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Saturday, May 5, 2012
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Gestão com Pessoas: Liderança Perfeita (final)

Leia antes: Parte 1 e Parte 2

Um líder deve ter equilíbrio em suas orientações e chegar a esse ponto requer disciplina.  Não se obtém excelência em gestão sem erros e acertos de rotas no decorrer dos anos.  As competências que fazem uma liderança perfeita são obtidas e desenvolvidas ao longo da trajetória profissional e não há como fazer download delas de uma página da internet (infelizmente!).

Já me cobrei por demais pelos erros que cometi, e quando me encontro com lideres mais experientes, eu descubro que muitos deles se cobram até hoje por decisões do passado.  E vejam que muitas das decisões foram acertadas, mas não menos “pesadas” de serem tomadas.  E foi assim que comecei a enxergar os meus erros com um pouco mais de complacência comigo mesmo. Porém, não significa que parei de buscar as competências necessárias para uma liderança perfeita.  Se eu chegarei lá é outra questão.

Então o que buscar? Abaixo fiz uma lista que considero importante e que busco desenvolver:

a)  Autocontrole – reações controladas, não se deixar levar por impulsos, procurando analisar e compreender as motivações de seus liderados, evitando irritações prematuras.

b)  Compreensão de outrem – compreender os problemas de cada integrante do grupo e com imparcialidade, pesar as qualidades e os defeitos, dando as primeiras o devido valor e tratando os defeitos com ações adequadas (se realmente são defeitos).

c)  Procura de unanimidade – alertar a equipe dos problemas que surgem, e dar a oportunidade de discutir francamente os fatos, provocando a participação individual dos membros. E com essa situação, cria-se um ambiente de cooperação.  Muitas vezes, porém, não há como fazer isso, nesse caso, comunique de forma clara, com objetividade e transparência.

d)  Respeito – O grupo decide tacitamente como quer ser tratado, desde que com dignidade. “Respeite para ser respeitado”. A recíproca é verdadeira. O dirigente do grupo tem uma importância fundamental no ambiente de trabalho. Suas atitudes são refletidas em seus liderados, ocasionando o espírito de imitação. Os psicanalistas dizem que os liderados identificam-se com os seus líderes.

e)  Enfrentar as tensões e conflitos – Vivemos em um mundo conturbado, onde as tensões e conflitos surgem a todo instante.  Em meio às tensões devemos estabelecer uma maneira de convivência. Cabe ao líder analisar os conflitos e dar uma solução, num clima de franqueza e compreensão mútua.

f)  Conhecer seus liderados – líderes são chamados para servir e devem procurar as melhores oportunidades para promover o bem-estar e o progresso do grupo.

g)  Mansidão – em nossa cultura temos a tendência de pensarmos que ser gentil, humilde ou manso são sinônimos de fraqueza. Mas essas qualidades podem, na verdade, indicar mais força de caráter e autocontrole do que a “força” que impulsiona alguns a açoitar verbalmente seus liderados ou discutir com demasiada agressividade.

h)  Verdade e amor – Não basta dizer a verdade, é muito importante à forma como dizemos, nossas palavras devem ser cheias de amor, compaixão e delicadeza. A verdade, às vezes, machuca e nem sempre temos como impedir isso.

i)   Obtenção de cooperação – Existem quatro (4) formas de se conseguir essa cooperação:

Reconhecendo o esforço – estamos cônscios de que um elogio valoriza a pessoa e isso gera o desejo de melhorar ainda mais.Compreensão – O tratamento com paciência pelo líder, em ocasiões em que a produtividade cai por algum motivo pessoal, é levado em compreensão, faz com que haja no futuro uma compensação em termos de rendimento.Tratamento cortes – Toda a pessoa gosta de ser bem tratada e retribuirá, tanto em reciprocidade, como a outras pessoas.Sentimento de importância – O desejo de ser importante está entre os mais poderosos desejos do homem. A estima e o reconhecimento dos que julgam serem seus valores é um desejo do indivíduo.

Fiquem a vontade de acrescentarem mais competências. Vamos aprender juntos como sermos lideres melhores?!

Bibliografia:
Gabi, Wagner – “Relações Públicas e Humanas para Líderes Cristãos” – Editora CPAD.
Youssef, Michael – “O Estilo de Liderança de Jesus” – Editora Betânia
Dusilek, Nancy G. – “Liderança Cristã” – 5ª. Edição – editora JUERP
Covey, Stephen R. – “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes” – 30ª. Edição – FranklinCovey
Armstrong, David – “A gerência através de histórias” – Editora Campus

Profissional com mais de 20 anos na área de Tecnologia da Informação. Graduada em Processamento de Dados e Pós-graduada em Gestão Empresarial.

