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Saturday, March 3, 2012
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Já pensou em ser professor? Sabe o que é necessário para lecionar?

Se você é um profissional experiente em alguma ferramenta, processo ou habilidade, e se sente seguro no que faz, então você é elegível para lecionar, ou seja, ser um professor.

Você pode lecionar aulas em cursos livres, ensino médio, ensino técnico, graduação e até pós-graduação.

Para lecionar no ensino médio e técnico, basta ter graduação, ou seja, bacharelado, licenciatura ou tecnólogo.

Para lecionar na graduação, precisa, além da própria graduação, o título de pós-graduação, MBA ou mestrado e doutorado, dependendo da universidade, e se ela é pública ou particular. Você pode concorrer a uma vaga de professor substituto em universidades públicas, apenas graduado ou pós-graduado (também chamado de especialização).

Após a graduação, você pode ainda fazer um curso para habilitá-lo para a docência superior, que em média dura 6 meses.

No Brasil ainda existe confusão sobre o título de mestrado. Alguns acreditam que trata-se de um título que apenas habilita o portador a lecionar, mas atualmente existe mestrado acadêmico e mestrado profissional. Ambos são muito parecidos e a apresentação de monografia é obrigatória.

Enquanto a pós-graduação, cursos de aperfeiçoamento ou especialização e MBA são do tipo lato sensu (sentido amplo) e são mais voltados para o mercado corporativo, o mestrado e doutorado, do tipo stricto sensu (sentido estrito), são voltados para a formação, pesquisa científica e para o mercado acadêmico.

As formações lato sensu e strictu sensu determinam os valores pagos para quem leciona em faculdades e universidades.

De nada adianta ser um especialista e possuir uma formação lato ou strictu sensu se não existe talento para ensinar, ou seja, se não existe a paciência e habilidades pedagógicas essenciais para a prática da docência.

Agora vamos falar sobre a remuneração… Infelizmente, os salários pagos a qualquer tipo de professor no Brasil são baixos e desvalorizados. Os valores são pagos em hora/aula e hora/atividade, que correspondem também às horas utilizadas em preparação e pesquisa.

Para referência (espero não ser processado), o valor médio pago a um professor em universidade particular está em torno de R$22,00 a hora/aula, também chamada de hora/relógio, e representa 50 minutos + 10 minutos de descanso. É um valor bem baixo, eu sei ! Se comparado a aulinhas de inglês que pagam bem mais do que isso…

Um professor substituto, apenas com graduação, pode concorrer a uma vaga na USP com um salário de R$1.076,00 e lecionar 40 horas por semana!!! Eu sei, é bem baixo… quase impraticável ! Mesmo para um professor com doutorado ganhando R$5.500,00 na mesma universidade.

Mas em momento nenhum eu disse que o professor deveria se dedicar à docência em tempo integral. Sou de uma família de professores e o que mais ouvi na vida foram lamentações. O que eu estou tentando transmitir a vocês é que existem inúmeros profissionais trabalhando no mercado corporativo, bastante especializados em suas áreas, com ótimo relacionamento interpessoal e habilidades didáticas, que poderiam defender um troco lecionando em faculdades particulares, 1, 2 ou 3 noites por semana, podendo melhorar seu networking, aumentando sua visibilidade e empregabilidade.

Esqueçam os boatos, procurem se informar diretamente nas instituições de ensino perto de suas casas, se especializem e descubram o professor que existe dentro de vocês.

É professor? Concorda/discorda com o exposto? Deixem suas experiências…

Formado em Gestão de TI - UNIP; Terminando MBA em Gerência de Projetos - UNIP; Gestão de Pessoas - IBMEC; Estudando ITIL e PMP.

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Sunday, May 29, 2011
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Auditoria de TI – mal necessário?

Olá Caros leitores!

Vamos iniciar o post com uma ilustração:

Era para ser um dia normal, mas o dia começou cinza e todos estão tensos. O chefe chegou extremamente preocupado e logo de manhã reúne a equipe e diz: “Leiam os procedimentos e registrem o que está faltando, pois amanhã temos a auditoria externa. Se perdermos o selo da ISO, cabeças vão rolar!”

Alguma semelhança com algo que você já presenciou, viu ou ouviu?

Empresas e profissionais buscam mostrar ao mercado que estão aptos a atenderem seus clientes (internos e externos) dentro de padrões de qualidade. Muitas vezes esta busca por qualificação e certificação é um instrumento utilizado mais para marketing pessoal/empresarial do que garantir que as entregas são feitas com a qualidade esperada pelo cliente, mas acredito que esta seja a minoria.

Quando falamos em Governança de TI, um dos objetivos de se implementar certificações/auditorias, é a busca de transparência da área de TI perante seus stakeholders (a organização, clientes e principalmente a alta administração). A TI é um ativo estratégico que representa um risco dentro da organização, já que suporta de alguma forma praticamente todos os processos de negócio, e por isso precisa ser mitigado. Alguns regulamentos, como a SOX, aumentam ainda mais esta necessidade de transparência, pois os gestores do negócio são responsabilizados em causa de fraudes e/ou por desobediência a estas leis. Neste contexto, ao contrário do cenário que abordamos no início do post, a auditoria de TI precisa ser encarada como algo que agrega maior valor a TI, e não como algo que serve para revelar as falhas das pessoas e puni-las. Um relato interessante sobre os benefícios de auditorias externas pode ser encontrado no site tiespecialistas.

Nós, profissionais de TI, precisamos nos colocar no lugar de quem está à frente do negócio. Por melhor que seja a equipe de TI, como ter certeza que de fato que a TI está alinhada com a empresa e mitigando os riscos? Nós sabemos na prática aos riscos que estamos sujeitos e o impacto que isto pode causar para o negócio, tanto em imagem quanto financeiro. Alguns exemplos de itens simples que geram grande impacto para o negócio se não forem bem gerenciados: backup, processos de gestão de serviços, segurança da informação, sistemas e etc. Isto para não entrar no mérito das empresas que necessitam de auditoria externa por obrigações legais. Acredito que este exame de conformidade que a auditoria traz, comprova que a TI está no caminho certo, ou então aponta o que está errado e precisa ser corrigido. Vejo que é uma forma do negócio compartilhar de fato as responsabilidades da TI e seus riscos.

O COBIT é uma ferramenta muito utilizada em auditorias de TI. Ele permite uma avaliação padronizada para fundamentar a opinião do auditor sobre a TI da organização e permite apresentar recomendações à administração sobre melhoria dos controles internos.
A conclusão que chegamos com esta reflexão é que diferente do título do post, a auditoria de TI é um “bem necessário”, que traz benefícios para todos os stakeholders de TI, desde clientes, passando pela alta administração e principalmente para a própria TI.

Espero que tenham gostado. Sugestão, dúvidas, críticas? Deixem seus comentários

Um grande abraço e até a próxima!