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Friday, March 30, 2012
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Linux Essentials – Uma certificação para quem quer começar

Hoje, no mundo da TI, existe uma enorme discussão entre o que vale mais: você ter uma certificação ou você ter uma faculdade? Cada qual tem a sua importância para o que você quer da sua carreira. Mas esse artigo hoje não discutirá o que é melhor, pois já existem vários artigos sobre o mesmo “rodando” na internet, e também não será voltado para profissionais que já estão na ativa, mas sim para quem está pensando entrar nessa área e está no dilema da pergunta acima.

Recentemente a LPI (Linux Professional Institute), a renomada instituição que emite certificados para o mundo Linux, tais como os certificados LPIC níveis I, II e III, lançou uma versão não-profissional chamada Linux Essentials.

Mas para que uma instituição como ela iria querer lançar um certificado que não teria validade para profissionais? A resposta é simples: Uma das respostas dadas para a pergunta do início do texto também vale para essa, hoje muitos optam por tirar uma certificação para conseguir um ingresso mais rápido no mercado e pensando nesse público alvo ela lançou essa certificação, mas para ajudar com a nossa resposta vamos a um cenário bastante comum hoje no mercado de trabalho.

Um jovem entre 15 e 20 anos buscando uma vaga de estágio em alguma empresa para iniciar sua carreira. Como todos sabem quando estamos nessa época os currículos não tem muita diferença dos outros candidatos sem experiência e geralmente esse individuo nunca disputa uma vaga de estagio somente com candidatos do mesmo nível que ele, exceto quando existe o requisito do mesmo na vaga, com isso tornando a vida mais difícil.

O que seria um diferencial para ele ganhar uma vaga de estagio sem ter experiência? Demonstrar que possui o conhecimento básico necessário para a vaga. Porque, óbvio, que conhecimento profissional ele não teria. Mas como ele demonstraria que possui esses conhecimentos básicos? Através de uma certificação, mas se ele chegar com uma certificação de nível profissional como a LPIC I, talvez seu currículo fosse descartado por ser “bom de mais” para a vaga, além do mais outro problema seria: como uma pessoa que nunca trabalhou pode ter essa certificação profissional? Neste caso, a Linux Essentials cobre essa lacuna, pois por não ser de nível profissional, o candidato demonstra que sabe do assunto, sem colocar o currículo no caso “bom demais”.

E por que a Linux Essentials é tratada como uma certificação não-profissional? A resposta também é simples: ela cobre assuntos básicos do mundo Linux, tais como: a evolução da plataforma, diferença de distros, como usar as linhas de comandos para executar tarefas básicas, sem contar as partes de manutenção, como usar um sistema desktop e procurar ajuda do mesmo e com isso certificar que a pessoa possui os conhecimentos básicos da plataforma.

Se você se enquadra no exemplo acima é uma boa ideia pensar em tirar essa certificação. Ela também é voltada para outro público alvo que é de professores de cursos, que podem demonstrar também que possuem o conteúdo para ministrar o curso em questão.

Outro diferencial dessa certificação para outras é o preço. A LPIC I custa US120,00 enquanto a Linux Essentials custa US50,00. Se formos converter para o Real, hoje elas sairiam respectivamente em média de R$217,00 e R$ 90,00. Uma boa diferença para inicio de carreira, não?

Mas lembre-se: cursos, faculdades e certificações ajudam a comprovar, mas o que faz o diferencial para a sua carreira e o seu conhecimento, e para adquiri-lo sempre tenha boa vontade de aprender.

Mais informações em: http://www.lpi.org/linux-certifications/intro-programs/linux-essentials

Friday, September 2, 2011
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Carreira em TI – Como começar com o pé direito?

Que sobram vagas na área de TI, todo está mundo cansado de saber. É comum, volta e meia, aparecer no noticiário alguma reportagem sobre o apagão de profissionais na área de Tecnologia da Informação, mostrando os altíssimos (altíssimos?) salários e a enorme oferta de vagas.

