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Saturday, May 5, 2012
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Seja legal, diga não à distribuição ilegal de softwares

Sem dúvida muitos usuários utilizam ou ao menos já utilizaram versões não-oficiais de softwares proprietários, popularmente conhecidas como versões “crackeadas” ou “piratas” e distribuídas principalmente em redes P2P, torrents e blogs de downloads.

Na internet é possível encontrar um grande acerto de aplicativos relacionados a diferentes finalidades, desde o uso pessoal até o profissional. O grande obstáculo para os usuários é que geralmente esses softwares são proprietários, ou seja, o usuário precisa de uma licença para contemplar a liberdade de usá-lo ou ter acesso a todas as suas funções. Neste ponto, vale revisar brevemente os tipos de distribuição mais comuns encontrados na internet:

Shareware – versões com esse tipo de distribuição permitem que o usuário baixe o software gratuitamente mas o use por um determinado prazo, normalmente até 30 dias. O objetivo dos desenvolvedores em criar esse tipo de versão é submetê-lo a uma avaliação dos usuários. Caso ele se interesse pelo programa e queira estender o prazo de uso, terá que pagar pela licença do software.

Demo – como o próprio nome sugere, essa distribuição é uma “demonstração” do software, e limita suas funções para que este seja apenas testado pelo usuário. Diferente do Shareware, as versões Demo não possuem um prazo de validade de uso, porém, apenas as funções básicas do software ficam disponíveis. Para ter acesso a todas as opções e funcionalidades, é necessário comprar a licença do aplicativo.

Trial – esse tipo de versão possui um outro tipo de limite: não é permitido salvar o trabalho ou o arquivo criado pelo programa. No caso de jogos, o usuário não consegue salvar o progresso atual para continuar posteriormente. Os desenvolvedores aplicam esse tipo de distribuição em softwares para funções importantes, como recuperação de dados, reparador de arquivos corrompidos ou restauração de banco de dados. Normalmente o usuário fica livre para visualizar os resultados, mas não tem permissão para salvá-los. Para isso, o usuário precisa comprar o programa.

Freeware – versão livre para download e utilização, sem restrições. Algumas empresas (de antivírus, por exemplo), utilizam a estratégia de criar duas versões do mesmo software: uma grátis e outra que exija compra, muitas vezes entitulada como “Professional”. Essa versão, é claro, possui muito mais recursos e funcionalidades quando comparada com a versão gratuita.

Dentro de todo esse contexto de distribuição, alguns profissionais mal-intencionados começaram a abrir o código-fonte dos softwares para burlar o sistema de limitação. Através de técnicas e programas específicos, estes profissionais, conhecidos como crackers, tornaram-se capazes de decodificar o arquivo executável do software e descobrir qual o tipo de algoritmo utilizado para verificar se há uma licença válida para utilização. Mesmo as funções de criptografia são expostas aos crackers, que se prontificam a criar aplicativos para quebrar a limitação do software, chamados cracks.

Para alguns softwares, a inserção de um número de licença (Serial), já é o suficiente para liberar todas as funções do programa. Sendo assim, os crackers desenvolvem executáveis conhecidos como keygen (da abreviação Key Generator – Gerador de Chaves), capazes de gerar vários números de licenças válidos. Para tentar evitar esse problema, os desenvolvedores passaram a programar os algoritmos de verificação em arquivos DLL externos (biblioteca de funções). A princípio foi funcional, mas não demorou para que os crackers encontrassem um modo para se livrarem dessa limitação. Logo conseguiram quebrar o arquivo e criar outra versão da DLL, acompanhada com o crack. Em mais uma tentativa, os desenvolvedores passaram a integrar um código de ativação ao número de licença. Dessa forma, era necessário que o usuário adquirisse a licença, enviasse ao site da empresa e recebesse em retorno um código de ativação. Em pouco tempo, os crackers criaram versões de keygens com a capacidade de gerar números de licença e ativação simultaneamente. Em certos casos, eles modificam o próprio executável do programa para substituir o arquivo original após a instalação do software, ou criam pequenos executáveis chamados patch, capazes de executar instruções automaticamente para liberar a licença.

