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Friday, April 6, 2012
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Dilema: O gerente de projetos deve ou não ter conhecimento técnico?

Conversando com colegas em diferentes empresas, perguntei como os gerentes de projetos se envolvem com a solução técnica a ser implementada. As respostas foram: Não e Sim.

Não, pois de acordo com o PMBOK, o PM (Project Manager) não tem tempo para dispender na execução e implantação do projeto. Ele precisa cuidar do contrato, dos prazos e dos eventos, além das vaidades dos personagens do projeto.

Sim, pois conhecendo tecnicamente a solução implantada, ele não será enganado. Conhecerá os prazos, os pontos críticos e complexos, e poderá fazer e cumprir um melhor planejamento.

Mas quando utilizar o conhecimento técnico? A resposta é: Respeite os procedimentos e decisões da sua empresa. Se o PMO decidir que o PM deve dispender tempo no planejamento, eventos, cumprimento das metas e na comunicação com os personagens do projeto, então isso ele deve executar. Mas é tarefa do PM dispor de todas as informações e ferramentas para conseguir esses objetivos, e nesse caso, o conhecimento técnico se torna um diferencial que confere vantagem.

Quando o escritório de projetos é implantado em uma empresa, geralmente encontramos o PM como um líder de equipe, e ele precisa se desdobrar em tarefas administrativas e técnicas. Esse modelo de gestão pode ser uma opção muito econômica, mas é muito comum constatar que, em determinado período do projeto, o PM precisa priorizar tarefas técnicas em detrimento da administração do contrato, pois ele acredita que supervisionando a execução, estará trabalhando nos melhores interesses do projeto.

O gerente de projetos é versátil, mas é também um generalista. Ele pode administrar um projeto de implantação de uma usina de reciclagem de lixo ou a restauração de um quadro, sem nunca saber quais são os materiais e processos envolvidos na execução das tarefas… Até agora.

Conhecer as ferramentas, materiais e processos envolvidos na execução do projeto pode trazer vantagens para o PM, ajudando a planejar melhor e a antever possíveis atrasos no fornecimento de insumos, e não apenas se preocupar com o fornecimento principal. Um erro comum: acompanhar apenas os materiais mais críticos e de maior valor no projeto. Tudo é importante! De que adianta importar uma tinta especial para restaurar quadros antigos, e ignorar o fato que os pincéis feitos de pêlos de unicórnio albino manco não são achados no mercado local?

Mas o PM não precisa se aprofundar nos processos. Ele deve apenas conhecer os meandros e malícias da execução, e não se orgulhar que já planejou tempo extra para a execução. A implantação do projeto é tão importante quanto o planejamento e até a venda em sí, pois o departamento comercial faz a venda e assina o contrato, mas a implantação do projeto é quem reconhece a venda, ou seja, transforma números em dinheiro na conta!

Para o PM, aprender deve ser uma tarefa agradável, e tudo o que ele experimentar nos projetos que administra, será acrescido em sua cultura técnica. Terceirizar preocupações está saindo de moda.

E você? O que pensa disso?

Formado em Gestão de TI - UNIP; Terminando MBA em Gerência de Projetos - UNIP; Gestão de Pessoas - IBMEC; Estudando ITIL e PMP; Colaborador do time de tradução do Linux Ubuntu

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Thursday, January 20, 2011
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Dilema: Quanto devo cobrar pelos meus serviços?

Pronto, agora você já é um profissional no seu ramo de atuação e pode começar a cobrar pelos seus serviços, sejam eles de TI, ou qualquer outra área. Agora vem uma dúvida muito comum, principalmente na área de TI, coisa que sei bem porque vivi isso e ainda convivo com muita gente com esse mesmo dilema: Quanto cobrar pelos meus serviços?

Não há receita de bolo pra isso, mas uma coisa é certa: existem dicas que podem te ajudar a ter uma idéia melhor de como fazer um orçamento, de como começar cobrar pelos seus serviços.

1 – Analise seus gastos: Essa dica parece bem óbvia, mas acreditem, muita gente dá um orçamento sem pensar primeiro no gasto que vai ter. Tudo bem que as vezes você vai trabalhar em casa, com os seus recursos (talvez apenas seu computador), mas estará gastando sua energia, seu tempo, seu hardware, sua conexão. Tudo isso deve ser levado em conta. Pode ter certeza que uma empresa séria leva tudo isso em conta antes de dar um orçamento.

2 – Tenha um salário: Quer trabalhar por conta própria, ganhar dinheiro mas sem pensar em ter salário? Meio contraditório, não? Bom, após ter analisado os gastos, defina um valor que você queira ganhar por hora. Valorize o seu trabalho, afinal, mais importante do que os recursos que irá gastar para completar a tarefa, é o seu conhecimento em como completar a tarefa.

3 – Analise o mercado: Se ainda tiver dúvidas em como cobrar um projeto, analise o mercado, descubra quanto as empresas sérias cobram para fazer o mesmo serviço. Pesquise por outros freelancers, quanto eles estão cobrando e tente não cobrar abaixo disso, pois senão estará prostituindo o mercado.

Um orçamento baixo demais acarreta mais problemas do que um orçamento caro demais. Eis alguns problemas que poderá encontrar caso dê um orçamento muito barato:

Não conseguirá cobrar caro depois: Se você começar cobrando R$100 num tipo de serviço, quando estiver craque e confiante naquilo que faz, pronto para cobrar 5 ou 6 vezes esse valor, você não irá conseguir, pois já será conhecido como “o cara dos R$100?.Empresas sérias não pagam pouco: Se alguma empresa como a Petrobrás precisa de um serviço que você consegue fazer, e o seu orçamento fica muito abaixo dos concorrentes, a empresa irá desconfiar que você é uma pessoa insegura e pode não dar conta do trabalho, portanto, irá te classificar como incapaz. Além de não te contratar, não irá te recomendar.Prostituição do mercado: Cobrando pouco seus clientes irão pensar que o valor do serviço é realmente aquele valor mínimo que você está cobrando, e irão espalhar que o serviço não vale o quanto as empresas e desenvolvedores sérios estão cobrando, e sim quanto você cobra. Um erro, pois dessa forma não será apenas você que será afetado, mas sim toda a comunidade que presta os mesmos serviços que você.

Uma das regras primordias do empreendedorismo é: acredite em seu produto. Se você acha que seu produto vale R$100, o seu cliente irá pensar que vale isso, e não ficará disposto a pagar e nem a valorizar seu serviço mais do que isso. Você deve ser o primeiro a valorizar o que faz. Não se preocupe caso não consiga vender seu serviço por cobrar caro, pois é melhor perder um cliente disposto a pagar R$100 do que mais pra frente ser recusado por um cliente que está disposto a pagar 5 mil reais.

E você, como cobra por seus serviços? Qual sua experiência neste contexto? Deixe seu comentário!

Fonte: ESTILOFACIL.COM – BLOG