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Friday, April 6, 2012
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Gestão com Pessoas: Liderança Perfeita (Parte I)

Quando converso com colegas, de diversas áreas de atuação, sempre surgem questões como: “… meu chefe não sabe o que eu faço…”, “… nunca recebo uma palavra de apoio do meu supervisor…”, “… se faço tudo certo, não fiz mais do que a minha obrigação, se faço algo errado o meu gerente não perdoa…”, etc. Então assim como eu, você deve estar se perguntando: – Existe liderança perfeita?

O volume de livros que leio sobre o tema liderança e como eles ganharam força nos últimos anos me levaram a crer que existe um modelo de liderança perfeito, mas alcança-lo não é uma tarefa fácil.  Augusto Cury, James C. Hunter, Peter Drucker, Tom Peters e muitos outros, exploraram de maneira explicita ou implícita o estilo de liderança de Jesus.  Ouso explorar mais uma vez esse modelo com reflexões, da minha experiência corporativa e observações pessoais, sobre algumas competências importantes.

Primeiro não basta o título de líder para que o grupo venha a obedecer automaticamente a todas as ordens recebidas pela pessoa que assumiu ao cargo. Faz-se necessário uma gama de competências para que o líder possa efetivamente liderar uma equipe.  E esta começa pela influência, sem dúvida um líder não necessariamente é o chefe, o gerente ou o supervisor, mas aquele que consegue agregar todo o grupo de maneira natural e convergi-los a uma direção.  Pessoas dotadas de influência usam a razão e o raciocínio lógico, para produzir convicção no grupo.

O poder de mando envolve fatores espirituais, educacionais, intelectuais e psicológicos, dentre outros.  Sabe-se também que um dirigente insensível pode não só aniquilar a iniciativa e o espírito de cooperação no ambiente de trabalho, como também influir na felicidade da vida familiar do subordinado.  Uma das missões da liderança deve ser eliminar tensões e atritos dentro da organização, e de ajudar a criação de um ambiente de respeito e de cooperação.

Então vamos definir o que você quer ser, pois como líder imperfeito que somos, por mais que busquemos a melhor forma de liderar, cometeremos erros e nesse momento precisamos mostrar que temos força.  A força vem de reconhecermos que erramos e em pedir desculpas de maneira sincera, pois só assim se constrói uma relação de confiança.  É imprescindível que um líder tenha um senso profundo de segurança quanto aos princípios e valores que o regem, além de ter um espírito de respeito mutuo para com os seus liderados.  Se você não está pronto a reconhecer seus erros então repense seu papel como líder.

Outra competência interessante é a empatia, que está em colocar-se no lugar do outro, assim você saberá o que dizer ou fazer, mas uma vez eu digo que não é fácil agir assim.  Eu sempre gosto de pessoas sinceras e transparentes, que dizem o que pensam logo de cara.  Mas ouvir algo tão direto nem sempre é fácil.  Geralmente quando vem de uma pessoa que você confia ou ainda se essa pessoa já passou pela mesma situação que você, é mais fácil de aceitar.  Mas se vem de alguém que você não admira e respeita é mais difícil de “digerir”.

Na rotina de qualquer líder há conflitos de ideias, a empatia é uma das formas de buscar a convergência de ideias.  E mesmo com toda boa intenção da liderança ainda assim, os problemas de comunicação no processo afetarão a relação.  Romper a barreira levantada no meio da relação é um desafio.  Se informar, aplicar, errar, corrigir, estudar e avançar passo a passo no estabelecimento de uma ponte de confiança é um processo lento, mas deve ser construída como a base da tão sonhada liderança perfeita.

Deixo uma frase do Samuel Johnson para reflexão: “Não pode haver amizade sem confiança, nem confiança sem integridade.“1

Bibliografia:
1 Covey, Stephen R. – “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes” – 30ª. Edição – FranklinCovey
Armstrong, David – “A gerência através de histórias” – Editora Campus
Gabi,Wagner – “Relações Públicas e Humanas para Líderes Cristãos” – Editora CPAD.
Youssef, Michael – “O Estilo de Liderança de Jesus” – Editora Betânia
Dusilek, Nancy G. – “Liderança Cristã” – 5ª. Edição – editora JUERP

Profissional com mais de 20 anos na área de Tecnologia da Informação. Graduada em Processamento de Dados e Pós-graduada em Gestão Empresarial.

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