Porém, nem tudo são flores. Muitas vagas para profissional Junior exigem muitos conhecimentos – às vezes, até vagas de estágio solicitam “sólida experiência” ou “domínio”. Felizmente existem empresas que proporcionam treinamento, mas elas ainda são poucas (a empresa onde eu trabalho, por exemplo). E nesse instante começa o dilema de tostines: não consigo um trabalho por que não tenho experiência, não tenho experiência por que nunca trabalhei…

Óbvio que não existe uma receita ou um roteiro para ingressar no mercado ou iniciar uma carreira de sucesso – até porque, seria muita petulância de minha parte – mas seguem algumas dicas que foram, estão sendo e serão ainda úteis para mim:

1-) Estude!

Pode parecer piegas dizer isso, mas de fato, é importantíssimo estudar. O estudo, porém,  deve ter um foco, deve ser direcionado. Não adianta estudar Esperanto, Psicologia, e Geografia do Brasil se a intenção é atuar como programador. A melhor forma, ao meu ver, pra dar um “start” é fazer um curso técnico de informática. Um bom curso técnico abrange, de modo prático, as seguintes áreas: infra-estrutura , programação, banco de dados e análise.  O conhecimento adquirido servirá como base e com certeza será um diferencial em seu currículo, além de servir como orientador vocacional. Um curso técnico tem de um ano e meio a dois anos de duração. Para quem mora no estado de São Paulo, recomendo as ETECs (apesar de eu ser suspeito, pois sou ex-aluno ) e o IFSP (antiga CEFET ) que além de gratuitos, são excelentes. Existem outros “Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia” Brasil a fora, mas como não conheço, deixo a escolha ao cuidado de vocês.

2-) Estude Mais!

Todo mundo que trabalha ou quer trabalhar em TI deve ter uma coisa em mente: é importante sempre se manter atualizado, ou seja, estudando. Pode ser um curso de uma linguagem de programação, uma certificação ou até mesmo atuando como autodidata. O profissional de TI deve sempre se manter atualizado e antenado, seguindo as tecnologias.

Apesar de muitos cargos na área de TI não exigirem curso superior, eu considero que a Faculdade é um divisor de águas. É óbvio que você aprenderá muito (em alguns casos, não tanto quanto esperava…) mas acredito que o principal papel da Faculdade na área de TI é a inserção no mercado de trabalho. Muitas empresas estreitaram a relação com as faculdades, oferecendo tecnologias e especializando professores, e em troca, recruta para seu corpo de funcionários os alunos da instituição. Mesmo que sua faculdade não tenha um programa desse tipo, ou que você não tenha sido selecionado, não se desespere. Aproveite o parco tempo livre e se dedique aos estudos. É interessante também produzir conhecimento, seja participando de um grêmio ou com a iniciação científica. Porém, caso seu interesse não seja a carreira acadêmica, aconselho que foque seus esforços em conseguir um estágio, que é um dos melhores meios para entrar no mercado. O momento para começar a procurar um estágio é logo após o primeiro dia de aula na faculdade.

3-) Estagie!

O estágio é um período de aprendizado intenso e, ao meu ver, a melhor forma de começar bem uma carreira em qualquer área, principalmente em TI. O estágio é um contrato firmado entre uma empresa, um aluno e a instituição de ensino. Por isso, só pode ser contratado como estagiário um estudante, devidamente matriculado em uma faculdade ou curso técnico. Um contrato de estágio tem duração de até 2 anos e não se caracteriza como vínculo empregatício.

Ao se deparar com uma oportunidade de estágio, deve-se levar em conta o aprendizado: mesmo que exista outra vaga que pague bem mais, será ela que proporcionará mais conhecimento? O valor da bolsa auxílio não deve pesar na hora da escolha. Esse período deve ser visto como um investimento.

É importante levar o estágio a sério, pois, apesar de estar em fase de aprendizado, o estagiário já é um profissional! Mas isso já é tema para outro artigo…

Teve uma experiência parecida? Tem conteúdo a acrescentar? Achou meu texto um monte de besteira? Dê seu feedback nos comentários, ou então mande um email para milton@deoliveiraneto.com. Sua interação é importante!