Atualmente o sistema de validação de licenças está mais rígido, principalmente em virtude desse tipo de ação dos crackers. Muitos softwares estão exigindo ativações online, diretamente com o site do desenvolvedor. Assim a empresa mantém controle da duplicidade de licenças e evita que o sistema de ativação seja burlado.

Porém, à medida que cresce a procura por versões piratas de programas proprietários, alguns crackers criam vírus e os espalham na internet como supostos cracks. Ao tentar “crackear” o programa, na verdade o usuário instalava um vírus no computador, responsável por abrir brechas de segurança, roubar informações ou causar danos ao sistema operacional. Entretanto, devido ao sistema de virtualização de processos encontrado na maioria dos antivírus atuais, muitos destes executáveis são bloqueados antes que realizem alguma alteração no computador.

Com base nas informações deste artigo, a recomendação é optar por comprar a licença do software, mesmo que o preço seja relativamente caro. Essa atitude colabora tanto para a segurança do usuário quanto pela ética de privilegiar os verdadeiros desenvolvedores do software. Em muitos casos, quando o usuário compra a licença do software, o desenvolvedor proporciona um pacote de vantagens, como atualização automática, suporte técnico, e a liberdade de avaliar outros aplicativos da mesma empresa.

Além disso, o usuário (ou empresa) fica isento diante de uma possível fiscalização de softwares.

Desenvolvedor de sistemas há 6 anos em linguagens Delphi, C# e PHP. Bacharel em Sistemas de Informação, colunista sobre tecnologia e entusiasta em Desenvolvimento Ágil. Atualmente trabalha com processamento de dados e desenvolvimento de sistemas voltados para gestão administrativa.

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Friday, June 17, 2011
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Governo Federal tem planos de incentivar indústria de softwares no Brasil

Depois de conceder incentivos fiscais para a produção de tablets no Brasil, o Governo Federal planeja o desenvolvimento de uma política de incentivos para a indústria de games eletrônicos e softwares no país.

O objetivo é reduzir os impostos sobre esses produtos e consequentemente reduzir os custos dos mesmos para o consumidor.

Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações, afirmou que é necessário reduzir os impostos, conceder crédito e implementar uma política industrial para o setor.

"No natal muitas pessoas irão comprar tablets de presentes. Por que não presentearem com games eletrônicos  também?", disse o Ministro.

As declarações foram feitas em São Paulo, em um evento promovido pelo HSBC onde participaram vários investidores nacionais e internacionais.

Seria o movimento "Jogo Justo" fazendo efeito?!

Fonte: G1

Thursday, February 24, 2011
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Sobre Softwares Proprietários – Retratação

Olá, pessoal

No artigo “Porque software proprietário não é bom pra ninguém” confesso que cometi vários erros, mas os que mais pesaram foram dois: afirmar que “toda licença é atrelada ao hardware” e que “todo linux é proprietário”. Pois bem, antes de mais nada saiba que eu não sou nenhum guru na área de “software livre” e apesar de ser usuário do Windows desde o MSDOS 6.0, acompanhei toda história da maioria dos produtos da Microsoft e achava que OEM e FFP fossem basicamente a mesma coisa, o que descobri tardiamente não ser, mas antes que você vá se achando no direito de chutar cachorro morto saiba que a maioria de quem trabalha como suporte não sabe a diferença entre ambas, então para evitar que você passe pelo vexame que eu passei, vou esclarecer isto pra você.

OEM (Original Equipment Manufacturer) é aquele sistema da família Windows (geralmente Home ou Home Edition) que vem instalado quando você compra um equipamento novo, que é uma parceria que a MS tem com algumas empresa, como HP, LeNovo, DELL, etc; A licença vem impressa (colada como um adesivo) na parte externa do equipamento (Conjunto CPU/Notbook/Notebook);FPP (Full Packaged Product) é aquela que você compra, que vem numa caixa, com CD/DVD original, vendida em lojas de informática e, geralmente, no caso do Windows Seven é Professional/Ultimate.

