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Saturday, August 13, 2011
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Ninguém nasce competente

Competência, segundo o dicionário informal, é a capacidade de mobilizar conhecimentos, valores e decisões para agir de modo pertinente numa determinada situação. A competência de um profissional é formada com o tempo, não existem atalhos. Todo profissional deve decidir como aplicar o seu tempo hoje para colher louros no futuro.

Na empresa onde trabalho atualmente, por exemplo, para um profissional participar de um projeto web terá de conhecer: HTML, Web Standards, CSS, Tableless, Java Script, Java Script não-obstrutivo, C#, TDD, Web Forms ou MVC, EF ou NHibernate e POO dentre outras coisas. Não há como obter todo esse conhecimento da noite para o dia. Qualquer pessoa que deseja atuar na área de desenvolvimento deve investir seu tempo (e possivelmente seu dinheiro) na obtenção de conhecimento.

Apesar de não ser mandatório, percebemos alguns passos comuns na jornada da competência, vejam:

Inicialmente, o profissional sabe uma única forma de executar uma determinada tarefa. Geralmente, essa forma consiste em aplicar uma tecnologia.Após algum estudo, o profissional já conhece outras formas de executar uma mesma tarefa. Está apto a usar algumas tecnologias e até arrisca criar as suas. Ele também evolui na forma de aplicar a tecnologia, tomando alguns cuidados básicos que suas experiências anteriores lhe ensinaram.Avançando um pouco no tempo, o profissional não só sabe várias formas de executar uma mesma tarefa, mas também avaliar qual é a melhor forma para o contexto em questão, ou seja, ele possui discernimento para tomar decisões.Um profissional maduro sabe a real motivação por trás de cada ação envolvida no desenvolvimento de uma atividade, ou seja, ele não faz nada por fazer.

Qualquer profissional terá que trilhar um caminho de aprendizado longo até tornar-se competente. É importante frisar que o investimento do tempo deve se basear em qualidade, não em quantidade. Passar cinco anos exercendo as mesmas atividades, sem encarar desafios e novas experiências é subutilizar seu tempo e sua capacidade intelectual.

Cada profissional deve trilhar seu caminho na busca pela competência, mas existem alguns meios comuns que observamos ajudar na formação dos profissionais, são eles:

É um investimento de longo prazo. Demanda tempo, dinheiro e muita dedicação.

As faculdades tentam inserir o aluno em um ambiente de conhecimento, onde ele não só ficará imerso em disciplinas importantes da nossa área, mas também terá um mar de oportunidades, basta saber aproveitá-las.

O maior benefício da graduação, em minha opinião, está em toda a experiência que ela proporciona. Interagimos não só com os colegas de classe, mas também com professores e profissionais da área que estão inseridos de alguma forma no meio acadêmico.

Sou averso ao mercado de certificações, mas não nego sua utilidade como meio de obtenção de conhecimento.

Estudar para uma prova de certificação pode ser um bom guia para aprender uma tecnologia ou processo. Algumas certificações não exigem curso, sendo necessário apenas realizar um exame que ateste o conhecimento do candidato.

As provas da Microsoft, por exemplo, dividem-se em provas técnicas e profissionais. As provas técnicas atestam se o candidato domina uma determinada tecnologia, já as profissionais, testam a capacidade de decisão do candidato, verificando se ele sabe qual tecnologia é melhor em cada situação.

O conhecimento, sem aplicação prática, pode ser prejudicial em nossa área. Participar de projetos reais é uma ótima maneira de testar suas habilidades e adquirir experiência.

Projetos que tenham membros mais experientes possibilitam uma ótima troca. Além do próprio mercado de trabalho, podemos encontrar vários projetos no mundo Open Source, com código de alta qualidade construído por pessoas muito competentes.

Construir um projeto pessoal também é uma forma válida de aplicação do conhecimento, mas devemos ter cuidado, pois o maior mérito de um profissional é saber trabalhar em equipe.

É importante lembrar que nenhum dos meios apresentados aqui, por si só, atestam competência. A competência é construída com a junção de várias experiências, não apenas uma.

Enfim, acredito que nossa competência é montada com base em decisões de longo prazo. Aprender todo o necessário para ser um bom profissional exige tempo, dedicação e muita disciplina.

Valorize o seu tempo e use-o da melhor forma.

Artigo originalmente publicado em heroisdati.

Saturday, February 19, 2011
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Porque software proprietário não é bom pra ninguém

Com essa onda anti-pirataria, quem tem perna de pau e um tapa-olho que se cuide.

