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Wednesday, May 16, 2012
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Segurança da Informação: 10 dicas de boas práticas para manter seus dados seguros

Na última semana, a atriz brasileira Carolina Dieckmann teve fotos pessoais roubadas e espalhadas pela internet. Para não ter problemas similares, abaixo relacionamos algumas dicas (básicas) para proteger seus dados.

1 – Sempre armazene seus dados em um disco externo (preferencialmente com opção de criptografia). Desta forma, quando for levar o equipamento para conserto, você só levará o computador e seus dados estarão seguros em sua casa.

2 - Nunca forneça a sua senha ao pessoal da assistência técnica. Caso seja necessário, crie um usuário temporário em seu sistema para que o técnico possa utilizar.

3 – Utilize um bom anti-virus e antispyware/malware. Eles ajudam bastante caso a tentativa de obter seus dados seja feita através de uma execução remota, ou seja, pela internet.

4 – Utilize criptografia nos diretórios onde há informações sensíveis.

5 – Escolha senhas fortes, com 8 ou mais caracteres; o ideal é que tenham no mínimo 14 caracteres. Combine letras, números e símbolos. Quanto maior a variedade de caracteres da senha, mais difícil será adivinhá-la.

6 – Troque sua senha em 45 dias/60 dias

7 - Somente acesse endereços de sites confiáveis, verificando se o link demonstrado é realmente o link que o endereço está sendo apontado. Ao entrar no site, verifique se todos os links funcionam corretamente. Muitos fraudadores lançam mão de páginas reais para fazer uma cópia, e nestas páginas clonadas a maior parte dos links não funciona.

8 - Remova e-mails que chegam para você com propagandas não solicitadas, de modo a evitar alguma possível contaminação da sua máquina por vírus.

9 - Quando for comprar pela internet, escolha lojas que você conheça, que tanto o ambiente físico quanto no virtual apresentam o mesmo nível de qualidade. Quando for finalizar a compra, verifique se existe um cadeado no rodapé da página. Clique nesse cadeado para verificar a existência de um certificado digital válido. Esse certificado indica que a empresa onde você está fazendo a compra está seguindo os preceitos legais da internet no Brasil para compras online

10 - Certifique-se de que está trabalhando em um ambiente seguro sempre que for inserir informações do seu cartão de crédito ou dados de cunho pessoal, como CPF. Empresas de certificação digital possuem bandeiras disponíveis em links na página da compra. O consumidor deve clicar nesses links para verificar se estão abrindo corretamente. Assim, é possível ter mais garantia de que as informações que você disponibilizou serão protegidas e não serão utilizadas por outras pessoas

por Tiago Vilas, especialista em Segurança da Informação da empresa Módulo

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Friday, April 6, 2012
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Segurança da Informação: melhores práticas de backup

O Backup é uma parte crítica e muito importante para os departamentos de TI das empresas. Este serviço é uma rotina constante que é executada no background, ou seja, quase ninguém fica sabendo que existe (ou que é executado).

Um bom plano de backup minimiza o downtime (tempo de indisponibilidade do serviço ou sistema), minimiza a sobrecarga e diminui a ocorrência de perda de dados.

Uma das boas práticas é fazer o backup para a sua nuvem. Muitas organizações hoje em dia já possuem sua nuvem, seja ela uma “nuvem própria” ou serviço disponibilizado por alguma outra empresa. A idéia principal é realizar o backup em um local seguro e assim eles estarão disponíveis assim que você precisar.

Para que isto seja possível, será necessário um sistema de backup capaz de replicar os dados para a sua nuvem. É importante neste caso, fazer a replicação de modo assincrono, fazendo com que a utilização da banda seja o menos possível.

Realize os backups externos mais facilmente. Uma solução de backup que replica de forma automática e envia diretamente para a sua nuvem irá te ajudar a proteger o seu backup de forma que se torne altamente disponível, tolerante à falhas e altamente escalável – tudo com menos esforço e risco para você.

Recupere mais rápido que puder. Normalmente, as áreas de TI das organizações dão mais foco nas rotinas de backup, configurando e verificando as pastas de rede que deverão ser copiadas, quantas fitas as rotinas consomem, criação de rotinas diárias diferenciais, mensais full, qual a sequência das fitas e etc.

Na verdade, a parte do backup mais importante não é o backup em si, mas sim a recuperação do que foi feito o backup. De nada adiantaria realizar o backup se não conseguíssemos recuperar aquilo que foi feito no backup. É na recuperação do backup que se justifica o investimento feito.

Sempre que possível, de tempos em tempos verifique aleatoriamente as condições de recuperação de um arquivo qualquer do backup, além de realizar testes, te dará uma estimativa de quanto tempo demora para recuperar determinado arquivo, isto também assegurará ou minimizará o risco de alguma fita estar estragada e te deixar na mão na hora H. E ainda, se houver algum plano para agilizar esta recuperação, será bem-vindo.

Quando ocorre uma situação em que é necessária a recuperação, a mesma precisa ser realizada já, agora, se possível instantaneamente. Se necessário, escale os serviços ou pastas da rede por ordem de uso e/ou criticidade, e recupere-os primeiro. Assim, os usuários terão os documentos/serviços mais críticos recuperados primeiro e depois os arquivos menos importantes.

Tenha sempre um servidor reserva, seja ele virtual ou físico. Nunca se sabe quando acontecerá o próximo system crash ou algum defeito físico. Prepare uma imagem do sistema operacional e faça clones. No caso da virtualização, quando um desastre ocorre, basta que o servidor virtual seja refeito novamente (à partir de uma imagem ou clone). Já o servidor físico, é necessário ter peças reservas ou reativar aquele servidor antigo mas que ainda funciona, enfim, antecipe-se e deixe tudo pronto em caso de emergência.