Dessas duas a OEM é a mais barata, porém, essa “morre” com o equipamento, ou seja, essa licença é destinada exclusivamente para o equipamento novo, que veio instalado o sistema.

No caso da FPP a licença pode ser usada para outro equipamento, bastando ter que ativá-la novamente.

Agora vamos ao “software livre”….

Denomina-se software livre o sistema/software que é baseado na licença GNU/GPL, onde se tem liberdade de executar o programa, para qualquer propósito, ou seja, quem quiser poderá copiá-lo, estudá-lo, alterá-lo, aperfeiçoá-lo e distribuí-lo livremente, até porque se não fosse assim como os fabricantes de outros dispositivos iriam desenvolver os drivers para que seu dispositivo funcione no sistema?

Quando eu disse que “Linux é tão proprietário…” eu pensava nas grandes distribuições, como RedHat, Mandriva, etc pois desconhecia que existia “distrôs” totalmente livres. Mas não fiz essa afirmação com total ignorância, pois estava pensando nos diversos drivers de placa de vídeo, por exemplo, que usam drivers não-livres e em programas que são distribuídos livremente, baixados e instalados via internet pelo “Central de Programas Ubuntu”, só pra citar, boa parte deles são gratuitos, mas não livres, pois não atendem ao critério principal da licença GNU/GPL, a liberdade de estudar, modificar… se o desenvolvedor libera o código-fonte do seu sistema/software, então ele se encaixa nos termos da licença GNU/GPL, do contrário, nem precisa ser um guru pra entender isso.

Quanto ao fato de se adotar software livre num projeto depende muito de cada caso, mas nenhum projetista de sistema seria ignorante, pra não dizer burro, de não planejar, mensurar, analisar cada fator e então verificar a possibilidade de se fazer um projeto que seja adequado ao caso.

O Linux ainda não está maduro o suficiente para que possa chegar à altura do Windows ou MAC OSX. Talvez exatamente por falta de consumo, que estimula o crescimento, que exige investimentos, enfim, é uma reação em cadeia.

Exemplo desse tipo de falta de incentivo é o relato que eu li no site Agni.Art.br, onde cita o relato de “Dave Walker, um líder da comunidade Ubuntu que foi convidado pela Canonical para ir até seu escritório em Londres conferir o novo projeto gráfico. Em um artigo escrito para o site Linux User & Developer, Dave relatou que os designers envolvidos na nova concepção do Ubuntu utilizavam MACs e softwares proprietários na criação do projeto. Disse também que a equipe fez questão de salientar que gostariam de ter utilizado o Ubuntu e suas ferramentas no projeto, mas não tinham a familiaridade necessária para tal”.

A maioria dos servidores usam Linux, grandes empresas sobrevivem usando Linux, porquê cargas d’água uma empresa não pode sobreviver? Porquê, primeiro: não estamos prontos para o Linux; segundo: muita gente gosta, muita gente defende, mas poucos tem coragem de por a cara à tapa; terceiro: ninguém toma iniciativa, pois estamos acostumados à uma certa comodidade e não se mexe em time que está ganhando…

É claro que é sacanagem comparar Gimp com Photoshop, mas mesmo assim tem linuxiita que jura que faz as mesmas coisas no Gimp que faria no Photoshop… não que eu agora esteja do lado do software proprietário, mas só pra dizer que eu não fiz uma comparação e sim uma relação, ou seja, tente fazer algo melhor do que desistir na primeira tentativa, como diria Winston Churchill “O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade”.

Fazer um projeto baseado em software livre é desafio que exige análise, conhecimento, empenho, paixão e sobretudo ousadia.

Quando eu escrevi esse “infeliz, inútil, ridículo” (como alguns “colegas” classificaram) artigo eu estava pensando em pessoas como eu, que adoraria ver minimizado esse câncer chamado pirataria, que dá dinheiro aos bandidos para comercializar drogas e armas que cerceiam a liberdade das pessoas honestas, seja em SP, RJ, Rondônia… se eu escrevi esse artigo, eu fiz por paixão e não para ganhar rank, colocar meu nome em evidência nem pra ser famoso entre a comunidade geek, nerd ou seja lá qual for a classificação em que você se encaixe.

