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Wednesday, September 14, 2011
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Opinião sobre regulamentação no setor de TI

 


Hoje estava olhando uns artigos no PTI, e por acaso encontrei esse aqui. Resolvi então escrever esse artigo para demonstrar minha opinião em relação ao assunto.


Em primeiro lugar, eu sou a favor da regulamentação do setor de TI. Mas não quero que pensem que essa é a verdade absoluta, estou apenas expondo meu ponto de vista e é necessário que existam pessoas que não pensem igual a mim.


Vamos analisar o que mudaria com a regulamentação:

Para exercer a profissão será necessário diploma de nível superior na área;Haverá um piso salarial;Direito de greves em todo o Brasil;O dinheiro que você paga pro “sindicato” realmente iria para um sindicato da área.

Basicamente são essas as mudanças que ocorreriam caso a área de TI fosse regulamentada. No artigo citado acima, o autor destaca que numa crise de profissionais da área de TI o governo deveria criar medidas que incentivassem a ida de profissionais para esta área ao invés de dificultar a ida deles. Eu concordo em parte, porém, a área de TI não está precisando de profissionais. É isso mesmo, a área de TI está precisando de profissionais qualificados, o que não é a mesma coisa que qualquer profissional.


Pessoas para preencher cargos existem aos montes, mas as empresas não precisam delas, precisam de pessoas que realmente resolvem problemas, que gerem lucro e evitam dores de cabeça. Esse tipo de profissional é que está difícil de ser encontrado, e quando a empresa da área de TI decide apostar em um funcionário sem qualificação, na maioria das vezes isso representa prejuízo. Daí a necessidade de obrigar os profissionais a se formarem.


Uma vez estava discutindo com um professor da faculdade sobre a existência de “sobrinhos” em todas as áreas. Existem sobrinhos na engenharia, medicina, odontologia e por aí vai. Então meu professor me disse o seguinte: Imagina uma construção de um prédio, ele está com o prazo em atraso, o que você como gerente faria? Bastava contratar mais profissionais do ramo de construção civil e pronto, você conseguia completar o projeto a tempo. Mas e se um software está atrasado? Será que contratar mais programadores resolve o problema?


Pode não parecer e infelizmente isso ainda não é reconhecido no Brasil, mas projetos de TI são mais complexos do que projetos de engenharia civil, por isso, na área de TI o que importa não é quantidade, e sim qualidade. O Brasil não está carente de 70 mil profissionais, está carente de 70 mil profissionais qualificados de TI especializados no que fazem.


Fonte: EstiloFacil.com

Friday, July 29, 2011
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Regulamentação do Profissional de TI

Há mais de 30 anos tramitam no Congresso Nacional, diversos projetos visando à regulamentação das profissões de TI, mas apesar do grande volume de projetos, não existe ainda um consenso, muitos são contras e muitos outros são a favor.

O site Vida de Suporte fez a seguinte enquete: Você é a favor da regulamentação das profissões de TI? E mais de 80% dos votos mostram que as pessoas são favoráveis a regulamentação da profissão.

Vejamos alguns pontos que devem ser debatidos:

A SBC (Sociedade Brasileira de Computação) posiciona-se CONTRA o estabelecimento de uma reserva de mercado de trabalho, geralmente instituída pela criação de um conselho de profissão em moldes tradicionais (como CRM, CRC, CREA), pois pode levar a uma indevida valorização da posse de um diploma em detrimento da posse do conhecimento, pois muitos dos profissionais de TI não têm curso superior na área (análise de sistemas, ciência da computação, processamento de dados ou engenharia de software) e com isso não teriam méritos para estar na função.

Todos os projetos de regulamentação fixam um prazo de experiência mínima (cinco anos, em vários casos) para permitir que estes profissionais continuem na profissão após a entrada em vigor da nova lei. Mas questiona-se: e os outros profissionais? Para onde vão? Serão demitidos? Sem contar que existem no Brasil várias empresas onde praticamente todos os profissionais não se enquadram neste perfil, neste caso o que iria acontecer? Terão que fechar as portas?

Mas existe sim a necessidade de uma regulamentação da profissão, pois as mais diversas profissões estão sendo regulamentas, como a de sommelier que foi regulamenta recentemente. A própria SBC é a favor da regulamentação desde que se observem os seguintes pontos:

O exercício da profissão de Informática deve ser livre e independente de diploma ou comprovação de educação formal;Nenhum conselho de profissão pode criar qualquer impedimento ou restrição ao princípio acima;

Segundo o Analista Osmar Antônio D. Junior, “Nossa profissão de Analista de Sistemas está no descaso, o que vem prejudicando a muitos como eu e outros que estudamos e trabalhamos todos os dias sem o reconhecimento merecido. O que reinvidicamos é a regulamentação da profissão, que no mundo corporativo é o carro chefe no controle e disponibilização das informações da empresa, pois neste mundo o trabalho fica inviável sem informações mineradas e bem organizadas. O fato é que alguns colegas não perceberam que a reserva de mercado é feita pela seleção natural onde os bons são acolhidos e os maus profissionais ficam na repescagem, deixados à margem. Diante do exposto o que queremos é que o mercado naturalmente procure profissionais com registro em conselhos, capacitados, com formação acadêmica, com ética. E quanto aos prodígios serão naturalmente selecionados pelo seu talento e genialidade. Hoje podemos ter um cargo de auxiliar administrativo, técnico em eletrônica, e outros exercendo funções de programador ou analista. Onde está o valor do conhecimento acadêmico, horas e horas de estudo de prática?”

O curso superior é sim um diferencial e o próprio mercado define a necessidade de curso superior ou não, o que se deve buscar com a regulamentação é criar um conselho com a finalidade de definir e manter um Código de Ética e aplicá-lo no setor de Informática, visando a proteção da sociedade e a defesa dos profissionais. Mas obrigar todo profissional de TI a ter nível superior na área, não é um caminho que se deve buscar, pois muitas das inovações que vemos na área são desenvolvidas por pessoas sem nível superior, mas com alto grau de conhecimento da área.

Segundo estimativa do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd), há cerca de 600 mil profissionais de tecnologia no país, e este número não deve parar de crescer.

E você é a favor ou contra a regulamentação? Deixe sua opinião.