Mas daí vem aquela pergunta: “Como usar um sistema operacional sem ter que pagar por ele?”

É claro que logo vem os xiitas de plantão dizer que a melhor opção é o Linux, que é gratuíto, atualiza normalmente, é seguro, é rápido, mas vale a pena deixar de lado todo um processo de adaptação dos sistemas da Microsoft para uma nova (quase sempre confusa) realidade?

Minha resposta é: Sim, vale!!!

Tanto Windows, MAC e Linux são proprietários, a diferença entre eles é que no Windows e no MAC o sistema está “atrelado” ao equipamento.

Software proprietário não é bom pra ninguém porque pra quem não sabe, a licença de sistema operacional morre com o equipamento. Se acontece um desastre do usuário ter que trocar o equipamento ou o mesmo é roubado, a sua licença não servirá para o novo equipamento.

Ah, mas isto não é novidade, não é? Mas quem pensa nessa possibilidade?

Órgãos públicos vivem na ilegalidade, pelo menos os que eu conheço. Os equipamentos rodam o famoso “XP” pirateado e há uma certa resistência em mudar essa realidade porque as pessoas parecem que tem preguiça de aprender, não querem se readaptar – embora o custo seja bem menor.

Outro dia um desses defensores de software proprietário me questionou se eu estava preparado para suportar a pressão no caso de uma mudança drástica de sistema operacional e migrar tudo para linux. Sim, se as pessoas se empenharem em aprender  (porque o maior entrave que eu vejo é no desejo pessoal de cada um) e quiserem realmente mudar. Onde está o espírito aventureiro?

Quando se opta pelo software proprietário o investimento para tornar legal 150 computadores fica dispendioso para uma empresa (ou órgão público), pois deve-se prever que a tecnologia melhora a cada dia, cada vez mais recursos são exigidos pelos sistemas e dispor de um capital comprar uma licença para em curto prazo ter que emigrar recursos para um novo sistema me parece um custo não muito econômico.

Tudo bem, o Windows XP tem suporte quase-garantido até 2014… o tempo passa muito rápido.

Alguns perguntam: Quem precisa de atualizar o XP? Todos! HTML5, CSS3 são uma realidade, ficar alheio às redes sociais é atirar no próprio pé… o XP vai conseguir sobreviver à essa realidade? É claro que não!

Como quem não quer nada, a Microsoft vai tornando a transposição do XP para Seven automaticamente. O Windows Live Messenger e o Explorer 9 são os maiores exemplos disso.

Apesar de muitas opções de navegadores, como Mozilla Firefox e Google Chrome, mesmo que surjam alternativas ao Windows Live Messenger, como é o caso do Emesene, é impossível ignorar as recentes inovações que vem surgindo.  De acordo com a MicroSoft  o Internet Explorer 9 necessita sistemas operacionais mais atualizados, pois exige novas tecnologias, como a aceleração por hardware, deixando o Windows XP de fora.

Por trás dessa “chantagem digital” há um marketing para alavancar as vendas do Windows 7 e tentar minimizar o rastro que a pirataria deixou com a geração XP, pois o novo sistema de autenticação do Seven, o WAT, é mais eficiente. A cada 90 dias o WAT automaticamente checa a autenticidade do sistema, ou seja, uma hora ou outra o Seven pirata será descoberto, dando dor de cabeça ao usuário.

É claro que isso não significa que o sistema WAT seja anti-pirataria, mas pelo menos aquele usuário que não sabe o que está sendo atualizado (que não tenha conhecimento técnico ou que não presta atenção nos detalhes) fatalmente será bloqueado.

O quê ficaria mais dispendioso para a empresa? Ter um sistema operacional que necessita ser autenticado e que em caso de uma troca de equipamentos tenha que adquirir uma nova licença ou usar um sistema operacional que é constantemente atualizado sem prejuízos, que pode ser transferido para outro equipamento sem custo adicional?

Gente se adapta! Equipamento se troca!

E para o usuário comum são as mesmas regras: se quiser aproveitar o que há de novo, melhor e eficiente sem ter que arcar com o “peso” de uma licença, o Linux é a melhor opção, pois mesmo sendo um sistema também proprietário pode ser livremente atualizado, customizado e adequado à sua nova realidade.

Seja Windows, Linux ou MAC, entre todos estes a opção mais lucrativa é o Linux, com certeza.

Abraços

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