Tudo bem que eu irritei algumas pessoas que dependem dos softwares proprietários para garantir seu dia a dia, mas não fiz com essa intenção, eu estava pensando naqueles que usam softwares piratas com intuito de fazê-los mudar de atitude: ou compre ou use uma alternativa livre.

Mesmo que o cenário do software livre fosse o contrário, ou seja, se 93% dos usuários usassem Linux e somente 7% usassem Windows+MAC mesmo assim essas empresas não entrariam em falência, talvez aumentasse o custo de seus produtos, porém elas mesmas iriam começar a mudar de atitude e tornar seu software competitivo ou adequado à nova realidade.

Agora quanto aos comentários, eu agradeço aqueles que entenderam a mensagem e me “puxaram a orelha”. Aprendi muito, meu conhecimento aumentou, aprendi a lição e, caso eu venha escrever algum artigo técnico eu prometo pesquisar mais, dominar o assunto e só então dissertar sobre ele.

Todos somos passíveis de falhas, vemos todos os dias exemplos de constrangimentos, boatos, erros, gafes cometidas por diversas pessoas em evidência na mídia, porque eu, reles mortal não poderia errar?

Robert Strohmeyer não disse no ano passado que o Linux tinha morrido? Tudo bem que era apenas um truque de marketing, mas porque cargas-dágua ele ia colocar sua integridade profissional em xeque-mate à toa?

Agora quanto aos comentários maldosos, aos “xingamentos”, humilhações que sofri seja no blog, seja no twitter, eu só posso dizer que todo mundo erra e aprendemos com nossos erros. Alguns mal educados deveriam pelo menos ter o bom senso de não ofender uma pessoa sem saber o estrago que isso pode causar pra si mesmo, pois tudo que se diz e se escreve em blogs e redes sociais leva sua assinatura, mesmo que você esconda por trás de um apelido, pseudônimo ou filtros, está associado à você e uma impressão ruim é sempre mais marcante que a que você causa depois, não se pode espalhar um saco de areia ao vento e depois querer juntar todos os grãos novamente.

Sinceramente, eu fiz contato com o pessoal do Profissionais TI com a intenção de excluir o artigo, mas me recomendaram escrever este artigo me retratando e eu fiz isso em respeito ao blog, ao meu ponto de vista e sobretudo àqueles que foram solidários comigo.

Acredito que alguns de vocês me conheçam “virtualmente” e sabem que eu sempre respeitei todo mundo, desde aquele que eu suponho que saiba menos que eu, aquele que eu sei que sabe mais em determinadas áreas que não é a minha praia, quanto aqueles que eu julgo serem superiores à mim e a todos eu respeito igualmente e nunca fui desrespeitados por eles, sempre procurei ajudar as pessoas e nunca pedi nada em troca, mesmo aqueles que normalmente seriam meus concorrentes eu procuro ajudar, tenho mais de 15 anos de experiência em suporte técnico e procuro melhorar sempre, agora só porque seu conhecimento é superior ou porque teve mais oportunidades que os outros não quer dizer que você seja superior ou o dono da verdade.

Minhas sinceras desculpas à equipe do Profissionais TI que me deram oportunidade de escrever, de divulgar minhas idéias. Se em algum momento esse artigo tenha trazido quaisquer transtornos ou efeitos negativos para o blog, e desculpo-me com aqueles que de alguma forma se sentiram lesados com minhas declarações e erros.

Mas continuo com o mesmo pensamento, acho que se mudarmos o homem o mundo será mudado e o foco principal do artigo, que é defender o uso de software livre, será mantido e defendido. Agora se nem todos compartilham a mesma idéia aí são outros quinhentos, cada um é cada um, ponto de vista. Gosto, religião e futebol não se discutem, mas ponto de vista somente os inteligentes ousam confrontar.

Abraços. Viva o Linux!