RECUPERE! Não importa onde e não importa como. A sua solução de backup deve te dar este suporte, para que a recuperação seja feita em algum servidor (virtual ou físico) diferente ou localizado em uma rede diferente e distante. Isto dará a possibilidade de realizar migrações mais facilmente e com risco minimizado de perda de dados, e a liberdade de realizar testes em máquinas diferentes. Assim, em uma situação real, você não estará “preso” à um determinado sistema que só poderá rodar em um determinado servidor.

Reduza, sempre que possível, o tamanho do seu backup retirando arquivos duplicados. Enquanto os usuários criam documentos e salvam na rede, o backup vai ficando cada vez maior. Além disto, devemos estar atentos à possibilidade de estar realizando backup de algo que já foi feito anteriormente e que não houve alterações, criando backups duplicados. Há soluções de backups que avisam e gerenciam isto, evitando a realização de backups duplicados.

Agora, não somente dados mas também aplicações. Há soluções de backup que também realizam o backup de aplicações. Enquanto isto, o clone do sistema operacional ou o “Shadow copy” existente em alguns sistemas de backup podem salvar sua pele em uma situação crítica.

Elimine sua janela de backup. Por que esperar a próxima rotina de backup executar para assegurar que os dados da sua organização foram realmente copiados? E se, por exemplo, o banco de dados monstruoso daquela aplicação se corromper entre uma rotina e outra? Muitas empresas operam em 24X7X365, e nesta situação temos usuários constantemente alterando arquivos da rede ou criando novos arquivos. Através das rotinas de backup contínuas, dia e noite, fará com que seu sistema de backup salve dados continuamente, se algo der errado com certeza terá o último backup mais atual possível.

Estas foram algumas boas práticas de backup que, seguramente, poderá te devolver noites tranquilas de sono. Algumas práticas podem parecer estranhas ou inaceitáveis, mas no mundo de hoje a informação é sagrada!

Se você tem alguma crítica, comentário, sugestão ou até elogio, fique a vontade, será muito bem-vinda!

Obrigado.

Sou profissional na área de TI há mais de 10 anos. Pós-graduado em Gerenciamento de TI. Possuo certificação ITIL V3. Pratico surf e corridas de rua. Sou cozinheiro aos finais de semana e churrasqueiro oficial de minha família. Sou casado.

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Friday, February 18, 2011
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Sem boas práticas de engenharia não há agilidade

Saudações a todos!!!

O objetivo deste artigo é demonstrar que algumas práticas de engenharia (como um bom design de domínio, refactoring e TDD) são peças fundamentais para que possamos colher os benefícios das metodologias ágeis. Vamos começar voltando um pouco no tempo e explicar como era o mundo antes das práticas ágeis:

Crise do Software

A “crise do software” foi um termo cunhado para descrever as dificuldades enfrentadas no desenvolvimento de software no fim da década de 60. A complexidade dos problemas, a ausência de técnicas bem estabelecidas e a crescente demanda por novas aplicações começavam a se tornar um problema sério. Foi nessa época, mais precisamente em 1968, que ocorreu a Conferência da OTAN sobre Engenharia de Software (NATO Software Engineering Conference) em Garmisch, Alemanha. O principal objetivo dessa reunião era estabelecer práticas mais maduras para o processo de desenvolvimento, por essa razão o encontro é considerado hoje como o nascimento da disciplina de Engenharia de Software.

NATO Software Engineering Conference 1968

Duas décadas depois, em 1986, Alfred Spector, presidente da Transarc Corporation, foi co-autor de um artigo comparando a construção de pontes ao desenvolvimento de software. Sua premissa era de que as pontes normalmente eram construídas no tempo planejado, no orçamento, e nunca caiam. Na contramão, os softwares nunca ficavam prontos dentro do prazo e do orçamento, e, além disso, quase sempre apresentavam problemas.

Custo das mudanças

Uma das consequências de tentarmos igualar metodologias de desenvolvimento de software a metodologias de engenharia tradicionais (como construção civil) é a visão de que o custo de modificar o programa aumenta exponencialmente ao longo do tempo, conforme gráfico abaixo:

Acolhendo as mudanças

A partir da metade dos anos 90 começaram a surgir discussões sobre se a forma faseada acima (cascata), como ocorre na construção civil era realmente o melhor modelo para o desenvolvimento de software???? As metodologias ágeis de desenvolvimento surgiram exatamente para permitir maior flexibilidade no processo de desenvolvimento de sistemas e minimizar o custo de mudanças ao longo dos projetos, fazendo com que o gráfico acima fique mais próximo do apresentado abaixo:

Mas afinal de contas, como isto é possível? Como podemos adicionar mudanças ao software sem implicar em altos custos para o mesmo? A reposta a esta pergunta é o título do artigo: Aplicando boas práticas de engenharia!

Muitos times adotam Scrum, mas deixam de lado as boas práticas de engenharia que são necessárias para que seja possível acolher as mudanças ao longo do projeto como pregam as metodologias ágeis. Este tipo de problema já foi discutido por Martin Fowler e James Shore . E meu objetivo com este post é despertar estes times para o estudo de práticas de engenharia como refatoração, boas práticas de design de domínio e TDD .

Se você usa scrum, mas não utiliza estas práticas, sugiro que comece com urgência a estudar estes assuntos.

Um bom caminho para iniciar são os 3 livros abaixo:

Fonte: Blog Ricardo Fernandes Luiz