cliente chama cliente – e afasta também, por isso, em caso de imperícia ou um acidente causado por imperícia, procure uma forma de resolver sem que o cliente precise saber detalhadamente, mas caso não haja outra solução que envolva o cliente, seja honesto e assuma o risco e pague o preço.

Não se esqueça: o cliente também pode não ter razão e mesmo que a tenha, não é o dono dela. Ninguém está livre de acidentes, mas deixar o cliente ciente do problema é garantir que outros fatos que possam ocorrer serão controlados e o cliente sempre vai lembrar que além da honestidade, você procurou não lesá-lo.

Abraços e boa sorte!

Netto

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